Jornalista e professor de jornalismo, Marco Antonio Araujo abriu, três anos atrás, o Barão da Itararé, um bar na esquina das ruas Peixoto Gomide e Itararé, em São Paulo. O nome do bar presta homenagem ao jornalista Aparício Torelly (1895-1971), criador do personagem Barão de Itararé, famoso pelo jornalismo político temperado com humor e ironia. Um dos motes do Barão, que inspira o dono do bar, era: “Viva cada dia como se fosse o último; um dia você acerta”.

Atendendo a um pedido deste blogueiro, seu amigo de longa data, Araujo enviou um texto sobre a lei antifumo, aprovada pelo governo de São Paulo. Enquanto aguarda alguma liminar que suste a entrada em vigor da lei, critica o que, a seu ver, mostra o autoritarismo da nova legislação.

Marco Antonio Araujo

A lei antifumo a ser implementada no Estado de São Paulo combate um vício terrível, mas dissemina uma doença ainda mais grave, a do autoritarismo. E precisa ser combatida. Assim como a lei seca, já desmoralizada pelos seus excessos, a campanha segregacionista contra os fumantes serve para tornar nossa sociedade mais conservadora, careta e depressiva.

A diferença é que a guerra contra o tabaco terá fiscais mais eficientes que o poder público (e suas blitze tão espetaculares quanto efêmeras). O não-fumante poderá agora exercer sua notória intolerância sob o respaldo de normas higienistas que desconsideram conquistas seculares da democracia e seu direito das minorias.

A questão é muito simples. O cigarro é uma substância legal e seu usuário não pode ser submetido a constrangimento ou tratamento discriminatório, não pode ser jogado numa calçada, ao relento, exposto a uma condição humilhante. Nenhuma regra pode exterminar o direito do convívio social a qualquer que seja o grupo, a origem ou a preferência.

Não se vê mais viciados que se atrevam a acender cigarros em hospitais, filas de banco, supermercados ou elevadores lotados. Nesse ponto, houve uma ação civilizatória, justa e irreversível, que retirou os fumantes dos devidos lugares. Afinal, são ambientes públicos em que não se escolhe estar. Nesses locais poderia ser permitido até que dependentes químicos de nicotina fossem açoitados ou empalados. Ninguém reclamaria.

Só que essa lógica não se aplica a um bar, um restaurante, uma casa noturna. Vamos a esses lugares, e os escolhemos entre milhares de opções, à procura de diversão, convívio, relaxamento. Muitos restaurantes e pizzarias optaram por proibir o uso de cigarros em suas dependências e se deram muito bem. Mas por que um empresário não pode pagar seus impostos e abrir um pub ou uma choperia em que o fumo seja tolerado? Entra quem quer. Um não-fumante simplesmente não é obrigado a entrar em uma boate em que o cigarro seja aceito. Ele que freqüente outro cabaré.

As estatísticas mais alarmistas dizem que apenas 25% da população é fumante. Por que essa maioria arrebatadora de 75% até hoje não conseguiu expulsar o fumo e a bebida de ambientes festivos e de descontração? Porque Baco é um deus mais conhecido que Apolo, embora menos poderoso. Mesmo as pessoas completamente saudáveis gostam de freqüentar ambientes criados por aqueles que cantam, dançam, brindam e aspiram à raça humana. Evoé.

Mas, na falta de um inimigo comum, já que comunistas e fascistas encontram-se soterrados pela história, nada melhor que oferecer em holocausto os rebeldes subversivos que insistem em dar baforadas alegres e suicidas. Depois que forem extirpados, que venham os obesos, os poetas e os devassos.

As autoridades são muito cínicas quando alegam ser esta uma questão inadiável de saúde pública. Não é razoável ignorar que sejam alarmantemente nocivos a fumaça e os gases cancerígenos emitidos pelos milhões de veículos que circulam em nossas ruas. Estes não mereciam uma ação mais urgente dos nossos governantes? Como automóveis não são seres humanos, fica mais difícil combatê-los. Só pode ser isso.

503 comentários to ““Lei antifumo dissemina a doença do autoritarismo””

  1. Marcelo Zaine disse:

    Finalmente alguém com coragem de dizer a verdade.
    Enviei uma carta com texto bem parecido à Veja por ocasião de uma reportagem sobre o fumo em bares e restaurantes anterior à nova lei. Na semana seguite minha carta “apanhou igual a um gato de desenho animado” dos leitores xiitas da cruzada antitabagista.
    Concordo com cada letra do texto. Aliás fico imaginando quantos bares dedicados aos não fumantes sobreviveriam e por quanto tempo caso existissem opções exckusivas para fumantes.
    Que maravilha, um bar inteiro só “nosso”!
    E antes que algúem comece, por favor não venham com a desculpa do garçom. Basta pagar adicional de insalubridade e foi. É assim com centenas de atividades e ninguém fica com “dó” e nem preocupado. Que os hipócritas de plantão, por favor não se escondam atrás do garçom. Por acaso alguém aqui já cogitou a possibilidade de proibir a venda de combustíveis?
    Frentista tambpem é uma atividade insalubre e além disso perigosa, mas ningupem quer ficar com o carro sem gasolina certo? Indústria química, defensivos agrícolas, todas estas atividades pode? Cortador de cana (atividade de baixíssimo risco)também? Sem açúcar e alcool tampém não dá para ficar. Quem mias: Vejamos, e o técnico de raios X? Que tal ficar sem ele tampém? Bom, achoq ue sepultamos a “desculpa do garçom”, podemso até pensar em algum EPI para uso deles, mas confesso que ficaria estranho….
    Afastada a desculpa do garçom, a questão da sáude publica também não se sustenta, primeiro porque o cigarro é vendido de forma legal e muitissimo bem taxado. Além disso, ao dizer que o custo dos malefícios do cigarro nos gatos com Saúde publica é elevado, falta contabilizar o custo dos drogados, dos alcólatras, dos suicidas, dos portadores de DST, dos irresposnspáveis no transito e muitos outros, afinal, se os não fuamntes não querem pagar meu tratamento de cancer, dos meus impostos não sairá o custeio dos drogados, alcólatras e obesos. Vamos proibir isso também, se não vamos então o argumento do custo também não é válido.
    Afastados os argumentos da saúde laboral e da saúde pública, onde está o alicerce desta lei hedionda, aviltante e abusiva?
    Óbiviamente está bamba. É nada mais que uma mistura de arbitrariedade com factóide. Um ótima fonte de notícias. A convivencia entra fumantas e não fumantes obviamente é viável e possível.
    Entendo perfeitametne as queixas dos não fumantes e também acho a atual separação virtual de fumantes e não fumantes em muitos estabelecimentos uma piada. É claro que não funciona de forma adequada. Tampouco sou contra os alcólatras ou obesos, apenas expus o raciocínio direcionado aos tabagistas à outros “setores” com a mesma dose de radicalismo como forma de mostrar a incoerencia.
    A Saúde pública deve atender a todos, e de existir espaço público para TODOS.
    No estado da parada GAY, a discriminação ja deveria ter caido em desuso.
    O que precisamos é de uma definição de espaços, onde a fumaça é bem vinda e onde não é bem vinda. Não de uma cruzada antitabaco nos moldes dos ECOCHATOS.
    Mais uma vez parabéns ao autor pela coragem de dizer a verdade!

