Há alguns mitos consolidados a respeito de Wilson Simonal (1938-2000). “Inventado” por Carlos Imperial, dividiu com Roberto Carlos, na década de 60, o lugar de cantor mais popular do Brasil. Fez 30 mil pessoas cantarem “Meu limão, meu limoeiro” e “Cidade Maravilhosa” no Maracanãzinho.
Filho da empregada doméstica da crítica Barbara Heliodora, deslumbrou-se com o sucesso. Era “alienado”, apolítico. Inventou de cantar a ufanista “País Tropical” com mais gosto e originalidade (suprimindo a última sílaba de cada palavra) que o próprio Jorge Benjor.
Era o “rei da pilantragem” – tanto no palco quanto fora. Dirigia carros esporte importados e namorava loiras – um negro arrogante, metido a besta. “Ou você vai ser alguém na vida ou vai morrer crioulo mesmo”, ele disse, uma vez.
Em conflito com o seu contador, mandou policiais do Dops darem uma dura no sujeito. O contador diz que foi torturado e apanhou. O “Pasquim” decretou: “dedo-duro”. Foi submetido, nas palavras de sua segunda mulher, a uma “overdose de ostracismo” – passou 30 anos na Sibéria, como observou Arthur da Távola. Quando os filhos começaram a carreira artística, assistia aos shows escondido, com medo de prejudicá-los.
Morreu aos 62 anos, em conseqüência de complicações geradas pelo alcoolismo.
O que há de verdade e mentira nessa história tão fascinante quanto terrível? Difícil saber. “Simonal – Ninguém Sabe o Duro Que Dei”, documentário que estreia nesta sexta-feira, pode até ter a pretensão de esclarecer alguns desses mitos, mas o seu maior atrativo é deixar tudo sem um ponto final.
Dirigido por Claudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal, o filme resgata imagens sensacionais de Simonal, a lembrar do seu talento e carisma. Recolhe ótimos depoimentos (até Pelé e Nelson Motta falam coisas interessantes!), ouve a versão do contador Raphael Viviani e leva o espectador a se emocionar com a tragédia que embalou as últimas três décadas do cantor – a tal “overdose de ostracismo” a que foi submetido.
Passada a emoção, restam várias dúvidas. Ainda que jornalístico e, naturalmente, superficial, o documentário poderia ter investigado um pouco mais. Foi, ou não dedo-duro? Mandou, ou não, bater no contador? Não consegue, porém, avançar no esclarecimento da questão que transformou Simonal num pária.
De um lado, os amigos conservadores (Mieli, Chico Anysio, Boni) repetem o discurso que o cantor foi vítima de um tempo de intolerância e radicalismo. O ex-todo poderoso da Globo chega a dizer que Simonal era boicotado pelos diretores e roteiristas de programas da emissora – ele nada podia fazer. De outro lado, apenas Jaguar e Ziraldo mostram a cara, como que conformados com o “inevitável” papel do “Pasquim” no episódio, mas lembrando que a condenação a Simonal começou na grande imprensa.
Apesar da forte, comovente e dominante presença dos filhos Max de Castro e Simoninha, “Simonal – Ninguém Sabe o Duro Que Dei” consegue ser um filme aberto, sujeito às mais variadas interpretações. É simpático a Simonal? É generoso com a memória artística de um cantor genial. Deixa claro que o músico cometeu um erro grave. E obriga o espectador a pensar sobre o tamanho desse erro e os seus efeitos. É bastante coisa para um filme.
Em tempo: o trailer do filme pode ser visto aqui.

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…………………………………………………Nóssa,…..
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……………até que enfim você fez um texto interessante,..heim..?
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……………………………………………….Demôro..!
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…………………………………………………Ólha,..
…………………………..eu assistí,… há muitos anos atrás
………………………………………..a entrevista do
……………………………………………..Simonal
………………………………………………….no,
………………………………………….Jô Soares.
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………………………………………………..O Jô,..
……………………………………..perguntou prá ele,.
……………………………………………numa BOA,.
…………………………………..sobre esse episódio
……………………de ele ter sido “declarado” ajudante do
…………………………………………….. DÓPS.
