Mostra SeloConhecido como Choque, o fotógrafo Adriano dedica-se a registrar o universo da pichação em São Paulo. É um dos maiores especialistas no assunto e, não por acaso, são seus os melhores depoimentos ao longo de “Pixo”, o documentário dos irmãos João Wainer e Roberto T. Oliveira, exibido pela primeira vez neste domingo, na Mostra de Cinema de São Paulo, com a presença de vários protagonistas do filme.

Choque explica que são três as motivações dos pichadores que escalam prédios e arriscam a vida para deixar suas assinaturas em locais de visibilidade na cidade: o prazer da aventura, o reconhecimento social e o protesto.

PixoO primeiro ponto iguala pichação a esporte radical – a aventura de fazer algo proibido, escalar um prédio pelo lado de fora, como documenta “Pixo”, aterrorizante para quem olha do chão, seria equivalente, em termos de adrenalina liberada, a saltar de asa delta do alto de um morro, ou surfar uma onde gigantesca.

Em segundo lugar, quanto mais difícil o lugar pichado – o último andar de um prédio no centro de São Paulo, um trem em movimento ou a parede da Bienal de São Paulo –, maior o reconhecimento e valor do pichador entre os seus pares. Como mostra claramente “Pixo”, eles formam uma comunidade nada invisível, que se reúne em locais conhecidos para troca de experiências e informações.

Por último, a questão mais importante: a pichação é uma forma de expressão dessa comunidade, formada basicamente por jovens de baixa renda da periferia de São Paulo. Colocar o seu nome de guerra, a sua marca, nos muros do centro da cidade, é a maneira de dizer que existem. Para nós, eles apenas sujam a cidade; para eles, a pichação é a forma de se fazer ouvir.

Mal vistos e isolados, os pichadores paulistanos conseguiram atrair ainda mais antipatia para a causa em 2008, ao atacarem, em três momentos diferentes, a galeria Choque Cultural, o prédio da Bienal e o Centro Universitário Belas Artes. Nas três ocasiões, grupos de pichadores invadiram os espaços e aplicaram tinta sobre trabalhos alheios e danificaram o ambiente.

Indefensáveis, porque afetaram realizações artísticas alheias, além de violarem a legislação, tais ataques são mal explicados por “Pixo”. O ataque à galeria Choque Cultural, por exemplo, explicita uma questão que aparece em diferentes momentos do documentário, mas nunca é esclarecida – a rivalidade entre pichadores e grafiteiros.

Reconhecido socialmente como uma forma de arte, o grafite tem alguma semelhança com a pichação. Grafiteiros são, em sua maioria, pessoas de origem social mais humilde, da periferia, que escolheram pintar em espaços públicos. O que era uma violação legal – desenhar num muro – passou, com o tempo, a ser entendido como uma forma de arte, e muitos grafiteiros hoje são reconhecidos como artistas talentosos.

Diferentes grafiteiros – brasileiros e estrangeiros – hoje expõem seus desenhos em galerias de arte e museus. Os irmãos Gustavo e Otavio Pandolfo, OsGemeos, são apenas os mais conhecidos brasileiros num time que tem vários representantes. Alvo dos ataques dos pichadores, a galeria Choque Cultural, não por acaso, é um espaço que exibe trabalhos de grafiteiros.

Diferentemente do trabalho dos “rivais”, as expressões dos pichadores não são reconhecidas como forma de arte – o que pode ajudar a explicar os ataques de 2008 e também as referências irônicas feitas ao longo de “Pixo” à turma do grafite. O filme, porém, evita afrontar abertamente esta questão.

O documentário de Wainer e Oliveira dá vida aos pichadores, humaniza-os, expõe as suas motivações. Apenas por isso, já é um filme de referência para qualquer discussão mais aprofundada que se pretenda sobre o assunto. “Pixo” também evita qualquer julgamento moral sobre os seus personagens – outra qualidade, na minha opinião, já que não precisamos ir ao cinema para ouvir uma condenação aos pichadores.

Ainda há três sessões programadas de “Pixo. Sábado (31), às 20h50, na Matilha Cultural; terça-feira (3/11), às 18h40, no Unibanco Artplex; e quarta-feira (4), àsd 21h15, no Cine Bombril. Mais informações, no site da Mostra.