  2. Fernanda disse:

    Concordo com cada letra escrita…

    Não quero a nossa sociedade mais conservadora, careta e depressiva!!!

    Parabéns pelo texto

  3. Sheila Carvalho disse:

    AMEI seu texto e ainda hoje pela manhã, após deixar minha filha na escola, pensava exatamente sobre isso… Oras… Se eu vou a uma danceteria, estou ESCOLHENDO um local que SEI que há fumaça, cigarro, bebidas e tantas outras coisas que é bom nem comentar…Não que eu faça uso de nada destas coisas e nem fumo também…Também não sou dona de nenhum comércio, não “ganho nada” nem perco com a lei… Mas voltando… Sou EU quem escolho onde vou ou não, os pós e os contras de ir em qualquer local… Acho um absurdo mesmo, querer IMPOR que alguém possa ou não fumar num local PÚBLICO, onde ninguém é OBRIGADO a ir…
    Essa lei é tão ridícula quanto os defensores dela… Pobres coitados, que precisam de quem lhes dê rédeas para guiar suas vidas pois não sabem fazê-los sozinhos…
    Por isso elegem LULA (MULA) para presidente desta joça!!! Pois são tão ignorantes quanto ele… Nota-se, inclusive, pelos inúmeros e CRASSOS erros de gramática e ortografia dos “postantes” daqui… rsss
    Parabéns e parabéns ao autor do texto…CLAP! CLAP! CLAP!
    Sheila Carvalho / São Paulo

  4. Ricardo disse:

    Muito ponderada a opinião do sr Marco Antonio. Porém continuo gostando da lei.
    Acredito firmemente que tenho o direito de entrar em qualquer estabelecimento, e respirar um ar puro, sem fumaça.
    Grato
    Ricardo

  5. Marcelo disse:

    Realmente é incrível, em pleno século 21, com toda a informação que temos, alguém ainda defender o cigarro ou se vangloriar de fumar. Se eu fosse dono de seguradora, quando um fumante morresse de qualquer causa que pudesse ser relacionada ao cigarro, não pagaria o seguro, da mesma forma que acontece com os suicidas, já que fumar é um suicídio mais lento …

  6. Ailton disse:

    Tenho 41 anos, não fumo, nunca fumei. durante o periodo escolar fiz muitos amigos, uma boa parte aderiu ao fumo ainda nessa epoca, e outra metade se manteve afastado do tabaco, eramos muito coeso em nossa amizade, uma nota triste é que todos os amigos fumantes JÁZ em sepúlturas, uma parte morreram de efizema pulmonar, e três amigos tiveram infarto fulminante. hoje o grupo de amizade so se reune com a metede de amigos , formados na escola.

    Em memória:

    FERNANDO CABRAL +1999 aos 35 anos
    EDMILSON CARVALHO DE MIGUELLE + 2001 aos 36
    ROQUE ANTUNES CARVALHAL + 2002 aos 33 anos
    SUZANA ESPOTA FILINTO + 2003 aos 34 anos
    MAURICIO DE ABRANTES PINHEIRO + 2005 aos 39 anos
    EDNA MARANHÃO ESPINOSA + 2007 aos 38 anos

  7. Monny disse:

    Ah tá ! … e nem é autoritarismo um fumante jogar na sua cara a fumaça … eu nunca vi um fumante vir perguntar, se estava me incomodando ou não … por isso eu digo quer usar droga usa mesmo, cheira, bebe, injeta, faz isso porque assim você morre sozinho e num dá trabalho, agora não venha fazer da sua escolha uma imposição, para que todos sejam obrigados a feder fumaça de cigarro, além de fazer mal a outras pessoas, ainda temos que aguentar o fedor dessas pessoas e como se não bastasse o próprio mal cheiro ainda querem impregnar o mau hábito nos outros!!
    Pior ainda usar um argumento de poluição de veículos e desequilíbrio emocional, pra justificar a falta de capacidade de não conhecer um verdadeiro prazer na vida … vá pescar meu filho!!
    Já fumei, nunca fumei perto de ninguém … péssimo ter que lembrar que um dia experimentei essa porcaria fedida!.

  8. Beatriz disse:

    Essa lei é pra não fumante ignorante se dar ao direito de me mandar apagar cigarro alegando que estou matando-o também. Basta da uma olhada nas estatísticas e ver que os números de câncer que podem ser relcionados (eu disse RELACIONADOS, e não CAUSADOS) ao fumo passivo são praticamente os mesmos de gravidez com uso de anticoncepcional. 0,7%. A questão NUNCA foi saúde. O governo ataca pelo dinheiro e eleitorado. A população, pelo incômodo.

    Se é assim, deveriam também proibir o uso de perfumes doces, frituras nojentas que exalam pelo bar todo e bêbado mal educado falando alto.

    Quero apenas o direito de pode fumar sentada, enquanto converso e tomo uma cerveja. Em ambientes fechados ainda dá pra aceitar, mas nos jardins e calçados dos bares? Onde o escoamento da fumaça no ar é o mesmo que na calçada? Por favor, estudem as leis da física e da química.

    Essa lei impõe medidas irrelevantes para a saúde dos não-fumantes e nazistas para com os fumantes.

    E qual é o problema de criar ambientes fumantes, se só quem fuma ou quem é esclarecido e sabe que o máximo incômodo que a fumaça lhe causará é o mau cheiro na roupa?

    Concordo plenamente com o texto. Ninguém é obrigado a frequentar um bar; ele não é um serviço de utilidade pública, e sim uma opção, entre milhares, de lazer.

    E outra: se isso funciona em países que “o Brasil adora copiar”, é porque lá é oferecida infra estrutura, educação e saúde de qualidade. O que aqui, só existe pra quem tem muita grana.

  9. Beatriz disse:

    E completo: galera na cidade de São Paulo tem problema respiratório por causa de poluição, e não de fumaça de cigarro, que é irrisória quando comparada aos gases emitidos por carros e fábricas.

    Informem-se antes de espalhar histeria alegando que estão defendendo sua saúde. Falsos moralistas.

  10. Pedro Reis disse:

    O mais triste é ver uma parcela de intolerantes, destilarem seus preconceitos. O quadro é muito mais amplo. A legislação precede a tomada de consciência e nós temos um conjunto de questões por resolver, enquanto nação. Fumar é danoso, nada mais certo, tornar os cidadãos delatores é mais danoso ainda. Vamos transferir a lei para o consumo de drogas, e vamos ver quantos desses que torcem o nariz para o cigarro, são capazes de ir na boca de fumo, por o dedo na cara do traficante e dizer que ele vá vender sua droguinha bem longe deles. Pois vejam só. Eu milito em instituições de recuperação de dependentes químicos, do tipo barra pesada, sabe o que se usa como paliativo para as crises violentas de abstinência? Entre outros e não com exclusividade, o cigarro, porque reduz a ansiedade enquanto outros tratamentos são ministrados. O Marco Antonio está certo, porque está questionando o cerne da lei e não o consumo de cigarros. Num país de índole ditatorial e revanchista, sempre será perigoso legislar de forma rasteira, porque o perigo mora na brecha da lei. Como o Azeredo quer para a internet, censura. Chega desse papo de Democracia para mim e Ditadura para os outros. A desigualdade social, a miséria a que estão expostos milhões de brasileiros ainda não chegou na sala de estar desses cheirosinhos que pensam que a vida se desenrola na novela das seis.
    É isso que os governantes, deveriam estar combatendo, conscientizando essa turba de Hommer Simpson. E se não o fazem é exatamente por conta da comodidade de continuar sendo Hommer Simpson de muitos cidadãos. Intolerância gera intolerância. O fumante é dependente químico, a maioria deles sabe disso e adoraria parar de vez, vocês só vão entender o que significa isso, quando tiverem alguém bem próximo sofrendo disso. Ou talvez possam se comportar exatamente como a Melissa Cadore e enxergar o mundo pela lente rosa-choque do seu ray-ban paraguaio.

