Como muitos jornalistas da minha geração, formado em redações que defendem uma espécie de ascetismo como postura necessária à prática profissional, não tenho o hábito de escrever na primeira pessoa e cultivo o máximo possível de distanciamento das fontes. Neste post, porém, vou escrever abertamente na primeira pessoa e vou confessar uma forte emoção que senti no meio da apuração de uma matéria.

No dia 1º de dezembro, se não me engano, minha editora no Último Segundo, a ligadíssima Mariana Castro, me provocou: “Você não gostaria de fazer uma matéria sobre adoção?” Pensei: “Adoção??? Por quê?” Ela me explicou que o Brasil começou a montar este ano um cadastro nacional de adoção, no esforço de tornar mais rápido e eficiente os processos no País. Era novidade para mim.

Achei a idéia interessante, mas não tinha a menor idéia por onde começar. Fiz, então, o que qualquer repórter faz nestas horas. Liguei para uma pessoa que entende do assunto. Por sorte, sou amigo há muitos anos da apresentadora Astrid Fontenelle e sabia que ela havia adotado uma criança recentemente. Telefonei pensando que ela poderia me dar algumas informações sobre o processo de adoção, mas ao ouvir a sua história fui imediatamente fisgado pela sua história – e resolvi incluí-la na reportagem.

Por conta de uma dica da Astrid, procurei a Vara de Infância de Santo Amaro, a maior de São Paulo. Telefonei para o local e pedi para falar com algum assessor. Para minha surpresa, em menos de um minuto já estava conversando com o juiz Iasin Issa Ahmed, que me convidou a visitá-lo no dia seguinte.

Cheguei à Vara de Infância 20 minutos antes da hora combinada, o que me permitiu acompanhar, da ante-sala do juiz, um caso dramático que se desenrolava ali, naquele instante. Um garoto de 7 anos aguardava, sentado no sofá, ao meu lado, enquanto o juiz, na outra sala, procurava convencer a sua avó, guardiã do garoto, a também cuidar de seus dois irmãos menores.

Jandira, a zelosa secretária do juiz, tentava ocupar o menino com bichos de pelúcia, material para desenho e balas, no esforço de evitar que ele ouvisse o que se discutia lá dentro. Na falta de pai, mãe ou outro responsável, os dois irmãos seriam dados para adoção. O juiz, ao final, conseguiu localizar um parente distante em Vitória da Conquista, que topou ficar com a guarda das duas crianças.

Por mais de três horas, em seguida, entrevistei o juiz Iasin, a psicóloga Célia Regina Cardoso e a assistente social Solange Rolo. Ouvi histórias inacreditáveis, de devolução de crianças rejeitadas pelos pais adotivos e que voltaram a morar em abrigos. De crianças conscientes da situação de abandono que vivem e que pedem para ser adotadas. De irmãos separados por falta de candidatos a adotá-los em conjunto. E muito mais tristeza…

Até que o juiz Iasin contou a história da menina de 6 anos, largada em um abrigo, depois de ter morado dentro de uma Kombi com a mãe viciada em drogas. Em uma visita ao abrigo, a menina perguntou ao juiz: “Eu vou para a Itália?” Iasin se encantou por ela e cuidou pessoalmente de achar candidatos a adotá-la. Mas antes lhe disse: “Eu vou escolher os pais para você, mas você tem o direito de dizer que não gostou”.

Nessa hora, me dei conta, estava com os olhos cheios de lágrimas. Tentei disfarçar, prossegui com as minhas perguntas, anotei as respostas e fomos em frente. Mas estava, definitivamente, fascinado pelo assunto. O resultado, a reportagem “Uma tarde na Vara de Infância: histórias de crianças adotadas, recusadas, devolvidas e obtidas ilegalmente”, acho que trai a emoção que senti lá. Publicada na segunda-feira, 8 de dezembro, acabou sendo uma das reportagens mais lidas da semana no iG.

Ao longo destes dias, publiquei outros quatro textos sobre o assunto. Para quem tenha interesse, mas não acompanhou, aqui vão os links:
1. Adoção a estrangeiros pode levar até dois anos 
2. Solteira, 47 anos, mãe de uma criança de 40 dias
3. “Criança não é televisão, que você compra, não gosta e depois devolve”, diz Marcelo Antony 
4. Leitores relatam dramas e alegrias do mundo da adoção

A série, longe de esgotar o assunto, foi uma oportunidade de tratar de um tema muito delicado, complexo e polêmico. Pelas reações dos leitores, mesmo os que manifestaram os seus preconceitos, pude observar que as reportagens contribuíram, de alguma forma, para desarmar alguns espíritos contra a adoção e expor as muitas dificuldades envolvidas no processo. E, particularmente, a série me ajudou a tomar contato com um mundo que eu conhecia pouco e que me tocou muito.

