EUA discutem decisão de publicar reportagem investigativa apenas em versão online de jornal

EUA discutem decisão de publicar reportagem investigativa apenas em versão online de jornal

Neste momento delicado que a imprensa escrita vive nos Estados Unidos, qualquer movimento diferente feito por algum jornal é acompanhado com lupa pelos demais. A situação da imprensa brasileira parece ser diferente, mas não deixa de ser instrutivo acompanhar os lances dessa crise americana, e como está se dando a transição da mídia impressa para a mídia online.

O “New York Times” desta segunda-feira dedica um bom espaço para discutir uma decisão editorial de um concorrente, o “Washington Post”. O que surpreendeu o “Times” foi o fato de o “Post” ter publicado apenas na sua edição online uma longa reportagem especial, sobre um misterioso caso policial não resolvido.

“A decisão de manter o texto fora da edição impressa enfureceu muitos leitores que ainda pagam pelo jornal. Também chamou a atenção para as espinhosas questões que os editores de jornais ainda enfrentam ao atender tanto aos leitores das edições impressas quanto online”, escreve o Times. “A maioria dos editores concorda que a edição impressa ainda é o lugar para publicar reportagens investigativas profundas, ao menos para dar a certos leitores uma razão de continuar pagando por notícias”.

Com 7 mil palavras (mais de 40 mil caracteres), a reportagem do “Post” se enquadrava claramente neste critério. O texto é tão longo para os padrões jornalísticos que, mesmo na Internet, foi publicado em duas partes.

Ao investigar as motivações do “Post”, o Times conclui que a decisão de publicar o texto online deveu-se a causas econômicas – economizar papel – e não a uma experiência com o jornalismo online. Editores do “Post” disseram que chegaram considerar a possibilidade de publicar o texto na edição impressa, mas concluíram que ele era muito longo num momento em que os gastos com papel estão entre os custos que devem ser cortados pela empresa. 

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