  11. Edna disse:

    concordo com Sr. Marco Antonio, já existe lei federal que regulamenta toda essa questão a de Nº 9.294 de 15/07/96, sou fumante, mais sei onde posso ou não fumar tenho consiencia disto, acho que pago meus impostos e tenho o direito de ir e vir, não podemos deixar as pessoas mandarem em nossas vidas impor regras, espero que os sindicatos dos bares e restaurantes consiguem que permanesa a lei federal que já existe.

  12. Genial disse:

    Acho que todo mundo tem que ser livre! Se eu quero fumar tenho que ter a conciencia que em alguns lugares não devo falzê-lo.
    mas daí discriminar o uso é o mesmo que proibir e já sabemos que esta atitude só aumenta o consumo. Os Pub’s são muito bem vindos, pois na minha opinião seria a solução do problema. Entra quem quer e trabalha nele quem quer.

  13. Ademir disse:

    Alguém já fez as contas de quanto a corrupção é prejudicial aos cofres publicos e a saúde pública. Acho que isso não é interessante, né !?!?

    Prefiro fumar meu cigarro e morrer de cancer, acho bem mais digno do que roubar !

  14. Beatriz disse:

    E outra: todo mundo por aqui falando de egoísmo pra lá e pra cá.

    Fumantes mandam não fumantes procurarem outro bar e não fumantes mandam fumantes fumarem na rua.

    Esta porcaria de problema seria resolvida se tudo voltasse a ser como antes: ÁREA DE FUMANTES E ÁREA DE NÃO FUMANTES.

    Assim, podemos frequentar os mesmos lugares e exercer nossa individualidade sem incomodar o próximo, pois, como já coloquei, a questão não é saúde, e sim INCÔMODO.

    Por que erradicaram essa norma que funcionava tão bem até pouco tempo atrás??? Acho que a melhor solução para os nossos problemas como sociedade educada e civilizada seria essa.

  15. Maria Inês disse:

    Essa Lei jé exite aqui em Brasília mas, sempre que sou afrontada por esta norma lembro de um texto que escrevi quando estudante da UnB, numa época não muito distante:
    NÃO QUERO SER CIDADÃO
    Há pouco tempo, o eixo estratégico definia-se pela disputa da hegemonia, pelo acúmulo de forças tanto nos movimentos sociais como na ocupação de espaços na institucionalidade. Pouco a pouco esta ação coloca no papel central a questão da cidadania.
    Tudo passa a ser reinterpretado em função desse eixo. Os direitos políticos, as necessidades elementares de moradia, transporte, saúde, educação, etc. A expressão da vontade de segmentos como o das mulheres, negros, crianças, que passam a produzir vasta gama de encontros e publicações. O consenso está formado.
    Assim, torna-se necessária uma atitude de indignação que leve a afirmação: “Eu não quero ser um cidadão!”.
    O termo cidadão tem sua origem na boa e velha Grécia, para denominar aqueles que pertenciam a certa cidade e que possuíam direitos políticos. Assim como a palavra civilização, que serve para diferenciar aqueles que são cidadãos dos que não são, traz implícito um caráter de exclusão. As lutas entre a aristocracia, proprietários de terras, comerciantes, armadores e proprietários de oficinas, camponeses e trabalhadores rurais na Antiga Grécia levaram a uma série de alterações ou estágios políticos. Entre eles a Tirania de Pisistrato (de 561 a 527 a.C.) e a Democracia de Clisteros (506 a.C.).
    Clisteros empreendeu reformas visando reduzir o poder da aristocracia, criou divisões políticas territoriais (os demos), aperfeiçoou representações políticas como os Conselhos dos Quinhentos (formados por representações das Tribos) e a famosa Assembléia do Povo ou Eclésia. Não eram considerados cidadãos: os estrangeiros, metecos, as mulheres e os escravos.
    No caso do escravo, a demarcação era nítida. Ele era considerado um instrumento que fazia parte do conjunto de propriedades de seus senhores. Como afirmava Aristóteles: “o escravo é uma propriedade instrumental animada (…) todo aquele que não tem de melhor para nos oferecer que o uso de seu corpo e de seus membros é condenado pela natureza a escravidão. É melhor para ele servir que ser abandonado a si próprio” (A Política, Aristóteles, pg. 30 e 32).
    Assim tão transparentemente estabelecidas as diferenças, não correríamos o risco de vermos proprietários e escravos irmanando-se em praças e manifestações por alguma causa em comum.
    Mas veio a Revolução Francesa. A burguesia, em sua luta contra os segmentos feudais, fez saltar as formas estamentais e afirmou a igualdade entre os homens. “Todos nascem livres e iguais perante a lei”. Os cidadãos marcham de armas e porretes na mão, pondo por terra a Bastilha e o velho regime, entre eles industriais, artesãos, operários, enfim, o povo.
    A igualdade e a cidadania oriundas da democracia capitalista continuam a marcar uma exclusão, exatamente daqueles que, não tendo outra coisa a oferecer senão seu corpo e seus membros, são naturalmente escravos assalariados.
    O mascaramento tem indubitáveis vantagens. Hoje podemos ver assalariados e proprietários se abraçando nas ruas e no parlamento e tornando comum linguagens e anseios.
    Todos somos cidadãos, todos temos direitos. Podemos caminhar livremente, votar, ser votados, expressar opinião. A exclusão se manifesta não na afirmação dos direitos, mas nos meios de exercê-los, meios que são comprovadamente mal distribuídos entre os cidadãos. Para contornar esta contradição, os adeptos da cidadania resolveram estender sua aplicação a direitos mais paupáveis, como moradia, trabalho, condições de vida, saúde, educação e outros. No entanto, a exclusão não é menor.
    Todos os cidadãos têm direitos e os expressam votando em cidadãos que podem ser eleitos e que têm o extraordinário desejo cívico de atender a vontade da maioriia, principalmente daqueles que menos têm e mais precisam.
    Um dos direitos do cidadão é ter propriedade e contratar, como mercadoria, a força de trabalho daquele cidadão que não tem propriedade. No exercício deste direito, o cidadão proprietário acumula riqueza na forma de capital. Repassa uma parcela para o cidadão eleito na forma de imposto. O cidadão eleito recebe a visita dos cidadãos eleitores que pedem o cumprimento da promessa que lhes permita estender a cidadania ao direito de morar, ter água, luz, assistência médica, uma educação decente e tudo o mais. Mas acontece que o conjunto dos cidadãos proprietário acumula privadamente o capital e aquilo que passam para o poder público é insuficiente para o atendimento generalizado das reivindicações.
    Desta forma, o cidadão proprietário tem garantida sua qualidade de vida, reinveste seu capital, contrata força de trabalho e acumula mais capital. Enquanto isso o cidadão eleito terá que explicar aos outros cidadãos que não há verba e, portanto, não haverá cidadania por moradia, água, luz, assistência médica, educação e tudo o mais.
    Pode-se fazer manifestações, organizar-se, reclamar, afinal isto é normal e temos que aceitar. A cidadania está garantida e a ordem preservada. Para contornar este novo impasse, as mentes prenhas de cidadania imaginaram então que a solução para este problema, logicamente respeitando todos os direitos estabelecidos, inclusive o de propriedade, encontra-se no “crescimento econômico com distribuição de renda”. O proprietário que acumulasse mais, pagaria mais impostos até que fossem suficientes para gerar recursos que atendessem às necessidades básicas da maioria.
    O pequeno problema que existe para essa linha de raciocínio é que quem a defende teria que demonstrar que onde há grande crescimento econômico esta pretensão se realiza.
    A nova ordem nos afirma cinicamente que, para sobreviver, o sistema terá que excluir o terceiro mundo e boa parte da população trabalhadora do centro. Quem são os excluídos para que a cidadania preserve a ordem? Os estrangeiros, as mulheres e os escravos?
    Os modernos metecos são os latino-americanos, africanos, asiáticos, árabes, e tantos outros barrados pela polícia de imigração, perseguidos nos bairros pobres da Europa, agredidos na nova Alemanha, atacados na civilizada Bruxelas. As mulheres, não tendo outra coisa a vender senão seu corpo, são as que estão nas vitrines da progressista Amsterdã, ou as que sobrevivem nos cortiços e favelas da América Latina, ou as que abraçam o esqueleto de um menino na faminta Somália. E os modernos escravos assalariados são os que se contentam em garantir o direito de voto.
    A cidadania está inseparavelmente ligada a um tipo de Estado, que legaliza e consolida uma ordem, estabelece direitos, normas e limites. O cidadão é aquele que se submete a esta ordem. Não é uma luta contra a ordem, é um termo de rendição.
    Não vejo como alguém pode afirmar com orgulho a posição de cidadão. Prefiro então a condição de excluído, pelo menos a companhia é mais honrosa. O termo cidadão, enquanto afirma a igualdade formal, mascara e obscurece a desigualdade de fato que continua a se reproduzir e garantir o caráter excludente e opressor das relações sociais estabelecidas.