43 comentários to “Adoção no Brasil: uma semana de emoções fortes”

  1. Elaine disse:

    Eu tenho uma filha que hoje está com 17 anos adotei ela com 3 meses., depois disso tive 3 filhos biologicos., amo muito ela e não vejo diferença alguma entre o meu amor por eles..só acho que as adoções no Brasil deveriam serem mais rapidas pq sofri durante 4 anos para pegar a adoção definitiva dela….E se Deus assim me permitir pretendo adotar pelo menos mais uma criança independente de idade…….ser mãe adotiva é algo divido…pois é facil amar seu filho biologio…dificil vc amar uma criança que vc não gerou e que não sabe praticamente nada dela..adoção não é para qualquer ser humano …adotar uma criança é algo divino….maravilhoso…..

  2. rafael disse:

    Mauricio,

    Tenho 45 anos, sou comerciante sofredor em São Paulo, capital, estava até preparado para lhe mandar um E-MAIL, quando deparei com este quadro de comentários: É o seguinte, quem não conhece este assunto, não sabe o que é ter emoção de verdade, ver e assistir uma criança pedindo para que vc. a leve pra casa, é inexplicável. Tenho 02 filhos, mas já passei por fase de querer adotar uma criança, e que por vários motivos não concluimos(eu e minha esposa). Conhecemos uma casa em são paulo que faz um trabalho maravilhoso sobre o assunto e muitas outras coisas, chamada PIVI na zona norte de sp. Seria muito interessante, para enriquecer seu conhecimento e trabalho conhecer esta casa e estou a disposição para te levar lá ok?
    Rafael 99052883. obs: posso te relatar as coisas que chegamos a fazer em prol das crianças do PIVI e que hoje, por vários motivos também estamos um pouco afastados da casa.

    um abraço

  3. Ana Paula disse:

    Tenho uma filha adotiva de 6 anos, porém qnd adotei minha princesa ela já tinha 4 anos e eu tinha um filho biológico de 04 meses de vida, fiquei na fila de adoção esperando por ela durante dois anos e enquanto isso ela vivia sem pai e nem mãe em um abrigo com mais 40 crianças, isso porque ela já estava abrigada desde um ano de idade. Incrivelmente qnd a adoção dela saiu eu e meu esposo éramos o quinto casal da fila, mais pasmem vcs que os quatro casais que estavam na nossa frente não quiseram nem conhecer minha filha pois a assistente social alertou os casais por telefone que a criança tinha alguns problemas de desenvolvimento cognitivo e então eles recusaram a pequena…. e graças a Deus que recusaram pois se não ela não seria minha filha hoje e não seria a criança mais linda e amada do mundo. Minha filha foi o maior presente que Deus deu a mim a meu esposo e a meu filho caçula e também foi o maior presente que Deus deu a ela, pais que não a rejeitaram por preconceito ou por medo de algum problema de saúde que ela tinha. Hoje ela é perfeita e saudável, pois recebeu todo amor do mundo e tratamentos adequados. Espero que as pesoas que estejam nas filas de adoção tenham mais abertura de coração e saibam que todas as crianças que esperam por uma família merecem ser amadas e respeitadas independente de qualquer coisa, que a adoção não seja apenas para uma satisfação pessoal dos pais e sim por amor aos filhos…..

  4. Ana Paula disse:

    Maurício, parabéns por abordar este tema, é muito importante que as pessoas conheçam mesmo a realidade da adoção e entendam melhor sobre o assunto. Obrigada….

  5. NICOLAU DE LEMOS VASCONCELOS disse:

    MUITA GENTE NÃO ADOTA UMA CRIANÇA ,PORQUE A BUROCRACIA É MUITO GRANDE. AS VEZES PARTEM ATÉ PARA ADOÇÃO ILEGAL, SE AS AUTORIDADES FACILITASSEM MAIS AS COISAS, SEM ESSA “BURROCRACIA” HORRENDA, AS NOSSAS INOCENTES CRIANÇAS CARENTES SERIAM MAIS FELIZES.

    • Mariane disse:

      Faço voluntariado em um lar de crianças de 0 a 2 anos e também fico triste com essa demora.
      O que faz pensarem que é melhor ficarem lá, mesmo que bem cuidadas, mas sem referencia nenhuma de família!!
      Estou tentando entender o porque ficam tanto tempo esperando sendo que tantos candidatos aptos a adotar tambem esperam..