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………………….A respósta do Simonal,….foi a seguinte..:
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……..Ele alegou que tinha muita fãma e as pessoas tinham ………………………………….inveja ……..
……………………………………………….dele,.
…………………………ele precisava de seguranças,…
………………………………………………….e,..
………………………………………………enfim,…
……………………………………….tudo parecia um
………………………………………… “CONLUIO”,
……………………………………………contra ele.
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……….Ele simplesmente NÃO explicou o que tinha acontecido.
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………………………….E éra uma CHÃNCE MUITO BOA,…
……………………………….pois o Brasil todo estava
…………………………………………assistindo.
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…………….Ele acabou QUASE se alterando,…na entrevista,….
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…………………………………….foi uma LÁSTIMA.
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………………………………..E todo mundo pensou,..
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………………………” vichi,…o cara tem culpa no cartório”
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……………………………Só hoje lendo sobre o filme,..
………………………………..fiquei sabendo desse
…………………………………episódio do contador.
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…………………….NUNCA TINHA OUVIDO FALAR,..NISSO.
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Foi sem sombra nenhuma um grande traira. DEDURAVA, MUI DISCRETAMENTE, ALGUNS COLEGAS DE PROFISSAO. No
lado artistico foi um grande artista,marcou geraçoes com varias
musicas entre elas S A M A R I N A. Tirou bastante proveito das suas atitudes ardilosas, era sempre apresentado no FLAVIO CAVALCANTE, e em todos os eventos da epoca, enquando muitos colegas ardiam na tortura promovida pela ditadura militar.
Eu vio o filme em uma mostra de documentários e saí ciom opinião formada sobre o assunto. Mas, como tenho quase 50 anos, há que se considerar a carga de informação sobre a época, o que pode levar os mais jovens como os mais engajados no período a tirarem conclusões diversas.
Para mim, ele não foi dedo-duro. Foi um deslumbrado, de caráter duvidoso, que não soube lidar com a fama e o dinheiro. Aproximou-se e deixou-se aproximar de pessoas influentes sendo usado pelos militares para promover uma onda de ufanismo. Ele mandou bater, sim, no contador, mas pelo tom do filme, fica evidente que ele, Simonal, não tinha a menor idéia da função do Dops e nem de suas atividades. Foi mal orientado pelo seu advogado e contou que teria o apoio dos “amigos” influentes para se livrar. Como devia ser um sujeito pernóstico, que possivilmnete virarava a cara para aqueles que o conheceram na miséria, ficou sozinho. Uma pena, já que era um artista muito talentoso.
Gozado… sem entrar no mérito do “mistério”, mas dos resultados…
Hoje temos torturadores & torturados e VERDADEIROS DEDOS DUROS da fase negra de triste lembrança e resultado, em cargos públicos e políticos, recebendo pensão pelo que passaram e fizeram no período e etc e tal. (Anistia e Liberdade… Cadê a Verdade?)
Mesmo depois de morto, Simonal ainda é o último e único exilado e não anistiado da nossa cultura.
Me pergunto:
Quem seria o responsável pela “geladeira”?
Os mocinhos ou os bandidos?
Mais que se discutir o ético/moral e o não ético/moral do contexto é ainda vivermos numa sociedade de dois pesos e duas medidas e memória curtíssima e preconceituosa.
Nada mais digno que os filhos desejem esta redenção:
A Verdade dos fatos.
Wilson Simonal entrou sim e permanece na música popular brasileira, tanto que até hoje suas músicas são lembradas e interpretadas por grandes cantores. Acredito que se tivesse se conseguido separar o artísta do homem Simonal o Brasil ainda colheria bem mais frutos de sua arte. O homem negro Simonal pode ter se deslumbrado com a sua fama e não encontrou alguém que o convencesse que não era esse o caminho e o ajudasse a lidar em comunhão “homem/artísta”. Sua passagem por esse mundo merece todo o meu respeito. Esteja em paz Simona.
Meu palpite: Simonal não foi vítima de um tempo de intolerância e radicalismo. Ele foi vítima sim de intolerantes e radicais. Não foi uma vítima dos tempos, mas das pessoas.
