Comprei a “Playboy” só para ler o poema do Bial

Comprei a “Playboy” só para ler o poema do Bial

Foi, por muito tempo, uma piada, mas dizia muito sobre a qualidade do conteúdo da edição brasileira da “Playboy”: “comprei a revista só para ler a entrevista do mês”. E não apenas a longa entrevista, normalmente resultado de várias sessões com o entrevistado, mas também as reportagens e textos de ficção, toda edição de “Playboy” oferecia, para além dos ensaios fotográficos, muita coisa para ler.

Depois de muitos anos sem comprar, fui às bancas atrás da edição especial de aniversário, que comemora 34 anos da revista. Na capa, acompanhada apenas de um ponto de exclamação ao lado de seu nome, um sapato de salto alto e notas de dólares presas a uma liga, Priscila olha para o leitor com uma cara entre safada e surpresa.

Levei um susto, lendo o editorial, ao descobrir que hoje a revista destina-se a um leitor de “mãos viris”. Mas segui em frente. Lá dentro, em quase 30 páginas, Priscila Pires exibe as suas qualidades num ensaio que se propõe a simular uma fantasia, intitulado “Princesa devassa”, mas que mostra a sul-mato-grossense exatamente como os espectadores do BBB9 a viram, apenas sem nenhuma roupa.

A cereja do bolo, diferentemente do anunciado, não é o piercing na região mais íntima, mas o “poema” que Pedro Bial se propôs a escrever sobre a moça. Intitulado “Para minha princesa”, a obra em 22 versos termina assim: “Eu sou súdito da Princesa Priscila! / Súdito da Princesa Priscila, e isso não é para quem pode. / É só para quem quer”.

A entrevista do mês, com a atriz Christiane Torloni, ocupa oito páginas, mas não se compara, em interesse e diversão, às 20 perguntas dedicadas a Joel Santana, no finzinho da revista. Além de desancar Dunga, o técnico da seleção da África do Sul fala com a sinceridade habitual sobre vários assuntos – o seu inglês precário, os críticos, a sua experiência fracassada no Corinthians e diz o que pensa de jogadores que não gostam de treinar: “O cara tem que escolher se quer ser jogador de futebol ou pagodeiro.” Vale a pena.

8 Replies to “Comprei a “Playboy” só para ler o poema do Bial”

  1. Que desperdício! Comprar a revista só pra ler um poema do Bial. Há muito tempo que esse carqa desperdiça seu talento com superficialidades, com essa tal de Priscila. Ô mundo supérfluo!

  2. Também fazia muitos anos que eu não comprava.

    Comprei a da Francine (também do BBB) só pra ver como tava, e foi conforme o esperado: enganação. Não por ela, mas pelas fotos, que são do tipo me engana que eu gosto: muito photoshop e sem mostrar praticamente nada.

    É ensaio de nu ou de sombras?

    As entrevistas, que sempre foram um ótimo bônus, pelo que vi também perderam a qualidade. O entrevistado (Tom Cavalvante) era bom demais pra render só aquilo de perguntas.

    Playboy não vale o preço que cobra em banca. Estão perdendo espaço com esse valor irreal, repetição de modelos (quantas famosas que todo mundo queria ver eles deixaram passar pra ficar repetindo mulher pera, mulher goiaba, sheilas do tchan, etc) e claro, internet.

  3. Tu querias ser o Bialho que eu sei, o gajo. Querias a tal rapariga tb aposto, quem não quer as carnes da morena. Ela que não é besta, como foi a bonitinha mimada que todo mundo queria ver, mas falou que não ia tirar, e saiu no di seguinte do BEBEBE.

  4. Revista de mulher picanha não serve nem para tempero de churrasco do tiozão.

    Agora, se a revista tivesse bala na agulha e estampasse uma Rosana Jatobá na capa, eu comprava até para dar pros amigos.

    Quanto às entrevistas, realmente, já foram muito, mas muito melhores. Uma lástima já que era uma das poucas publicações, ainda mais trantando-se deste segmento, digamos, visual, a dar este bom espaço para os pensamentos alheios.

  5. A qualidade das fotos da praiboi já era faz tempo, o melhor da Fran é o b…ndão branquinho, mas ela mostrou mais no bbb do que na revista. Qual é? Eu não gasto meu dindin não.

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