  16. giga disse:

    Eeeh lá!!!! assim como a coisa anda, a gente ainda vai ter que subir o morro na calada da noite pra comprar cigarro…
    Mas tem outra coisa, eu gosto muito de ir a bares, mas detesto o barulho, a música, as vozes das pessoas… quero uma lei do silêncio. E viva ao autoritarismo!!!!

  17. ricardo disse:

    Nunca vi tanta besteira junta. O povo realmente tem o governo que escolheu. Tanta coisa importante para se preocupar no Brasil e a gurizada gastando os dedos contra o cigarro.

  18. Sheila Carvalho disse:

    Gostei muitíssimo da colocação do ADEMIR…
    INFELIZMENTE presenciei isso com uma pessoa que veio pra família, mas já foi embora graças a Deus…rsss…
    É MUITO ROUBO!!!
    Se fosse pra escolher, preferiria mesmo FUMAR!!! kkkkk

  19. Gustavo disse:

    é um assunto que envolve varios aspectos sociais, como fumante eu diria que me sinto completamente constrangido e coagido perante esta lei. o que me faz ter repudio a certos comentários aqui. o texto está completamente bem inserido no que tange a total falta de senso de extirpar o direito dos individuos de fazerem o que bem entendem da sua vida. para aqueles que não suportam o cigarro: que fiquem em suas casas.

  20. A.R.QUEIROGA disse:

    Quanta besteira!!!!Acho que quem quer fumar que fume, mas respeite o que não fuma, é simples.O problema é que quem fuma se acha no direito de POLUIR o ambiente e isso é HORRIVEL, é uma questão de respeito ao próximo.
    Aí eu pergunto – Quem gosta de sentir o AROMA e por que não dizer a catinga de um CHARUTO OU DE UM CACHIMBO????
    Que me perdoem os fumantes mas eles são os causadores da polemica, porque é simples,FUMAM E POLUEM, CAUSAM DESAGRADOS,CONTAMINAM O AMBIENTE E SE ACHAM NO DIREITO DE FAZER COM QUEM NÃO FUMA OS TOLEREM.
    FUMAR é uma escolha, se voce FUMA, nada contra, porém não obrigue as pessoas a te AGUENTAREM.
    FUMANTE É CATINGUENTO E DEIXA O AR UM HORROR, FAÇA QUE NEM OS VEÍCULOS, POLUA LÁ FORA, AONDE SE DISSIPA.
    Sou EX FUMENTE e sempre me achei HORROROSO, ADORO FUMAR, MAS OPTEI POR NÃO MAIS FUMAR E ISSO FOI MUITO BOM, NÃO TENHO NADA CONTRA A QUEM FUMA, MAS DESDE QUE RESPEITE E SE POSSIVEL PARE DE FUMAR, É MUITO MAIS PRAZEROSO.
    ABS.

  21. Grazielle disse:

    Primeiro ponto a se observar nesta lei é sua INCONSTITUCIONALIDADE.
    A competência para legislar sobre este assunto é da UNIÃO e não do Estado ou Munícipio.
    Importante ressaltar que, a ANVISA deveria regular as áreas direcionadas a fumantes, porém, ela não o fez e deu no que deu.
    Eu sou fumante e concordo que deva ter ambientes onde o fumo é proibido, porém não da forma como estão fazendo.Isso é discriminação.É fácil para quem não fuma, mas para quem é fumante é bastante complicado.Imaginem um boicote a essa lei?? Ninguém comprar cigarro?? A economia depende muito dessa área, podemos perceber até pelo IPI que aumentou o valor do cigarro. Quantas pessoas vão perder o emprego e isso fará com que prejudique a economia.Foram proposta diversas emendas para esta lei e nenhuma foi aceita. Porque não pegam tanto no pé de quem usa drogas, do alcool??? É ESSA LEI QUE VAI MUDAR ALGO NO BRASIL???

  22. Robson Conti disse:

    Concluindo (ou tentando),

    O fato de algum produto ser legal não torna o seu uso legal em quaisquer circunstâncias, da mesma maneira que alguns atos são legais e legítimos quando praticados em ambiente privado e não o são em público.

    O fato de alguém pagar seus impostos não o torna titular do direito de desrespeitar a direitos mais abrangentes e elevados para a satisfação de algum interesse ou fraqueza pessoal.

    Sociedade que se pretenda com a mais ínfima intenção de um dia se tornar educada e civilizada não é sociedade em que seus membros se pretendam e advoguem para si o direito de serem deseducados e bárbaros, fumando em ambientes fechados, públicos ou privados. Mesmo em ambientes abertos, as pessoas que não fumam e que sejam portadoras de enfermidades respiratórias (que não escolheram ter!) são severamente afetadas pelos efeitos da fumaça advinda de cigarros de quem escolheu acender. Eu não estou bem certo se quando, e se, alcançarmos outros patamares (evidentemente mais elevados) em termos de civilização, o simples ato de fumar já não será amplamente considerado evidência forte e incontestável de desequilíbrio, incompatível com um ser em harmonia consigo mesmo e com o ambiente que o cerca, destinado a preencher de maneira tão rasa ao vazio existencial de pessoas com conflitos, frustrações ou carências, que não conseguiram contorná-los de maneiras mais eficientes e menos autodestrutivas.