  6. Boa Tarde, Maurício

    Primeiramente gostaria de lhe pareabenizá-lo pela reportagem, pois é uma matéria que poucas pessoas sabem se aprofundar de coração e você foi escolhido poe Deus para essa matéria.
    Eu tenho 26 anos e sou formada em Pedagogia, quando eu tinha 2 dias de vida fui adotada por uma Senhora que na época tinha 64 anos, como ela não pode me registrar sua filha me registrou então já deu para perceber que tive 3 mães, a biológica que não a conheço, a de criação e a de registro, minha história é bem complicada, mas caso queira continuar algum dia este Tema de Adoção tenho certeza que posso lhe ajudar e contar o que foi para mim e o que aprendi, e o exemplo que tive quero fazer também.
    Se precisar pode encontrar em contato comigo por e-mail e gostaria de pedir se possível de vc me ajudar a fazer uma homenagem a essas pessoas que me ensinaram muito.

    Abraços Luana

  7. LENI GOES disse:

    Tive o prazer de ler ambas as reportagens, fiquei encantada com a materias ref. adoção no Brasil e confesso que tenho vontade de conhecer esse tipo de trabalho de perto e quem saber fazer algo que esteja ao meu alcançe.
    Att.
    Leni

  8. MARIA CRISTINA FAVORETO disse:

    ADOREI SEUS COMENTARIOS SOBRE O ASSUNTO.
    SOU ESTUDANTE DE SERVIÇO SOCIAL E FASSO ESTÁGIO EM UM ABRIGO NO RIO DE JANEIRO. TODAS AS REPORTAGENS SOBRE O ASSUNTO QUE LI SÃO EMOCIONANTES , MAS O PESQUISADOR ME PARECE SEMPRE ALSENTE E IMPESSOAL .
    A SUA REPORTAGEM NÃO, FICOU NITIDA SUA EMOÇÃO ECOM ISSO COMOVENDO MUITO MAIS OS LEITORE. ISSO É MUITO IMPORTANTE POS PRECISAMOS MOBILISAR O MUNDO PARA OS ABSURDOS QUE SÃO COMETIDOS COM ESTAS CRIANÇAS, QUE MESMO APÓS ESTREM NAS MÃOS DO ESTADO SÃO RETIRADOS DE SEUS IRMÃOS UNICA REFERENCIA FAMILIAR QUE MUITOS POSSUEM, OU ESQUECIDO EM UM ABRIGO ATÉ COMPLETAREM A IDADE LIMITE.
    PARABENS!!!!!!!!

  9. Maria Eterna disse:

    Olá, Maurício! Li todas as tuas reportagens e confesso que todas me tocaram profundamente, pois tenho 43 anos, não tenho filhos, mas penso na possibilidade de adotar. Confesso que tenho dúvidas e medos, com a leitura das tuas reportagens tenho pensado muito sobre esta possibilidade. Continue a escrever sobre o assunto com dicas para as pessoas que desejam fazê-lo.
    Um abraço.
    Maria Eterna

  10. MARLI SASAKI disse:

    Caro Maurício

    Parabéns pela iniciativa de abordar um assunto tão importante e difícil . Entrei recentemente na lista de adoção da Vara da infância da Vila Mariana com meu marido mas segundo uma amiga que já está na lista há mais de 2 anos, a média de espera por uma criança recém nascida é de 3 anos ou mais. Pelo que vc viu com o Cadastro Nacional a perspectiva é diminuir o tempo de espera ou ainda vai demorar para melhorar o sistema de adoção? Gostaria de conversar com vc por tel ou e-mail se possível caso vc possa me ajduar. Obrigada. Marli

  11. Sandra disse:

    Obrigada, Maurício, vc conseguiu resumir muito bem este tema, tão importante e sofrido…

    Iniciamos nosso processo de adoção exatamente no dia 03 de janeiro deste ano. Em agosto finalmente fomos habilitados.
    Meu coração bateu muito forte, finalmente meu sonho de ser mãe, está mais próximo…
    Ligo semanalmente ao Fórum para saber novidades e infelizmente, às vezes deparo com funcionários insensíveis que se pudessem desligariam o tel, mas também tenho encontrado outros que me atendem bem e com respeito.

    O Cadastro Único seguramente chegou para alivar muitos coraçõezinhos que esperam por seus pais e também para acalmar nossa ansiedade e angústia por não poder fazer nada para ajudar no processo…

    Que DEUS ilumine todos os responsáveis e envolvidos nestes processos para acelerar esta espera interminável.

