Pode ter sido o anúncio do cancelamento do show de Paul Weller, uma das atrações da noite. Pode ter sido a chuva fortíssima, que desabou sobre São Paulo duas horas antes do show. Pode ter sido o ambiente formal do Auditório Ibirapuera, que inibe os fãs. Pode ter sido qualquer coisa – arrisque a sua hipótese. O fato é que a estréia de Marcelo Camelo em São Paulo frustrou o público e o próprio artista. “Vocês estão felizes?”, perguntou Camelo, a certa altura. “Está todo mundo tão calado… É a chuva”, sugeriu.
A apresentação no TIM festival não foi nada parecida com os shows que Camelo tem feito pelo Brasil, conforme ele descreveu em entrevista exclusiva ao Ultimo Segundo. Muito pelo contrário. No lugar do público cantando as músicas novas junto com ele, sobrou reverência e silêncio.
Antes mesmo de perguntar se o público estava feliz, Camelo já havia manifestado seu estranhamento, como relatou Marco Tomazzoni no iG Música: “Estou com a sensação que falta um pouco de desordem”, disse. Sintomático do mal estar, Camelo e a ótima banda Hurtmold saíram do palco depois de 60 minutos de show sem conceder um bis. E não tocaram as duas canções mais solares de “Sou”, o seu disco de estréia: “Santa Chuva” e “Copacabana”. Fica pra próxima.

Ah! Ele também não tocou “Ana Júlia”. Se tocasse, óbvio que a galera ia ficar em fúria.
Falo isso, porque com as músicas do seu disco “Sou” tá mais para “Sou dorminhoco”.
Avisando: eu sou um cara desculturado, então não curto esse tipo de coisa.
Eu que sou fã de Hermanos e do Camelo nao curti muito o disco dele nao. Muito igual.
Mas acontece.
Quem sabe na proxima Amarante nao aparece pra dar uma palhinha, ia animar..
Naca contra o Camelo, mas Nação Zumbi ainda é muito mais vanguarda do que a chatice MPBística desse pessoal aí.