    Quanto a utilização de cigarros para “acalmar” a dependentes químicos em drogas muito mais pesadas, é um caso extremo, em que se opta por um mal de pequeno porte em relação a um mal muito maior. É um recurso extraordinário, de utilização apenas em casos muito especiais, da mesma maneira que se administram drogas, aceitando-se seus efeitos colaterais, em pacientes internados em hospitais, já que, naquelas circunstâncias, a relação custo/benefício é favorável ao paciente. E não pode ser confundido com o ato de envenenar aos transeuntes e frequentadores de ambientes públicos!

  23. Marcelo Zaine disse:

    A única coisa mais chata que um não fumante “ativo” é um ex fumante……

  24. Robson Conti disse:

    As leis são exatamente feitas para, entre outras coisas, constranger e coagir a quem esteja com tendência de agir em desrespeito ao que determinam e que, grosso modo, devem ou deveriam garantir ou restaurar direitos e impedir o desrespeito dos mesmos.

    Se você está pensando em desrespeitar aos direitos de outras pessoas e está sentindo-se constrangido e coagido pela lei, entenda que é EXATAMENTE este o espírito das coisas. É só respeitar aos outros que as leis não o incomodarão mais.

    Entendo perfeitamente que nem todas as leis são tão boas e perfeitas como seria de se desejar e que há e houve muitas injustas e inadequadas. Mas, a princípio, tem como função balizar e sinalizar aos membros de determinada sociedade o que pode e que não pode ser feito, além de gerar exatamente o constrangimento e o temor naqueles que estejam em vias de descumpri-las e desta maneira evitar que a intenção se torne fato.

    Abraços a todos.

  25. Neto disse:

    Obrigado, Sr. Mauriucio! Creio que o meu comentário deve estar no DOPS ou no SNI. Se alguém do blog buscar nos arquivos do IG, deve encontrar.

  26. Robson Conti disse:

    Esta inocente polêmica é mais um exemplo, e dos bem pequenininhos, do que acontece quando seres humanos, mesmo cultos, instruídos, bem educados e bem intencionados, usam a sentimentos, emoções e interesses pessoais ou corporativos como critério para a tomada de decisões ou posições a respeito de qualquer assunto, em vez de princípios fundamentados na ética e na justiça. Compara-se desta maneira fatos com expectativas e desejos e não com princípios. Não foram utilizados argumentos solidamente alicerçados em conceitos ou princípios e sim em achologia aplicada.

    Sem o firme apoio de princípios, no discurso e na análise das questões, são equiparados atos e situações discutíveis e contestáveis com atos e situações francamente condenáveis, para que os primeiros, por comparação bem menos graves, passem a ter aparência de inocentes ou mesmo de valiosos em vez de todos serem comparados com padrões desejáveis de conduta ou adequação as nossas necessidades. Isto serve para confundir e distrair a opinião pública com uma miríade insuportável de pequenas questões e assim, por infinita repetição e fadiga dos oponentes, tentar manter o privilégio de desrespeitar a direitos naturais e legítimos dos demais membros da sociedade e ainda parecer, cinicamente, vítima em vez de algoz. É como se o proprietário de escravos reclamasse por estar sendo discriminado pelos abolicionistas por não libertar aos seus escravos e ainda os acusasse de insuflar a opinião pública contra eles, que estariam exercendo um DIREITO que a lei lhes conferia. Ora, a lei humana não pode tornar legítimo um ato execrável e tornar direito o que é torto, apesar de ter o nome legal de direito.

    E isto em um país pacífico e tolerante como o nosso tem a fama de ser. Em países menos tolerantes e muito menos pacíficos, este nosso (humano, demasiadamente humano) costume de atribuir a qualquer outra coisa que não seja a princípios firmemente apoiados na Ética e na Justiça valor de critério para a tomada de decisões, temos a triste rotina de conflitos sem fim entre os seus próprios habitantes e entre estes e os de outros países. Só que neles os meios utilizados não são tão civilizados como os acirrados e heróicos debates entre fumantes e não fumantes aqui travados e geralmente usam de meios extremamente severos para eliminar a disputa através exatamente da eliminação física dos oponentes.

    Leon Trotsky nos deixou a triste dicotomia de escolher entre “o socialismo ou a barbárie” e como a primeira hipótese faliu a segunda, que está ganhando o jogo sim senhor, não me parece palatável, talvez fosse hora de escolher algo menos radical tal como Ética, Justiça, Fraternidade, Igualdade, Liberdade, Empatia e os princípios neles apoiados para tentar virar o jogo. Se der tempo.

    PS. Espero que a pessoa que não quer ser cidadã mantenha a sua decisão de se manter livre e insubmissa mas não jogue os princípios de ética, justiça e civilização no lixo para tornar-se bárbara, truculenta ou troglodita.

  27. Pedro disse:

    A rede pública de saúde gasta mais de R$ 300 milhões por ano em tratamentos de doenças relacionadas ao tabagismo e arrecada 4.4 bilhões por ano com impostos sobre o cigarro. Ninguem fuma hoje e morre imediatamente como pode ocorrer com outras drogas como o alcool por exemplo. Não fumo e nunca fumei também não tem fumantes em minha familia. E nos lugares em que frequento já existiam ambientes separados para fumantes e não fumantes. Entretanto as questões que realmente nos afetam este governo hipocrita não ataca, são 35.000 assassinatos por ano no Brasil e não fazem nada, muito pelo contrario acatam toda esta podridão. O que eu realmente gostaria era ter o DIREITO de ir e vir sem riscos. A falta de segurança atinge a todos nos e o governo fica soltando folgos com estas leis ridiculas, saude publica? Preocupação com a saude do povo? Gastos? Tudo falsidade. Queremos é justiça.

  28. [...] o Barão da Itararé, um bar na esquina das ruas Peixoto Gomide e Itararé, fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]

  29. Giampaolo disse:

    Antes de ser dedurado e fuzilado quero lembrar que todo RADICALISMO é burro! Sou fumante sim, fumei por 20 anos, parei e recentemente voltei! Sei de TODOS os malefícios do fumo, e não só do fumo… alias temos tantos por ai!! Os que atacam os fumantes por aqui, talvez devessem andar de bicicleta até a Amazônia e por lá ficarem pelados e comendo folhas cruas!Viveriam até os 300 anos!
    Mas “radicalismo” de lado, percebem o “antagonismo” generalizado e gerado por este assunto?Não se equipara nem mesmo as discussões de futebol, religião etc.
    Mas preparem-se aqueles que defendem essa PROIBICAO, este é apenas o começo, seus filhos e netos saberão daqui ha 50 anos do que eu falo hoje: um mundo onde TUDO é controlado, cheio de regras, sem opções, sem criatividade com a Mao estatal não sua cabeça desde o nascimento… filhos somente nas datas do rodízio de procriação!…E assim por diante,

    Alias será mais ou menos assim:

    “Ministério da Saúde Adverte: Procriar pode causar Derrame, Infarto, Taquicardia” Estudo comprava que 98% das pessoas durante um ato de “fornicacao” sofrem alterações significativas em seu metabolismo!!

    Disque/Call: 0800 NO 4 NICK

    Detalhe que TODOS os anúncios no futuro serão em 2 línguas….em em 100 anos ….apenas uma!…para facilitar a vida do ESTADO!