    Sandra

  12. Natália disse:

    Sou mãe, e tive meus filhos através da adoção. Agradeço a reportagem pela oportunidade de colocar o assunto em discussão, provocando a sociedade a refletir sobre a adoção.

    Mas algumas coisas devem ser revistas, como a visão de muitos juízes que encaram a adoção como última alternativa para uma criança. Muitas vezes é dada tanta chance a mãe biológica, e mesmo a família biológica, entregando a criança a pessoas que só por causa do laço de sangue, são encaradas como mais indicadas a recebê-la, e que não passaram por nenhuma análise de psicólogo/assistentes sociais para poder avaliar se tem as mínimas condições de criá-las. Achei muito triste a história relatada pelo repórter, quando “parentes distantes” tiveram que ser convencido pelo juiz a receber as crianças, enquanto há na fila milhares de pais que passaram por todo o processo de habilitação e aguardam ansiosos por este mesmo telefonema.

    Temos ainda um caminho muito longo para percorrer, para tentar diminuir um pouco o preconceito que eu, minha família e outras tantas enfrentam. Ouvimos muitas coisas (“filho verdadeiro”, “mãe verdadeira”, “pegar para criar”, …) que mostram a insensibilidade e desconhecimento.

    Agradeço novamente a reportagem, que nos dá oportunidade de discutir o assunto.

    Abraços,
    Natália Lelles

  13. Vou repetir uma frase da Eliane:

    “adoção não é para qualquer ser humano …adotar uma criança é algo divino….maravilhoso…..”

    É algo divino, maravilhoso!

    Parabéns Marcelo Stycer!

  14. Beth disse:

    Acompanhei as materias a semana inteira, quero muito adotar
    uma criança e foi otimo ouvir os relatos de pessoas que adotaram crianças maiores, senti que é este o meu caminho mesmo!!! A unica coisa que desanima muito é a burocracia no Brasil .
    Outra coisa que nao concordo é com aquele juiz que acha muito melhor a criança ficar em uma casa desesruturada mas com a familia biologica .

  15. Helena Pinheiro disse:

    Olá! Mauricio

    Parabéns pela reportagem.
    Sou estudante do 2º ano de serviço social em São Paulo e recentemente apresentei um trabalho na faculdade cujo tema era “Retratos da adoção no Brasil”, confesso que tambem sou apaixonada pelo assunto e aos poucos estou me aproximando e conhecendo essa realidade.
    Realmente ha muitos mitos que precisam ser quebrados e muitas coisas a serem explicadas sobre o assunto.
    Mas infelizmente a única certeza que temos, é que enquanto exigirmos demais quanto aos perfis das crianças, mais crianças estarão “disponivéis” em adoção.
    “O maior requisito para adotar uma criança, é a disponibilidade de amar. Ser pai ou mãe, não é só gerar, é antes de tudo, amar”.

  16. Ana Carolina disse:

    Estou extremamente emocionada com os relatos. Tenho 24 anos e sempre sonhei em ser mãe….Educar, criar, ser mãe é uma dádiva. Para ser mãe não precisa “dar a luz” afinal muitas mulheres fazem isso porém não podem ser chamadas de “mães”….logo, mãe verdadeira é aquela que cria….adotar uma criança é ser mãe “duas vezes”, esse é o verdadeiro ato de dar a luz à uma criança que até aquele momento não tinha uma família que o amasse verdadeiramente.
    Futuramente meu sonho e adotar uma criança. Adotar esse pequeno ser é um ato de coragem, honestidade e muito AMOR.

    Abraços a todos e parabéns por esse ato único e divino.

  17. Miriam disse:

    Bom dia Maurício, gostei muito da sua matéria e comentários, mas infelizmente não acredito num juiz, assistente social e psicóloga, eles são muito de fachada. Passei por vários processos de adoção e ví a realidade, não é o que parece, muita conversa e pouca atitude. Adotei uma filha maravilhosa, sou a pessoa mais feliz desse mundo, ela teve uma doença muito grave e graças a o bom Deus, hoje está curada, ela tem 7 anos, eu consegui amamenta-la por pouco tempo mas consegui, mas foi a coisa mais linda e importante que aconteceu em minha vida e também do meu marido que têm 6 filhos e mais ela, todos em casa acompanhando todos os problemas. Somos muito felizes mas família comum. Gostaria de dizer que a justiça fosse mais rápida p/ os processos, mais sincera c/ os coitados dos pais que vão de coração aberto p/ ter um filho não importando a cor, sexo, idade, sejam mais humanos conosco e estimulem as pessoas a adoção. Um abraço, Miriam.