51 comentários to “Filme explica a motivação dos pichadores”

  1. Capitu disse:

    Oi, Mauricio! Só um toque, no dia 4/11 a sessão de “Pixo” vai ser seguida de “Arte Inconsequência”, que é sobre grafite. Além disso, OsGemeos vão estar lá para um debate, acho que vai ser interessante acompanhar. http://www.mostra.org/exib_destaque.php?destaqueId=246

  2. RR disse:

    Ainda não o filme e confesso que estou curioso depois dessa análise. Convivi muito com colegas pichadores no colégio e no bairro onde cresci, na Zona Norte de São Paulo. Na minha rua, por exemplo, tinha um grupo que se chamava “Os + amigos” e outro chamado “Imirim Hemp”. Eram marcas estampadas pelos muros de vários casas e, principalmente, escolas da região. Funcionavam como duas “gangues” rivais e já ouvi relatos de hostilidade e violência física entre eles por conta de um grupo pichar ao lado do outro, ou mesmo passar por cima. O próprio Comando Vermelho, no anos 90, pichava vários locais com a sigla CV para demostrar que domina aquela área. Sem dúvida acho que a pichação é uma expressão de uma galera que não tem lazer, emprego e que, invariavelmente, são oriundos de famílias desestruturadas. Longe de fazer um juízo, porém, acho também que é uma forma de demonstrar poder e, muitas vezes, instaurar o medo e a violência nos territórios de atuação.

  3. willian disse:

    PIXAÇÃO É CRIME HEDIONDO ; PIXADOR É O LIXO DA SOCIEDADE.

  4. lucas disse:

    motivação dos pixadores? uhueaheaueh

    como ali msm ta escrito, o documentario [evita qualquer julgamento moral sobre os seus personagens ]

    gente que nao tem o que fazer, parem de pixar e vão estudar seus bagabundos….

  5. Roberto Prado disse:

    Um filme que, provavelmente, irá servir de incentivo a esse bando de porcos(eu disse bando e não vara) a se iniciarem nessa malfadada empresa.
    Se querem liberar adrenalina, que eles nem sabem direito o que é, eu os aconselho a pularem todos juntos do viaduto do chá -avisem para que eu seja mais um dos milhares de espectadores.
    Se alegam que essa é uma forma de se fazerem ouvir; eu me pergunto, se fazerem ouvir o quê? ou de quê ?
    Esses vândalos sequer sabem o que tem para dizer ou pedir. Deviam, sim , é ir procurar uma boa escola e estudar para construir algo de bom e não ficar destruindo, sujando o patrimônio público. Gosto muito de cinema, mas esse filme, certamente não leva meu rico dinheirinho. Deve estar faltando bons temas para bons filmes !

  6. diego disse:

    gostei muito do está dizendo, essa mensagem do filme muito bom mesmo parabéns

  7. caio disse:

    Estudei museologia aqui no RJ e tenho um carinho muito grande por nosso patrimônio cultural. O que posso dizer é que não há o que explique esse ato grosseiro de vandalismo. Entendo que há, na sociedade, um déficit de atenção para com os mais necessitados, mas não há o que desculpe assaltos, assassinatos, pichações e outros atos de vandalismo. Creio que isso seja um pouco culpa da sociedade de uma maneira geral (minha também), principalmente no que se refere a escolha de governantes, ao modo como tratamos a educação, ao modo como olhamos para os pobres com indiferença, como se o fato do cara não ter o que comer não fosse nossa culpa. Volto a afirmar que o fato de estarmos errando com essas pessoas não é motivo para que eles tratem os outros membros da sociedade com violência, pois se isso fosse mudar alguma coisa, o Brasil já sería um país de primeiro mundo há muito tempo. Não sou rico, não sou classe média alta, e tenho horror a esses 10% da população que mantém mais de 50% do PIB nacional. Esses são outros vândalos, aliás. Mas não é colocando uma bomba em seus traseiros que eu conseguirei uma distribuição de renda igualitária. Aí entra a educação, pois não é pichando que se faz os outros ollharem para você, mas a partir do diálogo é que se começa a abrir portas para se deixar de ser um membro invisível e se tornar alguém para a sociedade. Sei que essas pessoas não têm essa noção, pois, afinal, lhes faltou o básico do básico, que é a educação de qualidade. Mas também não dá para se passar a mão em suas cabeças alegando que eles não sabem o que fazem.

  8. Marcos disse:

    Então para os pichadores,o que fazem é uma maneira de chamar atenção?Por que os mesmos não picham suas casas?Seus quartos?Por que não utilizam “essa rebeldia”,para ajudar o próximo?