    Ninguém me tira da cabeça que a ANARQUIA seria a melhor opção, mas fala de uma ANARQUIA ORGANIZADA, seria possível? Duvido!!
    Então vamos esquecer os sistemas políticos, e vamos ao que rege o mundo com significativo sucesso!! A LIVRE ECONOMIA DE MERCADO!

    Isso mesmo, REGRA BASICA DA ECONOMIA:
    OFERTA X PROCURA
    Recentemente viajei a Dubai, para quem não sabe pais predominantemente muçulmano, onde beber nas ruas é proibido, e TODOS os bares e casas noturnas fecham pontualmente as 02h00min da manha.
    Até ai sem novidades, um paraíso para freiras e chatos de plantão!…Mas o lugar tem seus encantos.
    No aeroporto Internacional de Dubai, dentro da ala de embarque Internacional no dos tantos corredores, tem 2 Bares , um deles FUMANTE e o outro NAO FUMANTE. Perguntem qual deles estava sempre cheio, animado, fétido e cheio de fumaça?….No outro bar limpinho, lembro de umas famílias com caras de Canadenses, tomando água e alguns sucos!…a tinha uma velhinha na cadeira de rodas com eles também….detalhe, que a pobre senhora não parava de olhar pra o bar de FUMANTES , acho que ela queria PITAR também! Ela estava triste e oprimida pela família dela, assim como todos nós seremos oprimidos pela mao PESADA do estado e pela alienação em massa da mídia do POLITICAMENTE CORRETO!
    Façam a LEI , mas deixem o mercado regular, quero ver Bares e Restaurantes e Boates NAO FUMANTES sobreviverem!
    Completando: Com relação a “pesquisas” de opinião publica, informo que além das manipulações de PRAXE, a forma que perguntam sobre a questão é no mínimo COERCIVA ou IMBECIS!
    do tipo: O CIGARRO FAZ BEM?….Lógico que faz mal, qualquer fumante sabe disso!
    Então não me venham com dados de pesquisas MONTADAS , deveriam sim deixar o MERCADO/CONSUMIDORES decidir
    Por falar em pesquisas MONTADAS, lembrei do Referendo do DESARMAMENTO, quanto era mesmo a porcentagem a favor???…..Puxa não deu né…..O POVO VOTOU CONTRA

    FUMANTES UNIVOS , NÃO ESTAMOS SOZINHOS!!!

  30. Andre disse:

    Medidas de natureza ambiental ninguem toma. Vejam a poluição do ar provocados pelas motos, carros velhos, caminhões, ônibus e industrias. Onde esta o governo para zelar pela nossa saúde? Para um bar vai quem quer. E selecionar o ar que se respira em toda cidade, existe opção? Todos respiram a mesma porcaria ricos ou pobres. É demagogia demais deste governo seboso. E o pior o povo aprova e bate palmas. Esta lei em nada vai me beneficiar, não fumo e ninguem de minha familia fuma. Alguem acha mesmo que ficar como fumante passivo em um bar 2 ou 3 horas por semana vai dar cançer e respirar este ar terrivel de SP o tempo todo não tem problema algum?

  31. Lílian disse:

    Como fumante não faço questão nenhuma de fumar nos espaços reservados para os não fumantes, não quero ofender nem prejudicar ningúem. Apenas gostaria de ter o direito de um espaço para mim. O discriminatório é não haver lugar para os fumantes. Os não fumantes não são obrigados a entrar ou se empregar lnesses ambientes “poluídos”

    O ato irresponsável de fumar onera saúde pública, sim. Outras atitudes irresponsáveis também geram comprovadamente custos altíssimos para a saúde pública.
    - Comer mal e demais e ficar gordo. (O governo japonês pretende multar pessoas com cintura maior do que o esperado).
    - Fazer sexo sem proteção e pegar DSTs
    - Andar de carro (muito mais poluidor e prejudicial do que o cigarro)
    - Ter filho depois dos 40 (mulheres tem maiores chances de ter filhos com síndrome de down e homens filhos com autismo).

    Já está sendo levantada até a hipótese de religião como problema de saúde pública. E essa designação serve como base para criar conflitos como esse que estamos tendo aqui. Devemos tomar cuidado. Nada justifica o “combate a qualquer custo” citado por alguns comentários. Hitler tinha idéias como essa e não é muito bem visto num mundinho democrático. Daqui a pouco voltaremos para Esparta e jogaremos crianças deficientes em desfiladeiros apenas porque elas custam e não produzem.

    Antes de criticar e segregar o fumante, certifique-se de que sua vida é irreprensível absolutamente todo e qualquer aspecto, porque você pode ser a próxima vítima dessa segregação.
    Se você é um não fumante e tem filhos deficientes, é doente de alguma maneira, é muito religioso, gordo, careca, feio, burro, está desempregado ou de qualquer maneira está longe da perfeição reflita: Você gostaria de ser segregado e discriminado por essa condição? A discriminação e a segregação não são respostas para nada. A tolerância (inclusive com quem fuma) é vital para o funcionamento da sociedade.

    Lembrem-se a maior parte dos fumantes não quer enfumaçar o SEU ambiente. Quer apenas ter o direito de um espaço próprio.

    Abraços a todos.

  32. Maria Helena disse:

    A lei anti-fumo dissemina sim a lei do bom-senso, já que quem não quer aspirar fumaça de cigarros, não vai mais ser obrigado a suportar esse péssimo hábito. Já está mais do que provado que fumar faz mal para quem fuma e mal para quem está ao lado. Eu pago para sentir o gosto das comidas, das sobremesas e não para me intoxicar com baforadas alheias. Um absurdo que exista gente que ainda conteste essa lei que é, no mínimo, embasada em preceitos científicos!

  33. Rebeca disse:

    Esta vai para o Mauricio que diz : quer fumar, vai la prá fora junto com os carros.
    Pq vc não aproveita e vai junto e se joga debaixo de um carro. Se vc acha que o fumante é um criminoso repugnante, ou vc não entende nada de liberdade de opção ou vc vive fora da coletividade.
    Fumar faz mal a saude? faz, sim, Mas mais mal faz ver um politico se aproveitar de “vitimas viciadas” que o próprio Estado criou (autorizando a fabricação e comércio do fumo) com fins nitidamente eleitorais. Vc acha que ele tá preocupado com sua saúde? Então pq não proibe a fabricação? Engana que eu gosto!
    O melhor de tudo isto é que o tal governador impõe a lei e manda que o particular cuide dela. Que lindo, né, seu Mauricio?

  34. Magda disse:

    Gostaria de fazer algumas perguntas para os não fumantes:

    VOCÊ RECICLA SEU LIXO?

    JOGA LIXO NA RUA? PAPEL DE BALA, COMPROVANTE DE CARTÃO DE DÉBITO E OUTRAS “COISINHAS”?

    SEU CARRO NÃO POLUI? VOCÊ DÁ CARONA PARA COLABORAR COM A QUALIDADE DO AR E DO TRÂNSITO?

    VOCÊ FAZ CAMPANHA CONTRA OS PAIS E MÃES, PROGRAMAS DE TV E INSTITUIÇÕES QUE INCENTIVAM CRIANCINHAS A DANÇAREM GÊNEROS REBOLANTES E CANTAREM LETRAS VULGARES?

    VOCÊ RECOLHE O COCÔ DO SEU BICHINHO DE ESTIMAÇÃO?

    VOCÊ É EDUCADO COM TODOS EM TODOS OS AMBIENTES? RESPEITA REALMENTE O PRÓXIMO?