  18. Renata disse:

    Li todas as matérias referentes ao assunto e fiquei chocada com os fatos. Muitas vezes não temos idéia do que se passa ao nosso redor. Situações como essa me causam revolta.

    Primeiro porque nos tempos de hoje, em que se há facilidade para encontrar métodos contraceptivos gratuitos, ainda há mulheres e homens irresponsáveis que geram crianças sem ter a menor capacidade de cuidá-las, seja economico ou psicologicamente.

    Em segundo, pela enorme burocracia que os casais que realmente podem e desejam adotar passam em nosso país. A dificuldade é tanta que muitos acabam desistindo no meio do caminho ou apelam para meios ilegais, certamente mais rápidos.

    Desejo muito que com esse cadastro nacional a espera seja menor, reduzindo os transtornos para a vida dos envolvidos, principalmente para as crianças, que sofrem por causa dos adultos.

    Parabéns à toda a equipe pela matéria!!

  19. Juliane Soares disse:

    Olá Maurico! parabéns pelo grande sucesso da série!!

    Tenho 26 anos e fui adotada logo ao nascer e desde muito pequena sempre ouvi que era filha do CORAÇÃO, tanto que quando descobri a verdade numa célebre conversa de ” como eu nasci” aos 07 anos com a minha mãe e ela me revelou que eu era adotada, não houve crise nenhuma! Aquilo pra mim foi tão normal quanto comer pipoca no cinema rs Nunca sofri nenhum tipo de preconceito dos meus familiares e tenho muito orgulho de gritar aos 4 ventos o quanto sou sortuda e feliz por este casal que num ato de amor (pois minha mãe nunca pode gerar uma criança) me acolheu de barços abertos.
    Hoje até sei minha história real, mas nunca tive curiosidade de ir atrás da mulher que me gerou. Para mim, pai e mãe são aqueles que me levaram para casa e me criaram!
    Sou casada, tenho 01 filho de 8 anos e estou gravida… me considero a pessoa de mais sorte desse mundo! E desejo um dia fazer por uma criança o mesmo que meus pais fizeram por mim…

    Um grande beijo

  20. izabel disse:

    infelizmente no brasil, as coisas só dão certo para quem tem muito dinheiro, ou seja não existe essa parte burocratica para mesma.
    pois eu e meu esposo tentamos adotar uma criança, mas não conseguimos. eles preferem deixar as crianças crescendo em um orfanato e não dão chance das pessoas que tanto desejam estar dando uma oportunidade a essas crianças que possam ter um lar, enfim uma fámilia para que possa dar uma vida com muito amor, carinho que elas tanto precisam. Por isso que muitos acabam indo para os meios ilegal.

  21. Neli disse:

    Oi Maurício, gostei muito desta série.Também sou candidata a adoção.Me cadastrei este ano, moro em Porto Alegre e estou aguardando com muita espectativa.gostaria de saber mais sobre adoção.Acho o ato de adoção algo muito prá lá de especial.
    Estou tentando, mas é bem demorado pelo que soube.Ás vezes se opta pelo caminho mais curto, pois a necessidade de uma criança ter uma família é tão grande ,quanto a de uma família ter uma criança.Então por que não agilizar?
    Quero saber mais sobre esse assunto.
    Um grande abraço
    Neli

  22. Elisete disse:

    Eu e meu marido estamos na fila de adoçao faz puco tempo, ja temos duas filhas bilogicas, mais estamos curtindo muito essa etapa na nossa vida e foi muito legal ler as reportagens sobre o assunto . Parabens .

  23. Simone disse:

    Eu trabalho em um abrigo como educadora e sei como é sofrido para essas crianças não contarem com um pai ou mãe, nosso trabalho além de cuidarem delas é de resgatar a esperança perdida principalmente daquelas que são devolvidas,sem falar é claro da burocracia em se adotar uma criança especialmente em São Paulo,parabéns pela reportagem acredito que com a informação possamos mudar essa realidade.

  24. Luiz Carlos Pereira disse:

    Quem é pai de uma criança adotada,acredito que irá concordar comigo,a palavra adoção nem deveria existir para significar esta relação, pois amo tanto ou mais do que o biologico, não adotei ninguem, fui beneficiado, pois fui aceito por um ser especial,tive o privilegio de poder ser pai mais uma vez, acredito que minha filha sempre foi minha, mesmo antes de nascer,ela simplesmente veio ao mundo atravez de outra pessoa, por isto sou muito grato a ela por me perdoar e ter este trabalho todo para chegar até nos, não sou um pai que adotou, sou só um pai.