  9. jair disse:

    Existe o quarto motivo, e o mais consistente.Os pixadores, tem desiquilibrios psicologicos, o seu maior prazer está em destruir o que não lhe pertence, no silencio.Longe de ser um protesto, é puro horror.

  10. JUNIOR disse:

    É ISSO AI RAPA..

    DEIXO NA AGENDA..

    CRAZY BOYS – OS D SEMPRE – DEAD KENNEDY
    PIRITUBA É ASSIM
    ZONA OESTE E PÁ

    Junai.

  11. Sincero disse:

    Protesto? Arte?
    Que palhaçada. Isso é falta do que fazer.
    Estragar patrimônio dos outros agora rende até filme e coluna em site.
    Por isso que o Brasil é esta B.O.S.T.A.

  12. Na periferia paulistana não há lazer, é disso que as pessoas se esquecem. É fácil criticar os pichadores pelo que fazem, o difícil é ir conviver com o “nada” a que eles são obrigados a conviver nos fins de semana. Por mim, podiam pichar a cidade toda, se isso os mantivesse longe de algo pior.

  13. É Maurício, os comentários são impressionantes mesmo.
    Mas, na verdade, eu fico feliz com a vertiginosa ignorância da militância cega da classe média, já que é ela mesma que torna relevantíssimo o ato da pixação.
    Esse filme é ótimo por escancarar as imensas fissuras do tecido social urbano, e é justamente nesse hiato onde as ideologias e mitos aparecem na forma mais pura.
    ABRAÇO!

  14. Graja disse:

    Sou da periferia, Z/S (aliás os termos Z/S, Z/L, Z/O e Z/N são bem típico de pixadores) e convivi com mtos pixadores (com “X” mesmo, q é de praxe), na realidade o que os pichadores querem mesmo é IBOPE. A aventura de transgredir as regras também conta muito por que dá mais IBOPE.

  15. m disse:

    o brasil é uma mer…

  16. João disse:

    Viva a Pixação……….

    ! RAPTOR S = J
    Z/O – BUTANTÃ……..

    FOSCAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

  17. prof. ernani beyrodt disse:

    sou contra qualquer pixação . Deveria existir ujma campanha de marketing social por parte da prefeitura com o tema de unica proposição básica de vendas ” USP ” chamando de” Pixo bobo da corte” estes elementos.
    isto porque , fazem uma verdadeira palhaçada escalando muros, correndo risco para mostrar adrenalina com total inutilidade. .
    Na prática deveria como castigo ter de apagar todos estes horrendo garranchos tipo ” huga huga primitivo ” de total infantilidade.

  18. iva morais disse:

    Classe social que nada ! ! sou filha de caminhoneiro ferrado !!!! Mas estudei muito para ser alguém na vida, diga-se de passagem, estudei sempre em escolas públicas, fiz direito e medicina. Hoje vejo essa escória fazendo toda essa imundície nas cidades desse país. EMPORCALHANDO TUDO QUE VEREM PELA FRENTE!! AH, PORQUE SÃO POBRES, FERRADOS, DESATENDIDOS. MUITO PELO CONTRÁRIO, SÃO PORCOS, MARGINAIS E VÂNDALOS. MERECEM O QUE???… SÃO BARATAS , QUEREM IMITAR TUDO O QUE O AMERICANO TEM DE RUIM ! ! ! ! AGORA, NOSSAS CIDADES PODERIAM SER TÃO BELAS, VEJAM O EXEMPLO DO RIO DE JANEIRO, DÁ PENA! ! ! !

  19. Alemão disse:

    A tradução de pixador é simples: algo reservado a quem não tem absolutamente nada pra fazer ! Coisa de quem não recebeu educação de pai e mãe, aliás, as periferias estão lotadas desse tipo de verme.