    A lista de indagações é enorme… Antes de sairem levantando bandeiras de forma cega e radical, raciocinem sobre tudo o que esta lei (e outras tbem) envolvem.

    Antes de discutir, é necessário saber ao menos, interpretar um texto!
    Ninguém está dizendo que fumar faz bem (todo fumante sabe, melhor do que qualquer um, os males que o tabaco causa).
    Também não defendo que o uso do cigarro seja liberado em qualquer lugar. Pra isso existe o bom senso, é uma questão de educação. (como não “flatular” em elevadores ou tossir na cara de alguém.)
    Mas, revoltados amigos saudáveis: convenhamos: o cara vai pra balada, veja bem, BALADA, não pro hospital, livraria, igreja… vai encher a cara de álcool (que traz inconvenientes muuuito mais nocivos a todos que estiverem por perto e no caminho da figura) e não quer fumantes por perto?
    Tudo bem, é um direito seu não querer. Como é um direito do fumante fumar, e do dono do estabelecimento escolher se quer ou não fumantes em seu recinto. Quanto aos trabalhadores noturnos… Se tenho rinite alérgica, nunca irei trabalhar numa loja de cosméticos, perfumaria ou floricultura, certo? E são ambientes tão cheirosos… Não quer fumaça? Tudo bem, procure um emprego onde você se sinta bem.

    O que estamos disutindo aqui é simplesmente LIBERDADE DE ESCOLHA.

    Por quê um BAR ou qualquer outro lugar destinado à DIVERSÃO não pode escolher que tipo de cliente ou ambiente quer ter?

    Por quê o não fumante escolheria um ambiente assim para frequentar? Não quer fumaça, vá ao parque! Radical? Então qual o problema em criar espaços para todos? Bom senso, gente!!!

    … Alguém aí assistiu ou leu “ensaio sobre a cegueira”?

    TOLERÂNCIA, pelamordedeus!!!

    E se ainda assim quiserem “malhar o judas”… ok!
    SOU FUMANTE SIM,
    NÃO, NÃO ACHO SAUDÁVEL
    SOU PROPRIETÁRIA DE BAR NOTURNO SIM
    E ACHO UMA P. SACANAGEM QUE EU TENHA QUE PAGAR MULTAS OU FECHAR MEU COMÉRCIO PELA FALTA DE NOÇÃO E EDUCAÇÃO DE QUEM NÃO RESPEITA A LIBERDADE DO PRÓXIMO.
    SEJA FUMANDO EM LUGAR IMPRÓPRIO DE VERDADE, SEJA GRITANDO, CUSPINDO QUANDO FALA OU IMPONDO O SEU GOSTO PARA QUEM QUER QUE SEJA.

    Parabéns ao marco Antonio Araujo pelo artigo.

  35. edu disse:

    meu bebia e batia na minha mãe, deveria ter uma lei igual, para os bebedores, já que a preucupação é com o coletivo.

  36. Vinicius disse:

    Cara Paloma … Vc já esperimentou uma viagem fora do País ? Aproveite e verifique que país de primeiro mundo respeita a liberdade. Lá essa palavra de libertação funciona ! Já viagei para vários países e nunca vi uma coisa como essa que está acontecendo aqui no Estado de São Paulo. Aliás, o governador Serra deveria se preocupar com a emissão de gás carbônico dos carros, caminhões e ônibus que é infinitamente maior que de milhares de cigarros acesos juntamente. Ou melhor, vc deveria cobrar ele por isso ! Vc passeia pela cidade de SP ? Se sim, vc é mais que fumante passiva ! Vc é uma alienada,.

  37. Daniela disse:

    As pessoas são cegas…vcs estão falando de um vício criado por uma mídia pesada de anos atrás, as conquistas estão vindo, a população fumante vem diminuindo, mas não é um decreto que infelizmente trata os fumantes de forma humilhante e discriminatoria que irá resolver, programas bem mais inteligentes e apoio efetivo ao fumante (tente ligar no 0800 que vem atras do cigarro) traria menos lucro ao governo né? Está preocupados com vossa saúde? QUe tal deixar seu carro na garagem e ir trabalhar de bicicleta ou transporte coletivo? Falando em saúde…como anda mesmo a administração do nosso sistema de saúde? Pimenta nos olhos dos outros é refresco né! Vc denuncia um bandido qd vê algo de errado acontecendo ou ta com tanta pressa q sai batido? Faz doação de sangue periodicamente pra salvar vidas ou só se seu filho estiver precisando? Reclama do cara na frente que jogou lixo pela janela do carro ou faz como ele? Denuncia um caminhão que joga fumaça irregular no ar ou reclama pra quem esta do seu lado que nada pode fazer? Mas levanta uma bandeira (de causa duvidosa) contra pessoas de bem, trabalhadoras, honestas, pagadora de impostos e deveres e que é viciada por culpa de um sistema de marketing antigo que era belo fumar …Será que vc esta mesmo preocupado com sua saúde? Não compre tudo que te vende sem antes parar pra pensar em si mesmo!

  38. Paulo disse:

    Acho valido esta lei em certo lugares, não poderiam generalizar. No caso de casas noturnas, tipo: boates, danceterias…etc. Deveriam criar uma lei onde teria afixado na entrada um cartaz onde diria se a casa é ou não liberada para o uso do cigarro. Portanto a opção de ser fumante passivo ficaria a critério de cada um.

  39. Cacau disse:

    Detesto tbm os não fumantes que adoram abanar a mão quando passam por uma fumacinha…
    As doenças não são causas especificamente do fumo e sim da genética de cada ser, a única difereça, é que se uma pessoa doente que fuma fica mais propícia a morte.
    Todos vamos morrer de alguma maneira, então parem de encher o saco de dinheiro desses politicos e médicos que fazem parte dessa gangue…
    Os ex-fumantes, esses então são os piores, pois querem que nós fumantes deixemos de fumar p eles não ficarem na vontade…

  40. Sergio Costa disse:

    Alex ele não é dono de bar, é jornalista e dos bons.
    Paloma ele não escreve para vc, porque se vc não entende o que esta por

  41. Jane disse:

    Dona Paloma,
    ao contrário do que senhora informou, a Europa aplicou a lei antifumo apenas em 2006. Fui à França em fevereiro de 2006 e estava começando a caça aos fumantes – e sem o rigor da Lei Serra. Acho válido e justo, mas concordo com o comentarista que a questão será resolvida também de forma justa: estabelecimentos para fumantes e para não fumantes. QUEM NÃO QUISER FUMAR QUE NÃO ENTRE, ORA BOLAS!!!

  42. J.P. Machado disse:

    Por que não para de querer controlar a vida dos outros, Santa Mesquinhez?!
    Eu não fumo e não concordo com a limitação progressiva das liberdades individuais, que é sem dúvida o que o autor do texto critica, suas antas rasas!
    É claro que o cigarro faz mal, mas o pensamento fascista – que nasce e se alimenta da diminuição progressiva da tolerância ao outro, conquista magnífica ao longo dos séculos! – é infinitamente mais nocivo e importante.
    São todos umas “freiras feias sem deus”, como disse o esclarecido e refinado Luiz F. Pondé, outro dia na Folha.