Outro palpite: Simonal era um cara muito bem sucedido financeiramente e que traçava todas. Acho que foi Nelson Rodrigues quem disse que o sucesso alheio, para o brasileiro, é praticamente uma ofensa pessoal. Simpatizamos com o desgraçado e ofendemos o competente. Um cara como Simonal devia despertar uma inveja braba nos “intelequituais” que não comiam ninguém. Na hora em que tiveram oportunidade de detonar o cara, não pensaram duas vezes. Ele deu motivo para isso? Claro que sim. Mas a pena do cara tinha que ser perpétua?
Só pra completar: exatamente nessa época surgiram várias outras maledicências: contra Pelé (“é branco”), Tom Jobim (“alienado”, ‘”música pra americano”), Glauber Rocha. Todas tiveram a mesma origem: os “intelequituais”. Pergunta quantos deles deixaram alguma obra do mesmo porte que Jobim, Pelé e Glauber.
Quero ver esse filme. Tenho certeza que vou chorar.Mas podem
me perguntar. Chorar por que? Porque não acredito na fábula
do fatídico episódio ocorrido com Wilson Simonal. Errar é huma
no. Tudo bem! Pagamos pelos nossos erros. Mas foi de forma
não merecida que até hoje não se ouve nas rádios recordações
ao talento do cantor. Foi preciso um filme ou documentário res-
gatar essa memória? Sempre achei Simonal o maior cantor po
pular deste País. Passeava musicalmente em qualquer gênero.
Tinha flexibilidade pra todas as canções, não só balanço quan-
to românticas. Quem quiser prova disso, ouça “Uma Loira” que
foi regravada por êle após Dick Farney. Ouça também a magis-
tral interpretação de “Ive”, àquela do Festival Internacional . Nos
so País não tem memória mesmo.
Hoje tudo que é dito a respeito de Simonal é suspeito, há amigos e inimigos, na época da ditadura qualquer um que tivesse um amigo que pertencia ao Dops tinha uma certa garantia de vida, no entanto era considerado um cara suspeito principalmente se o cara fôsse negro que era o caso do Simonal.
Não adianta falar muito à respeito do caso, pra grande maioria só não era suspeito quem era torturado e morria como heroi.
Quem viveu só serve pra contar histórias , nunca ninguém vai ficar sabendo a verdadeira realidade dos fatos.
Acho que os proprios filhos deveriam investigar e abrir para a sociedade o que mesmo aconteceu com o proprio Pai . Apos se passar tantos anos a memoria e a verdade deve ser esclarecida .
Simonal foi injustiçado e perseguido pelos pseduos intelectuais de esquerda de uma impressa falida ,e que hoje vários deles ganham pensão do estado por terem sido perseguido pela DITABRANDA…precisa fazer um filme sobre esses PERSEGUIDOS tb.
Pois é Mauricio. Parece que tudo que tinha que acontecer no mundo, aconteceu na década de 60. Na época já fora da adolecencia, testemunhei quase que pessoalmente tudo isso.
O Largo do Arouche e a Pça.Julio Mesquita fervia, lá éra o centro das coisas, e eu trabalhava bem perto.
Contratamos o Simonal (que era moda) para fazer um show de inalguração de uma Concessionária em Poços de Caldas. Lá foi ele mais a Banda (Pedro Camargo Mariano e outras féras). Na festa tinha todo mundo, politicos influentes da época, militares (que era moda), muitas, muitas “Minas” que não poderiam faltar e os donos da grana, lógico.
Na época, os únicos negros de respeito na socity eram, pela ordem, Pelé, Simonal, Djalma Santos (que morreu de gravata) e, lógico, o famoso Van-Sam, dono do Piano´s Bar e dono do maior Book de belas mulheres do mundo.
O Simona inclusive foi o primeiro cara a inventar um produto com sua marca e vender no mercado, o “MUG” . Era um boneco esquisito, porém engraçado, que foi até motivo para se inalgurar uma Boate com esse nome, lá em Poços de Caldas, cidade que inclusive trouxe para a nossa terra, o hábito do Hamburger.
Ora, naquele tempo se você tinha tanta influencia como o Simona tinha, não podia falar se gostava ou não de alguem porque a turma já tomava alguma providencia, as vezes até sem voce saber, essa era a verdade.