  20. Effe César disse:

    O tema é muito polêmico! Penso que o filme seja importante, não o vi ainda, mas espero que o filme não fique de um único lado. Os pichadores fazem protesto, querem respeito e reconhecimento e muita adrenalina. Muitos querem isso, independente da classe social. Porém existem muitas formas de conseguir isso. Conheço a vida da periferia e da classe baixa de onde meu avô veio. Mas este tipo de atitude não se justifica, existem outros meios de protesto, e não danificando o patrimônio público, que é de todos nós, ou o patrimônio alheio, ainda mais escondido na calada da noite, em meio ao silêncio e a escuridão. Atitude, no meu ponto de vista, no mínimo, de covardia. Isso é uma falta de respeito, de amor ao próximo e de valores. De quem é a culpa é outra história, mas para mudar isso não podemos agir de forma violenta, com ofensas e demonstração de ódio e rancor. Devemos buscar um diálogo, possibilitar educação, agir nas comunidades possibilitando meios culturais e esportivos. Agir contra o tráfico de drogas e a corrupção. Espero que esse problema um dia tenha solução, pois toda vez que passo por pichações fico revoltado, entritecido e decepcionado. Outra coisa, pelo menos aqui em Brasília, essas pichações não tem nada de protesto, são ofensas entre gangues, marcas das gangues e nome de seus líderes e componentes, só isso, e muitos pichadores são de classe média e classe média alta. Valeu!

  21. Phydia disse:

    Salve, Mauricio! Você foi no ponto certo. Eu queria ver justamente como eles iriam explicar o ‘ataque’ à galeria. …Porque existe uma regra muito clara na pixação: não é permitido atropelar. Ou seja, não se pixa (picha, grafita, whatever) por cima de outro trabalho. Na rua, isso dá até morte. Atropelar os trabalhos expostos pro filme, de caso pensado, sei lá, me pareceu artificial… Queria ouvir mais sobre isso, né não? Bjs!

  22. Lofo disse:

    que bosta: “O documentário de Wainer e Oliveira dá vida aos pichadores, humaniza-os, expõe as suas motivações.”

    uhauhaauhauhaauhauh coisa mais ridícula.

    foda-se suas motivações, e foda-se o autor de uma merda de documentário desse naipe.

    Querer humanizar os pixadores? daqui a pouco vão querer dar farda de polícia para traficante.

  23. Marcus disse:

    Considero pichação sendo uma atividade mais artística do que muitas pinturas e literatura por aí.

    O texto foi bem objetivo e sintetizou bem as motivações de quem sai com uma latinha na mão, na madrugada dessa cidade. A adrenalina experimentada, a sensação de vc passar no dia seguinte e ver lá no alto do prédio, ou na ponte a sua assinatura (ou da sua turma) é algo indescritível. Além do capricho e criatividade que é necessário para criar as letras. Não adianta pichar a cidade inteira e ter um letreiro ridículo.

    A questão com o grafite se torna mais delicada no ponto em que muitos desses artistas usam grafias de pichação, mas qnd entrevistados vem com o discursinho de que é vandalismo. Me lembro que há uns 2 ou 3 anos a Triton fez um painel com pichações conhecidas de Sp para seu desfile no SPFW, nessas horas não era vandalismo?

    Grafite adquiriu um status de neo arte, emergente, está em galerias e está na rua, enquanto a pichação continua marginalizada, é feito pela e para a periferia, talvez ISSO incomode mais.

    Não pude ver o filme ontem, mas desejo MUITO assistir ainda.
    Para quem se interessar, existe também outro filme (esse acho q feito por pichadores mesmo) chamado Pixadores em Ação.

  24. Liana disse:

    O filme já meu deu sono sem assistí-lo.

  25. mdv disse:

    Dê uma espiada no grafiteiro italiano Blu, que além das pichações geniais, ainda registra em vídeo/animação o próprio processo de criação, o que tb resulta num trabalho incrível. Depois de vê-lo, não dá pra encarar qualquer um, muito menos os brazucas mais pretenciosos, abs

  26. não foi dessa vez.

  27. não foi dessa vez. não foi dessa vez. não foi dessa vez. não foi dessa vez. não foi dessa vez.

  28. MTS disse:

    Salve OS*RGS ~>TRV~>TML~>K*20~>lixomania~>é noss poha dixavando pirituba fui

  29. "C E L O" BALÃO E PIPA disse:

    “VIVA A PICHAÇÂO 14 anos fazendo arte ,essa arte que você burguês julga crime ,essa é a arte da margem da sociedade aquele sociedade que vocês olham com preconceito ,sou um cidadão normal trabalho estudo e não me julgo criminoso ,crime pra mim é ter que pagar uma grana preta pra fazer uma falcudade de belas artes,então quer dizer que arte é só para rico?estamos fazendo a arte do nosso jeito uma arte que não agrada vocês do mesmo jeito que a arte paga de vocês nunca me agradou e outra coisa o proximo muro pode de ser o seu burguês .