  43. Rodrigo disse:

    Primeiramente parabens pelo post! Magda concordo plenamente com vc! sou fumante sim! sei muito bem onde posso fumar e onde não posso logico, impossivel alguem ser muito “sem noção” de ascender um cigarro dentro de um elevador, dentro de uma empresa, hospital,etc…etc…logico que não!ta ai a questão, agora vc ser proibido de ir para um baile e não poder fumar? ir a uma boate e não poder ascender um cigarro? a da licença neh, não quer ficar “ao lado de uma chaminé” como muitos dizem, cai fora, não passa nem pela porta pelo amor, agora esse governo Filha… ao inves de se preocupar com fome, pobreza e desemprego neste pais fica se preocupando com isso, a pessoa quer fumar, decha , a saude é de quem? o pumão é de quem? ta incomodado com a fumaça? sai de perto, distancia ; não quer ficar com a roupa fedendo cigarro? ótimo, nem va aos mesmos lugares que tenha fumantes, pronto, mantenha-se preso na sua vidinha de merda dentro de casa, assim não passar por isso!ahhh resumindo…cada um na sua !

  44. Marcelo disse:

    Bar foi feito para beber e para fumar.
    Quem não gosta de beber e de fumar não vai no bar…
    Fica em casa cuidando das crianças…
    Estas sim… deveriam ser proibidas em bares e restaurantes….

  45. D.Pierotti disse:

    Quero ver fiscal nos bares no fundão da zona leste ou no Jardim Angela. Fiscal em bar de classe média alta e uma coisa, quero ver na periferia.

  46. Andressa Aguiar Leme disse:

    Gostaria de começar com duas definições do Houaiss.

    Democracia
    ■ substantivo feminino
    Rubrica: política.
    1 governo do povo; governo em que o povo exerce a soberania
    2 sistema político cujas ações atendem aos interesses populares

    Autoritarismo
    ■ substantivo masculino
    Rubrica: política.
    sistema político que concentra o poder nas mãos de uma autoridade ou pequena elite autocrática

    como foi comentado em vários posts, 75% da população não fuma, e podem responder ao interesse popular de ambientes livres de cigarro. Em contrapartida, 25% fumam, ou seja, uma pequena elite (afinal cigarro é caro e é item supérfulo) que até hoje ditou as regras de convivência.

    A lei antifumo só foi criada pq o fumante nunca teve educação e consciência em respeitar a liberdade do não fumante.

    Gostaria de saber se cada um dos que criticam a lei antifumo aceitam o seguinte desafio:

    1. Feche um cômodo com ventilação precária,
    2. fique dentro dele o mesmo tempo que vc fica num bar ou boate,
    3. fume a mesma qtdd de cigarros q vc fuma nesses locais
    4. além de vc, nesse cômodo deverão estar seus filhos, ou qq familiar com problemas respiratórios

    aguardo comprovação científica pelo email.

    Enqto a sociedade científica luta, sem ajuda nenhuma, com experimentos sérios, com metodologias válidas e grandes grupos amostrais, em provar a incidência de doenças pulmonares q acometem o fumante passivo, os ignorantes se sentem ceifados de “sua liberdade” de fumar.

    Até onde eu sei, ninguém foi proibido de fumar, apenas se estabeleceu um local para que o ato seja realizado.

    São os fumantes que vestem o manto do autoritarismo e da hipocrisia, e simplesmente não aceitam que o mundo mudou. Lembram os ícones da Santa Inquisição, que matava aqueles que contrariavam as leis divinas.

  47. Carlos disse:

    O comentário do Sr. Alex é perfeito. O texto acima ignora a presença de profissionais que passam 8horas, as vezes mais, em estabelecimentos fechados como bares, butecos, boates e semelhantes. Não só garçons, mas recepcionistas, seguranças, caixas, etc. Eu entendo as palavras do Prof. Marcos Antonio Araújo como um desabafo de quem dedicou a vida inteira ao bastão de nicotina. A relação do fumante com o cigarro explica o texto inflamado acima. Para o fumante o cigarro é o “amigo de toda hora”. E barrar o “amigão do peito e do pulmão” no baile, não poderia causar mais frustração. Autoritarismo, Segregacionismo, ameaça a Democracia, perseguição ?????
    Pois é! O professor tem um laço tão forte com o tabaco, que não consegue imaginar-se sem o cigarro depois do café, acompanhando a cerveja, o vinho, o whisky, antes de dormir, logo de manhã, no intervalo de qualquer coisa, no show, no bar, vendo tv, lendo um livro, escutando uma música, num papo animado. Quem vive uma ditadura afinal?

  48. Maria Aparecida disse:

    Eu não sou fumante, porém acho está lei muito severa e autoritária, concordo com o texto do Sr Marco Antonio Araujo. Existem pessoas que não sabem se colocar e fazem o que querem nos ambientes em que frequentam, será que estes respeitarão esta lei?
    No meu entendimento, esta é apenas mais uma forma das nossas autoridades extorquirem os proprietários destes estabelecimentos, e claro, uma forma de discriminação.
    Logo logo, criarão guetos onde só poderão morar fumantes.

  49. Alexandre disse:

    O texto é ótimo!!!!
    É escrito por alguém que pensa realmente e não se submete a hipocrisia da sociedade!!!
    Parabéns Maurício!

    Pessoal, a questão aqui não é quem é bom e quem é mal, quem é saudável ou quem não é.
    Não quero fumar em ambientes fechados incomodando os outros.
    Quero poder acender meu cigarro em paz em um espaço aberto e ventilado sem ninguém me olhar feio, só isso.
    Luto pelo respeito do direito individual sem interferir no público.
    Sou a favor da liberdade.
    Se o proprietário de um bar quiser ter um setor de fumantes ele tem esse direito, como o estado pode proibir a iniciativa privada do livre arbítrio?
    Se a lei dissesse que tem que ter ventilação no setor de fumantes, que nesse setor tem que haver uma porta separando, etc… tudo bem.
    O problema é não resolver , não dar uma solução e simplesmente proibir até nos locais abertos dos bares se tiver toldo ou paredes, isso que é ridículo.
    Os fumantes estão sendo expulsos de uma vida social normal.
    Não queremos incomodar ninguém, queremos fumar em paz nas áreas abertas de bares, faculdades , condomínios, empresas, etc… e discutir alternativas melhores que a ditadura. Isso parece ser só o começo, acredito que virão leis piores agredindo direitos individuais e das minorias.
    Se a questão é saúde daqui a pouco vão proibir batata frita e calabreza frita em bares e restaurantes.

  50. Mariá disse:

    Eu não sou contra a lei antifumo, mas sou contra a forma que foi implantada. O que falta de conhecimento às pessoas é que o fumante é um dependente. Muitas pessoas não conseguem parar de fumar, precisam de um tratamento. Se fosse verdadeira a vontade do governo quanto a essa lei, o processo iniciaria-se por investir valores para abrir posto de tratamentos para as pessoas pararem de fumar e conscientização, e não gastar na contratação de fiscais para multar os estabelecimentos. Os postos disponibilizados pelo governo, que são poucos,tem uma espera de aproximadamente 3 meses. Por que não é feito um forte apelo para os fumantes se tratarem? Vejo esse radicalismo como uma jogada puramente eleitoreira. Será que passa pela cabeça das pessoas, que o fato do fumante ser constrangido, vai fazê-lo parar de fumar??( Ele é um viciado!!!!!!) Se o governo realmente estivesse preocupado com a saúde do cidadão, os métodos aplicados seriam bem diferentes.

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