Não nos esqueçamos que existia na época alguns jornais sensacionalistas demais como a Ultima Hora e O Dia, que deram origem ao Noticias Populares, os quais, sem muito critério jornalistico, sentavam o pau em todo mundo.
O Pasquim era o que é hoje O Casseta e Planeta e o CQC, só que mais sofisticado. Nos fazia rir, somente, não acredito que tenham, pelas noticias que davam, formado alguma opinião.
Portanto, sob meu ponto de vista, o Simona foi vitima do acaso e da mídia que jamais suportou o fato de que um negro só andasse com loiras e carrão importado. Afinal todo mundo importante tinha uma loura na família e não tinha carrão importado.
Desculpem-me o pessoal do Pasquim, mas ver essa turma de fardão da Academia é o fim do mundo. É ressussitar o Bussunda e meter um fardão nele. O Nelsinho, no livro do Tim Maia, mostra bem o estereótipo de todo mundo artístico e intelectual daquela época. É tudo a mesma coisa. E hoje a Globo enaltece o Vampeta, que também enalteceu o Maguila, etc.etc. Fala sério.
Tudo se resolvia e se resolve por baixo dos panos ou nas paralelas. Sempre foi assim e sempre será. Tudo é um Museu de Grandes Novidades, somos iguais a nossos pais e já não existe galos e quintais. O rascismo corre no sangue de todo mundo como sempre, inclusive dos negros.
Abraços.
Simonal sempre muito melhor que Jorge Ben (nada dessa coisa de Benjor!) Tudo que ouvi Jorge Ben cantando na década de 70, é a única coisa que canta até hoje. Já cansou! Aliás, ele está cego???? Nunca tira aqueles óculos horrorosos.
Claro que errou ao mandar bater no contador, tinha que ser punido legalmente, pena proporcional ao crime.
O que não entendo foi a tmanha “reaça” da sociedade,
foi um campanha enorme pra acabar com o cara, e acabaram.
As vezes somos maus…
tive prazer de conheçer wilson siminal, num show com sua filha patricia simonal a unica fora do meio artistico, apesar que no brasil, so quado morre se e lembrado, meus pais na decada de 60 ouviam boa musica wilson simonal, trio esperança, elis entre outros, wilson vale sempre ser lembrado, sua musicalidade era incrivel.
E agora?A esquerda pode? Como classificar o crime sofrido por Simonal?Discriminação,patrulhamento ideológico…?E nós?Como seremos ressarcidos pela ¨censura¨ imposta pelos comunas?Alguem me responde?Só consigo afirmar o seguinte:ESSA ESQUERDA É MESMO UMA M…
Quando vi o filme, tive a impressão que ele mesmo criou a armadilha ao se dizer um “amigo do regime”, coisa que também não era, para se livrar do crime que cometeu. Acho o depoimento do Chico Anysio revoltante. O que ele fez para ajudar o amigo tão talentoso que estava “injustamente” sendo escrachado?
Cresci em São Paulo (zona leste), ouvindo e tendo respeito por Wilson Simonal. Até hoje aos meus 52 anos de idade, emociono-me ao ouvir a canção Meu Limão meu limoeiro, e outras na voz dele. Demorou para retratar sobre este ícone da música e da etenia negra deste País.
Parabenizo a todos os envolvidos, por tal feito
Atenciosamente.
José Afonso Narciso: Brasileiro, Negro, Com muito orgulho de ser.
Sempre gostei muito do artista Simonal. Quanto a sua historia,eu
era muito nova e não acompanhei.
Mas se compararmos com a sujeira que existe neste mundo
atual, acho que ele pagou caro demais.
A vida dele acabou. Infelismente hoje aquelas pessoas e o pasquim não vem criticar a nossa politicaiada suja e ladrona.
Salete.