  25. Luiz Carlos Pereira disse:

    Amor de Pai

    Que sentimento é este, que nos aquece, que nos faz sentir grande e importante.
    Que sentimento é este, que é agradável, que ocupa cada pedacinho do nosso ser.
    Que sentimento é este, que se pudéssemos coloca-lo em um lugar, jamais conseguiríamos achar algo tão grande e infinito.
    Como é gostoso ouvir meus filhos dizerem pai ou papai, como é gostoso vê-los,como é delicioso sentir seus abraços e beijos, como é bom simplesmente sentar ao lado deles e poder vê-los crescendo.
    Filhos, é o elo mais perto de Deus que temos.
    Sobre a morte, o único medo que sinto, é sentir saudades deles, pois morreria infinitamente a cada dia afastado deles.
    Filhos, eles nem imaginam o quanto são importantes, mesmo quando nos respondem, ou nos magoam, continuam sendo importantes e perdoados imediatamente.
    Se fazem algo bom, nos sentimos imediatamente e eternamente orgulhoso.
    Se erram ,somos capazes de assumir a culpa para protege-los e mesmo assim continuamos a ama-los do mesmo modo e intensidade.
    Filhos, todos são lindos e maravilhosos.
    Obrigado meus filhos, por me permitirem sentir isto tudo.
    Obrigado senhor meu Deus por tão grande presente.
    Papai Luiz.
    Para meus queridos filhos. Luila e Eduardo.

  26. Sueli Neves Ferreira disse:

    meu esposo eu estamos entrando na fila da adoção, fico contete pelas reportagens q leio, acredito q é por aí, tem q divulgar, as pessoas tem que perder o medo , se quer um filho por que não adota-lo.
    tenho 2 filha , e espero que essa criança q tanto amo, que ainda não aconheço chegue logo,é como gestação qualquer hora acontece e nós estamos esperando c/ muito amor e carinho.
    parabéns pelas reportagens,não para pois o assunto edifica muito…

  27. Marco Aurelio disse:

    Eu e minha esposa, entramos na fila a dois anos, na minha cidade e em outras menores. Rezamos para Sta Rita de Cassia, para que Deus nos desse a graça de termos a felicidade de sermos aceito por uma criança, e que esta criança fosse de boa indole/alma.
    Apos 2 anos, o telefonema, se saber nada, acreditando em Deus, aceitamos a criança recem-nascida. Depois, é que ficamos sabendo que era uma menina de cor parda. fomos busca-la.
    Hoje minha filha, é uma linda menina, risonha, feliz, que demonstra um grande amor por nos. Da nossa parte, não preciso falar nada, ela é nossa vida, amamos ela incondicionalmente.
    Ser PAI é maravilhoso, não existe pai adotivo, pai é pai, mãe é mãe, é quem dá amor e carinho, e recebe em troca amor e carinho.
    Amo minha filha, que Deus a abençoe; pois a mim já abençoou com a chegada dela.

  28. Nanci disse:

    Mauricio, li e reli suas matérias várias vezes e todas as vezes me emociono.Desde o último comentário q eu deixei ( q ha 2 anos aguardo a guarda provisoria), resolvi ir ao forum e sair de lá somente após ser atendida por uma A.S e fui após horas de espera.Pelo menos minha entrevista com a AS e psicologa foi marcada para o final de Fevereiro, em vista de como estava já foi um grande passo.Gostaria muito de acreditar q esse cadastro nacional irá facilitar a busca de tantos pais e filhos, mas está muito longe disso….infelizmente…
    abs

    Resposta do Mauricio:

    Desejo boa sorte a vc. E obrigado pela visita no blog

  29. Ana Santos disse:

    Maurício,

    Li a sua matéria sobre adoção com muito interesse, pois estou na fila para adoção em São Paulo há dois anos, e com muito respeito pelo profissional que você é.

    Há realmente algo de errado no sistema de adoçao neste país, pois como é que alguém famoso que está há apenas 1 ano e alguns meses na fila, conseguiu adotar uma criança (graças a Deus) extamanente como ela queria (recém-nascida, o que é MUITO DIFICIL segundo assistentes sociis, psicologas, etc… ) e MUITAS PESSOAS, MAS MUITAS MESMO ESTÃO NA FILA HÁ TANTOS ANOS COMO EU?

    É PRECISO conhecer algum Juiz???? Quais são os mecanismos??? Quais são os critérios???????

