Efeitos inusitados da crise nos EUA: menos desodorante, mais laxante

Efeitos inusitados da crise nos EUA: menos desodorante, mais laxante

Ao afetar os bolsos dos cidadãos, a crise econômica acaba tendo reflexos também nos corpos e mentes das pessoas. Reportagem publicada neste domingo no New York Times ouve economistas, sociólogos e psicólogos para avaliar efeitos inusitados da situação econômica.

Um psicólogo analisou as listas de músicas mais tocadas e concluiu que, em tempos de crise, as pessoas preferem ouvir canções longas, lentas com temas mais profundos, enquanto em fase de bonança os hits preferidos são mais rápidos e animados.

Um estudioso dos hábitos de consumo contatou que, em tempos de prosperidade econômica, cresce, por exemplo, a venda de desodorantes, porque as pessoas saem mais de casa, e em tempos de recessão aumenta o consumo de laxantes – porque as pessoas, sob estresse, acabam sofrendo mais de prisão de ventre, explica o especialista.

Sem perder de vista a ironia, a reportagem observa que qualquer coisa pode servir de indicador econômico. Um estudo feito entre plantadores de café, na Colômbia, mostrou, por exemplo, que a queda abrupta do preço do produto tem efeitos na redução da mortalidade infantil. A explicação é que nessa situação os pais têm mais tempo para ficar em casa e cuidar dos filhos.

A saúde melhora em tempos de recessão, diz um economista. “A taxa de mortalidade cai, as pessoas fumam menos, bebem menos e se exercitam mais. Os acidentes de trânsito diminuem, o que não é uma surpresa, porque as pessoas dirigem menos. Ataques do coração diminuem, problemas nas costas diminuem. As pessoas têm mais tempo para preparar refeições saudáveis em casa. Quando a economia piora, a poluição diminui”, diz Christopher Ruhm.

Lembra o economista, porém: “As pessoas ficam mais saudáveis, mas não estão mais felizes. Aumentam as taxas de suicídio e a saúde mental pode piorar”.

8 Replies to “Efeitos inusitados da crise nos EUA: menos desodorante, mais laxante”

  1. Passado recente, quando o mundo globalizado crescia de vento em popa, o Brasil não “ousou” acompanhá-lo, optando por melhorar os fundamentos da sua economia, o que lhe proporcionaria um crescimento sustentado, de percentual razoável. Mal colhera os primeiros frutos de sua estratégia, eis que se lhe depara a tsuname financeira a desafiar os PACotes ortodoxos adotados para neutralizá-la. Até descobrirmos o caminho das pedras, um remédio heterodoxo, prescrito pelo tsunamista Ridendo C. Mores, poderá ser encontrado no Acordo Ortográfico, recentemente assinado, que recomenda a retirada do desnecessário e pesado acento do voo de galinha, permitindo que ela, “mais leve”, relaxe e goze, oportunizando-nos um tranquilo e perene crescimento, “ao redor” de 3,1416%…,a partir de 2009. Ademais, como a crise resulta mais de falta de vergonha na cara do que de incompetência, e porque representamos 85% dos amantes da “Última flor do Lácio, inculta e bela”,poderíamos, tal como fez Colombo, colocar o ovo em pé, acabando com a corruPção. Simples: bastaria exigir dos demais signatários do Acordo o corte da letra P, acabando de vez com essa prescindível duplicidade. Já pensou o desgosto, a humilhação – piores que as algemas – de nossos respeitáveis mensalafrários, aloprados, Cacciolas, DDs e outros, de maior importância mas estranhamente inimputáveis, ao serem chamados apenas de “corrutos”. Jamais eles aceitariam esse tratamento tão pouco honroso…

  2. Jocosissima a referência nominal: Ridendo C.Mores.Pois tremendissima é a coincidência com o velho ditado expresso na lingua dos Romanos: RIDENDO CASTIGAT MORES… mas, como na velha e brejeira piada sobre um jovem brasileiro, diplomado que respondeu ao tio não poder informa-lo em que matéria havia se formado, porque recebera um certificado em alemão…. quem saberia de imediato a tradução da frase supra em latim?!

  3. Concordo com o leitor Rene Batista. Logo teremos o crescimento PI. E o discurso seria que esse valor é imutável de 3,14159265358979323846264…% por ano. Viria bem a calhar já que o valor PI é irracional, como os PolíTicos e transcendental como tem que ser a paciência do povo brasileiro. Desculpem-me dessas brincadeiras com a matemática, visto que, é um assunto seriísimo!!

  4. As causas da crise? Segundo os especialistas são várias. A quem interessa? Para responder, poderíamos usar um método de pesquisa policial: siga o dinheiro… Pena que só chegaríamos a uma conclusão anos após a crise, ao constatarmos quem, afinal, enriqueceu com ela.

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