Ela apresenta-se como Karen e, com um bebê no colo, chamado August, dirige-se ao público, informando que é dinamarquesa e diz: “Estou fazendo esse vídeo porque estou tentando encontrar o pai de August”. E conta a história de como, meio bêbada, tropeçou em um estrangeiro nas ruas de Copenhague, começaram a conversar e acabaram a noite juntos.
De manhã, quando acordou, prossegue Karen, ela não encontrou o sujeito ao seu lado. Não se lembra do nome nem da nacionalidade dele. Não faz idéia alguma de quem seja. Por isso, pede a quem assiste o vídeo, caso tenha alguma pista, que a ajude.
Em questão de dias, o vídeo postado no You Tube e chamado “Danish mother seeking” foi visto por mais de um milhão de pessoas em 150 países. O link do vídeo apontava para um site, em que inúmeras fotos da loirinha com seu bebê eram exibidas. O caso explodiu, com direito a reportagens na mídia dinamarquesa e estrangeira.
Logo surgiram dúvidas se o vídeo contava uma história verdadeira ou era uma peça de marketing – o chamado marketing viral – financiado por uma marca de preservativos. Dois dias atrás, o diário “Politiken” informou que o vídeo era parte de uma campanha publicitária do Visit Denmark, o órgão oficial de turismo do país.
Segundo o presidente do órgão, a intenção era propor uma imagem positiva do país e “gerar um buzz”, um assunto, na mídia mundial sobre a Dinamarca. Não passou pela cabeça dele, disse, que o vídeo pudesse ofender pessoas mais sensíveis ao também sugerir que um dos encantos da Dinamarca é a possibilidade de encontrar lindas garotas para uma agradável noite de amor.
Ao perceber a mancada, o Visit Denmark retirou o vídeo do ar, mas inúmeras cópias podem ser encontradas no You Tube. Ficou mal para o órgão, mas a Dinamarca caiu na boca do povo – como eles sonhavam.
Na Internet blogueiros discutem as razões do fracasso deste viral. Não é o primeiro, nem será o último. O sonho de todo publicitário parece ser emplacar um viral na grande rede. Para quem não é do ramo, só resta permanecer alerta e reticente. Parodiando o célebre ditado futebolístico, não tem mais bobo na Internet.

[...] This post was mentioned on Twitter by Paulo Ricardo. Paulo Ricardo said: RT @mauriciostycer: Ela procura o pai do filho no You Tube. Um viral da Dinamarca para o mundo. http://migre.me/77Yg [...]
Sugerir que na Dinamarca têm mulheres loiras e lindas com quem se possa transar é uma imagem negativa do país? Eu não não acho. É um bom título para qualquer país.
Com relação ao conteúdo do vídeo, admitindo que fosse verdade, era só a dinamarquesa vir ao Brasil e escolher quem ela quisesse para ser o pai de August. Em seguida, iria à Justiça e o apontaria como o pai do menino. A magnífica lei dos alimentos gravídicos (gravíssimo!!!) daria a ela o direito de ter a gravidez bancada por ele. Depois do DNA, provavelmente negativo, ela poderia comemorar de vez: a lei – cujos artigos que permitiam a defesa do homem e o retorno financeiro do que ele gastasse com o filho alheio foram vetados pelo “Cara”, o nosso presidente Lula – não obriga a mulher a devolver o que foi gasto sob o argumento de que o valor pago constitui “alimentos”, e “alimentos” não podem ser “devolvidos”. Isso fica a critério da cabeça do juiz (ou da juíza). Tirem suas conclusões. Acho que nem em países radicalíssimos, como China, Irã e Cuba é tão fácil assim…
iMAGINE SE A MODA PEGA…..
“Não tem mais bobo na Internet”…. ahahahaha, muito boa
Não seria então, isto ( http://migre.me/79oW ) mais um viral, desta vez do governo do Panamá? Abraços!