    Acho que estas respostas virão como consequência da sua matéria de da série Adoção no Brasil que o IG está fazendo.

    um grande abraço!

  30. Parabéns, Maurício!

    As Varas da Infância e Juventude sempre são tratadas como “curva de rio” pelo Poder Judiciário. São poucos os juízes, promotores, servidores que se dedicam a essa área.
    Fiz estágio no último ano de faculdade (1996) nessa vara em Ponta Grossa (PR). Além dos processos de adoção, havia diversas medidas previstas no ECA que tomávamos diariamente. Me lembro de uma delas. Uma recém nascida, filha de mãe aidética que havia morrido, não tinha nome, nem registro civil.
    Minha tarefa de estagiário do Juiz era redigir os despachos e tinha de dar um nome pra essa criança, pois havia mais de 300 processos esperando despacho e o Juiz responsável pela Vara também atendia o Juizado Especial Criminal e a 2ª Vara Criminal e não poderia analisar aquele caso, só assinaria o despacho já redigido.
    O caso chamou atenção entre os servidores do cartório. Nos reunimos e dedidimos chamá-la de Sofia.

  31. anonimo disse:

    Mauricio, Primeiro quero parabenizá-lo pela matéria. Todos os dias eu pesquiso na internet noticias sobre adoção e quando me deparei com sua reportagem, todos os dias eu ficava ansiosa pela matéria do dia.
    Essa ansiedade é explicada pois estou na “fila” de adoção, é um sentimento muito dificil de sentir, uma ansiedade, às vezes dá vontade de chorar, como alguns dias tem acontecido, choro por quem ainda não está comigo.
    Quando li a sua entrevista com o juiz do Fórum de Santo Amaro, fiquei muito emocionada em saber que ele se importa, ele trabalha arduamente para a colocação dessas crianças em uma família, eu fiquei muito feliz. Por outro lado, percebi que as outras notícias tratavam de histórias sobre adoção, sendo que as pessoas que querem adotar, segundo o cadastro mais de 12 mil pretendentes, entre eles a maioria casais, veja que esse número é ampliado quando consideramos as famílias envolvidas (pais, tios, irmãos, sobrinhos, amigos, etc..) esse número de pessoas interessadas é assombroso!!! Por isso, eu recomendaria que fizessem mais matérias, mas com foco único e exclusivo do que acontece nos fóruns e nas varas da família, a experiência dessas psicologas, assistentes, juizes e promotores… isso interessa muito!!!
    Ainda, é muito importante sabermos como é o andamento desta fila, estatisticas de quantos adotam por mês em cada região, quantas crianças são adotadas (já que o cadastro nacional é um facilitador para divulgação desses dados). Nós que estamos na fila precisamos de um norte, dessas informações que são preciosas para sabermos o quanto ainda temos que esperar. Pois tudo que ouvimo é “depende das caracteristicas da criança”, sim, depende disso, mas todos nós temos o direito de saber estatisticamente quanto tempo temos que esperar, afinal nos deparamos com depoimentos de quem espera há 2, 3, 4 e até 5 anos. Não é possível!!!
    Espero ter sua compreensão, pois trata de um desabafo de quem vai completar um ano na fila por uma criança, não tão pequena assim, afinal o meu pedido é de até dois anos….
    Um grande abraço!!!
    Anonimo

  32. Adriana disse:

    Maurício, fiz estágio na VIJ Central e acompanhei de perto muitos desses dramas…
    É algo que realmente nos emociona, e mesmo como psicóloga, tive muita dificuldade em entender a cabeça de pessoas que abandonam seus filhos, de pessoas que adotam e os devolvem como se fossem mercadoria, e da venda de crianças…
    Muitos absurdos acontecem por aqui, e temos que acabar com isso!
    Um amigo meu me enviou este link, ele está tentando adotar uma criança, mas por uma série de motivos que não posso comentar aqui não está dando certo…
    Ele vai entrar em contato com vc, e espero que vc possa ajudá-lo…
    Se todos nós unirmos nossas forças, poderemos melhorar o mundo…
    Parabéns pela matéria e pela sensibilidade!

  33. Milena disse:

    Olá, eu estava muito chateada hoje, com o caso de um amigo meu, o mesmo que a Adriana escreve acima e meio que fuçando a respeito de adoção li sua matéria e enviei ao meu amigo, sabe, pode ser que eu esteja enganada ou não, mas pela sensibilidade que você teve na sua matéria e pelo faro investigativo de um reporter achei que você seria uma das pessoas que pode nos ajudar, nos acrescentar nessa batalha….
    Abraços
    Milena

  34. cinara maria disse:

    Primeiro quero parabenizá-lo pela matéria,sou estudante do 2º periodo do curso de Direito em maceió-al,vou apresentar um seminário na faculdade cujo tema é “Adoção e Guarda”, confesso que eu também, assim como vc, não tinha a menor idéia por onde começar esta pesquisa, mas sua reportagem ajudou bastante.