  30. Spawn disse:

    É ISSO AÍ MANÉ, É O XARPI CHEGANDO NA ÁREA, VMS DETONAR A PORRA TODA!!!!!!
    DE PRETO FOSCO NA MÃO.
    kkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!!!!

  31. Luiz disse:

    Pichação é coisa de otario … São uns ridiculos que se acham artistas, na verdade é um bando de ignorante querendo aparecer, para mim são bandidos e como tel deviam estar atras das grades.

  32. xurupita disse:

    é isso ai mlk tem q pixa tudo nessa porra
    nois tem q ser mas respeitadu naum insutado pelas pessoas q naum entendem oq é

  33. Thiago disse:

    Gostaria saber se senhor Roberto Prado, frequentador da ‘boa escola’, tem a informação de qual porcentagem da população nacional tem acesso ao ensino de qualidade ? Provavelmente o senhor sabe que QUALQUER UM nesse país tem acesso ao ensino de boa qualidade, não estuda porque não quer mesmo.. Ser vagabundo, vandalo é uma escolha, não é verdade ?
    Isso mesmo senhor, a culpa é desse lixo da sociedade (como diz o outro) que são os pichadores.. Vossa Excelência com essa visão fortemente vinculada à REALIDADE, tem TODA a razão.

  34. Arthur disse:

    No mínimo o Sr. deve espressar essa “Incrível” análise da sociedade de um “luxuoso” apartamento. Com certeza para o Sr nunca faltou nada…. Ahhh esqueci… talvez um pouco de inteligencia para debater e expressar opiniões.

  35. Luiz disse:

    Bem sensato o Roberto, é um absurdo comparar pichação a arte, são realmente um bando de ignorantes querendo aparecer, devem ser tratados como bandidos os pichadores

  36. Arthur disse:

    Não é bem assim Willian!!! e aprende a escrever a portugues: Pichador e Picho

  37. Arthur disse:

    Meu amigo…. seja mais dinamico em sua opinião!!! O problema é que tem gente que quer opinar … mas reside dentro de um condomínio de luxo e NÃO sabe nada o que passa nas ruas….

  38. Luiz disse:

    Esse Artur pelo jeito que comenta deve ser da mesma laia destes pichadores bandidinhos … um boboca

  39. caio disse:

    É, Arthur, que bom que você já sabe como é minha casa. Qualquer dia desses te chamo para me acompanhar no jantar, comendo caviar e bebendo vinho francês. Aliás, o que é ser dinâmico? É escrever essas coisas lacônicas, mas sem sentido que você escreve? Pois não há o menor sentido no que você me respondeu (apesar de não ter sido um apontamento retórico, esse o qual eu fiz). Como já falei, não nasci rico, não sou rico, nunca fui rico, nem quero ser. O mesmo vale em relação a classe média alta. Estudei em escolas públicas e, sim, conheci várias realidades, apesar de nunca ter passado fome. Reconheço que há motivos para além do meu entendimento que faz com que algumas pessoas façam certas besteiras. Também creio que o maior culpado disso é o governo, pois não oferece condições para que a parcela mais pobre da população possa ter lazer, boa educação e se desenvolver com perspectivas futuras. A única coisa que acho é que, não é porquê a vida está difícil que as pessoas têm que cometer algum ato de vandalismo. Então se é assim, no dia que estiver passando fome, vou matar alguém para ter, durante um curtíssimo período, algo para comer. As pessoas não precisam desse tipo de imediatismo, o que elas precisam é de perspectivas de futuro. Por isso é difícil apoiar essas esmolas governamentais, tipo fome zero. Sería essa campanha uma boa alternativa se fosse incluído no pacote escolas de qualidade, bom sistema de saúde, SANEAMENTO BÁSICO (incrível que a essa altura ainda haja lugares com falta de saneamento, como o nome já diz, BÁSICO). Só assim para melhorarmos a situação a qual vive nosso país.