Aconteceu comigo algo parecido do que aconteceu com Simonal. Naturalmente não cheguei a ser um “Simonal” e nem minha área de atuação é a mesma que a dele. Na boa boa, ele, como eu, sabia que deu um vacilo. Foi resolver no braço (e na bravata) um negócio que, de cabeça fria, poderia ter sido resolvido de outra forma. Perdemos, a razão e o lugar. Fomos teimosos, não procuramos as pessoas na época e não demos o braço a torcer. Não dissemos: foi mal. Nós negros, temos um trânsito ótimo no Brasil. Chegamos a qualquer lugar que, por talento, quisermos. Há contudo um porem: não podemos dar brecha, não podemos dar vacilo. Outra: o Brasil é um país profundamente cristão. A tal “humildade” é compulsória, quem não se diminuir o tempo todo, não for “modesto” não trânsita bem, mesmo sendo bom na sua área. Roberto Justos deu uma “humanizada” na sua imagem recentemente, repararam? A atitude de porretão dá certo em país anglo-saxão. Aqui Nietzsche não rola… Há a questão do racismo da qual é ocioso falar, Simonal é o nosso Tyson e Michael Jackson, ponto final. Eles puderam chegar onde quiseram, mas deram vacilo. Brancos podem vacilar uma ou duas vezes, na vida que tudo bem. Jerry Lee Lewis e essas cantorinhas e atrizinhas drogadas de Hollywood que o digam. Drogadas e envolvidas em escândalos sexuais. Elas não ficaram no ostracismo. Contudo, há algo a ser dito: o maestro Karajan era simpatizante do nazismo e eu tenho vários CD’s dele em casa. Heidegger era simpatizante nazista e é uma referencia do pensamento ocidental. Simonal não fez pior que estes. Vamos ouvir o som de Simonal. OBS 1 Simonal foi muito importante para mim, cheguei a ter (quando menino) uma camiseta com o rosto dele. Foi o primeiro cara igual a mim (na época eu ainda não havia aprendido que eu era “diferente” – isto é negro) que aparecia na TV numa boa sorrindo e, bem, “por cima”. Talvez ele não soubesse, mas muitos negros brasileiros passaram a se acreditar viáveis a partir dele. OBS 2 Na época o Brasil tava intupido de gente alienada, ele era só mais um. OBS 3 Ainda hoje é assim…
Puxa, mas só o Simonal sofreu com o ostracismo naqueles tempos? Isso é uma injustiça com outros artistas da época, que caíram no anonimato por motivos muito mais relevantes. Taiguara, por exemplo, foi obrigado a se exilar e só retornou após a anistia. Tocou em alguns lugares, fez alguns discos independentes e morreu em Cuba, vítima de câncer. Não se fala mais nele, não se faz livro ou filme sobre a sua vida. Ou mesmo Vandré, que sofreu torturas e hoje nem quer ouvir falar de música e ditadura militar.
O fato é que, na época da ditadura, a MPB passou por profundas transformações. Surgiram novos valores. Milton Nascimento, por exemplo, e o Clube da esquina. A poesia amarga de Gonzaguinha começava a despontar. Elis preparava uma grande guinada na carreira, agregando feras como César Mariano. Havia um engajamento maior dos artistas, mas também acontecia naquele momento uma revolução cultural, com novos ritmos, novas experiências. Já não havia mais espaço para se cantar Meu limão, Meu limoeiro, ou outras bobagens do gênero. A pilantragem morria lentamente, assim como a malandragem, tantas vezes citada por Chico Buarque.
Simonal não percebeu isso. Nem ele e nem outros artistas do tipo Agnaldo Rayol. Mesmo Caubi Peixoto foi obrigado a se reciclar, e passou a cantar Chico Buarque, entre outras coisas.
Em vez de dar uma guinada em sua carreira, fazer uma reavaliação sobre a sua conduta, buscar novos ares em outros países, ele optou por se fazer de vítima.
Até que o povo o esqueceu, pois havia sons muito melhores para se ouvir.
José Augusto Bernabé, excelente suas definições colocações a respeito, inclusive a do racismo, chega-se à conclusão que se ele fosse loiro de olhos azuis e saisse com crioulas tava cantando até hoje e fazendo sucesso, iam dizer apenas que era um pouco excentrico, mas sempre tem que ter alguém pra segurar a bronca e pros caras descontarem, obra de qualidade é dificl, mas meter o pau, é igual representar papel de vilão, dá oscar na certa, somos maus por natureza.