  35. Francis henrique disse:

    olá , primeiro parabéns pela iniciativa .Meu sonho de ser pai e maior que tudo ,vc naõ pode nem imaginar,atrvés da reportagem ficarei sabendo mais como fazer uma adoção ou melhor como fazer para ser pai .Por favor mande por e-mail como fazer para casais de homosexual adotar uma criança,por que sou gay sou casado e temos um sonho muito grande de ser pai.Existe várias formas ilégais que conguecemos mas não queremos fazer assim ,por favor me ajude!!

  36. Adriana disse:

    Olá, sou Adriana mãe adotiva de gêmeos!É pessoal, gêmeos lindos de morrer que agora estão com 2 anos e 8 meses. A nossa história é verdadeiramente linda, onde o encontro de nossos espíritos já era escrito por Deus para nossas vidas! Se nosso maravilhoso repórter que se dedicou tanto a esta reportagem quiser conhece-lá estou á disposição para contar!O amor que uma pessoa dedica a um ser que não foi gerado por ela, que também não pode amamentá-lo não da pra descrever em palavras, mas de uma coisa tenho certeza eles nunca foram de ninguem, somente meus! E um aviso aos casais em filas de espera: NÃO DESISTAM DESTE SONHO, EU SEI QUE É DIFÍCIL, ÁS VEZES ACHAMOS QUE NUNCA VAI ACONTECER, MAS “ELES” ESTÃO LÁ ESPERANDO POR VOCÊS!NÃO DESISTAM “DELES”!!!!! Meus filhos me fizeram acreditar em milagres e na verdade quando dizem “que sorte eles tiveram”, eu sempre respondo: “Não, a grande sortuda sou eu, pois eles salvaram minha vida!!!!!!!!” Obrigada!

  37. Luara Fernandes disse:

    Sou solteira, 40 anos e tenho uma filha de 7 anos que adotei com 2 dias de vida. Confesso que não tenho nada a reclamar da justiça pois todo o processo correu com muita naturalidade. A minha queixa é quanto aos sitemas que dificultam o reconhecimento da adoçao. Por exemplo; uma creche não aceitou q eu fizesse a ficha da minha filha (na epoca com 8 meses) pois eu não era a mae e nao podia responder as perguntas da entrevista (quem a conhecia melhor do que eu?); sou funcionaria publica e meu plano de saude é pela prefeitura e nao pude incluir minha filha no plano ate que a certidao de nascimento fosse efetivada em meu nome (o que aconteceu depois de 1 ano e meio); o direito a licença maternidade tb so foi liberado com a conclusao total da adoção e minha filha desde os primeiros dias teve que ficar com babas. Acho que as autoridades judiciarias deveriam reconhecer os direitos das crianças e forçar os orgão publicos a reconhecer a guarda para fins de adoção.

  38. Priscilla disse:

    oi pessoal, Tenho 23 anos e uma filha biologica de 4 aninhos tenho muita vontade de adotar uma criança, da mesma idade da minha, mais tenho medo por causa da idade ou de não conseguir trata-lá como eu trato a minha biologica, isso passou pela cabeça de vcs que ja adotarão?? Sera que realmente o amor é o mesmo?? obrigada

  39. Paulo disse:

    Tenho 42 anos, sou solteiro e tenho hoje uma vida de certa forma estável, eu consigo adotar uma criança? ou há restricões na lei para pessoas solteiras?

  40. john disse:

    acompanho esta matéria a algum tempo, e percebi que a insistência da Juiza de direito da comarca de Baln. Camboriu ( vara da Familia) deu certo, ela é uma das pessoas que mais contribuiu ao Projeto de lei do Dep. federal João Matos de SC, autor da lei.
    Os louros em queser dado a quem merece.
    Se hoje a adoção fico mais fácil se deve a ela.

  41. john disse:

    o nome da Juiza é Dra. Sonia Maoroso. – Baln. Camboiu
    Mauricio ale a pena entrevistá-la mesmo, seu telefone é (47) 9985-5408

  42. joana disse:

    estou cadastrada no processo de adoção , e na minha opnião acho muito lento . Pois uma criança não deveria espera muito para ter um lar.

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