Escola de samba gay cria polêmica com a Gaviões da Fiel

Escola de samba gay cria polêmica com a Gaviões da Fiel

Estive, no último domingo, na quadra da Arco-Íris, primeira escola de samba gay de São Paulo. Há projetos semelhantes em outras cidades, como Rio de Janeiro e Belo Horizonte, mas a escola paulista parece ser a mais estruturada e articulada. A começar pelo fato de que, apenas um ano depois da sua criação, já conseguiu assegurar uma vaga no Grupo de Acesso da União das Escolas de Samba Paulistanas.

Na reportagem, publicada no site especial do iG dedicado ao Carnaval, o publicitário Eduardo Correa (foto), criador da escola, afirma que a Arco-Íris só existe por causa do preconceito contra gays nas escolas de samba tradicionais. “Vou levar dez membros da minha comunidade a uma escola de samba. Qualquer uma. Se eles forem aceitos na bateria, a Arco-Íris não tem razão de existir”, desafia.

Correa relata que um diretor da escola foi expulso, junto com amigos, de um ensaio da Gaviões da Fiel “porque estavam dançando de forma afeminada”. Eduardo Ferreira, falando em nome da diretoria da Gaviões, nega a expulsão, mas diz: “A torcida não está acostumada com essa coisa de GLS (gays, lésbicas e simpatizantes)”. Pano rápido.

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