  40. caio disse:

    Outra coisa, quem picha dá um tiro no próprio pé. A sociedade nunca vai olhar para uma pichação e falar: puxa, que bonito. Ou: puxa, tá aí um cara que precisa ser reconhecido. Quando alguém olha para essas pichações elas pensam: quem foi o flha da put* que fez essa cagad*? Até acho que o grafite têm valor, pois é algo que ninguém faz da noite para o dia, ou seja, há um conscenso (na maior parte das vezes) entre o proprietário de um “muro” e o grafiteiro, às vezes rolando pagamento pelo trabalho. Sem contar que o grafite é algo mais demorado, portanto há um trabalho mais elaborado envolvido aí. Agora, se quem passa vai gostar ou não daquele tipo de expressão aí já são outros quinhentos. Posso passar por um prédio e me sentir ofendido visualmente por sua estrutura, por exemplo, mas vou respeitar o fato de o terem construído e não é por isso que vou demoli-lo. Se fosse fazer um trabalho para ser reconhecido, podería mesmo ser uma pichação, mas tería de ser com o aval de quem é dono daquele “muro” e tería que ter algum objetivo mais artístico, ou mais elevado. Se propriedade privada é algo válido, ou não, já são outros quinhentos, não estou discutindo sistemas políticos marxistas, liberiais, neo-liberais, capitalistas, ou o que seja.

  41. Arthur disse:

    O Brasil não é uma B…. !!!! É uma questão social e tem que ser discutida sim. Pare de ser quadrado meu amigo!!!!

  42. Arthur disse:

    Perfeito Eduardo…. concordo com vc .

  43. Luiz disse:

    Impressionante como voce conseguiu escrever tanto e não dizer nada, voce é sociologo?

  44. não não, muito pior do q isso: sou jornalista.

  45. caio disse:

    Eduardo, acho importante não pisar no branco, nem no preto, seguir o cinza é aconselhável. Digo isso com base no taoísmo, que segue como base o equilíbrio (tao quer dizer o caminho do meio). Acho que defender, ou recriminar alguém que faz uma atitude que transgride é algo que pode transbordar de uma linha tênue entre ignorância e bom-senso. O tema precisa ser discutido sim, e claro que cada um vai partir de sua própria realidade para discutir o assunto, por isso há uma certa intolerância entre as partes. Mas é preciso observar que a pichação, sendo algo que vêm da periferia, quando se expressa em um ambiente que não lhe é de origem, vai causar revolta para as pessoas desse lugar, assim como causa revolta o cara não ter o que comer, ou o que fazer na favela , enquanto fulano da zona rica da sociedade faz o que bem entende, pois não lhe falta nada. Acho que esse é o epicentro da questão, é isso o que deve ser levantado. Esse desnivelamento entre as classes, como se elas pertencessem a mundos distintos (aliás, por isso acho aconselhável o filme District 9, que aborda essa questão de maneira inusitada e inovadora), faz com que ninguém queira olhar o modo como o outro vê o seu entorno, ninguém se preocupa com o bem estar do próximo (isso serve muito mais para as classes abastadas do que para as pobres, por uma questão de interesses $$$, embora sirva para o pobre em relação ao rico, pois com atos considerados de vândalismo pela “sociedade legal” ele só consegue aumentar ainda mais essa distância). Conviví com gente que pichava, e para mim é algo que não acrescenta de forma relevante para um entendimento entre as partes, embora seja, talvez, um pedido de atenção velado, pois quem escreve não têm conhecimento imediato disso e quem lê não decodifica dessa maneira. Quería escrever mais, mas o cansaço não me permite, pois tenho que acordar cedo. Então é isso. Abraço.

  46. Arthur disse:

    Então porque vc não muda de País??? M… são essas pessoas que nada fazem em prol de melhorias.
    FAÇA ALGO e PARE DE RECLAMAR DE TUDO

  47. RICARDO ALVES disse:

    suburbaninho de merda…………….analfabeto de pai e mãe………..bostinha………ignorantezinho…….vai durar pouco…..vale nada babaquinha

  48. Mauricio Stycer disse:

    Também gostaria. Obrigado pelo comentário.

  49. E um alemão sabe muito bem como eliminar vermes, não é mesmo? Abs!

  50. caio disse:

    Concordo com você em um ponto: sim, a pichação pode alcançar outro status. Porém é preciso consciência. Ver a sala Cecília Meireles, a escola de música da UFRJ, e vários centros culturais do RJ pichados é muito triste. Não há o que me faça olhar aquilo com simpatia. Agora, se o pessoal começar a trabalhar a idéia de que se pode ir mais além, respeitando os espaços, acharei ótimo, pois estaremos ganhando uma nova forma de expressão artistíca. Enquanto essa virada não ocorre, continuo com a impressão negativa sobre esse tipo de expressão, como sendo um ato de vandalismo. E não é só o pessoal da zona sul do RJ que acha isso não. Vai no suburbio e pergunta para as pessoas de lá se elas gostam de ter seu ambiente pichado. Aposto que você irá encontrar respostas muito mais ríspidas do que as daqui.

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