WILSON SIMONAL, o maior cantor do BRASIL, com certeza, o brasileiro negro que teve o dom da voz, ninguem canta ou cantou como ele, o mais próximo é uma copia chamada Emilo Santiago, tambem um grande intérprete, mais colocando-se os dois na VITROLA (é coisa da antiga) SIMONAL 10 x 0. Tenho 62 anos e acompanhei a carreira do cara desde o seu começo, quase ninguem comenta que ele começou na TV em um programa do Aberlado Figueiredo chamado SPOT LIGHT, ele foi chamado para substituir um outro cantor que morrera afogado chamado ALMIR RIBEIRO (senhora voz) tudo isso na TV TUPI, isso acontecento aqui em Sao Paulo, ai o Valter Silva (pica pau) promovia shows no extinto Teatro Paramount para o pessoal academico e em 1965 ele produziu o B0-65,com Simonal, Alaide Costa, Zimbo Trio e Titulares do Ritmo (conjunto formado por cegos, que harmonizavam maravilhosamente) Isso tudo antes do PAIS TROPICAL… ai o resto a galera já sabe, Show em Si…monal gravado as 3as. feiras no Teatro Record Consolação e lá ia eu…todo “macado de auditório” assistir ao vivo o meu idolo!!!!
Sim, com certeza se o seu escriba aqui teve um idolo cantor brasileiro, chamou-se WILSON SIMONAL,
A sequencia foi triste, depois do Pasquim (tinha muita influencia no mercado)e da dona Globo (vetou sumariamente o seu nome) as outras foram atraz…uns 3 anos antes da sua morte eu consegui ver uma homenagem num programa chamado MAESTRO PASQUARELLI convida, esse cara sim acreditava no Simonal inclusive chegando até a mostrar o documento que o governo declarava que o cantor nunca teve participação em nenhuma operação de informações.
Agora, o caso do contador, quem não fica P. da vida quando descobre que foi lesado, errou ao mandar alguem dar um cacete no cara?? errou….. fazer o que???
A SOCIEDADE DEU A ESSE MOÇO TUDO E PUXOU O SEU TAPETE!!!!
A alegria que eu tive quando eu vi SIMONINHA cantando TRIBUTO A MARTIN LUTHER KING voces não imaginam….
Desculpem o texto extenso, mas foi um pequeno desabafo..
Ele era uma estrela que por algum motivo foie inforcado .Um grande talento brasileiro.
Sempre gostei das musicas e da voz do Simonal quando ele fazia sucesso eu ainda jovem “16 anos” trabalhava na fazenda e a tarde quando ia apartar os bezerros cantava suas musicas ao ritmo dos cascos do cavalo na estrada de terra batida e a morena me flertava pela fresta da janela semi-aberta.
Tempo bom aquele!
Moro num patropi…Abençoa por de…E boni pornature…Mas que belê…
Para mim é irrelevante se ele foi dedo duro ou não porque muitos daqueles que ‘possivelmente’ ele tenha dedurado de uma forma ou de outra mamam nas mesmas tetas que antes amaldiçoavam e a porca de tanto gorda já não anda e continua gorda e os leitões cada dia aumentam mais.
Uma vez stindolelê outra vez stindolalá.
Na verdade o pessoal não está querendo falar, mas o Simona era conhecido no meio artistico como olheiro da ditadura, o cara que
entregava o pessoal do meio artistico para os homens, isso ficou como uma marca que acabou levando-o ao ostracismo e ao isolamento dos colegas.
Se por inocência ou não, ele pecou. E isso levou pessoas a sofre-
rem o dano ( o contador, a família, os filhos, etc.). Não deveria pagar pelo que fez? Deu no que deu. Tudo tem um preço.
Ele não entendia como a vida funcionava. E os outros com isso?
É só.
“Até Pelé e Nelson Motta falam coisas interessantes!”. Sensacional, hehehe.
Agora, eu achei que o comentário do Barnabé matou o Djalma Santos mas, pelo que pesquisei, existiu também um músico Djalma Santos, não só o jogador do Palmeiras, confere?
resumindo Simonal foi pedir um favor para um amigo policial para
dar uma susto!!!na epoca da repressão,quem que nunca pediu um favor para um amigo policial,por isso uma pessoa como Simonal fazendo sucesso um cara negro,queimarão ele sem pudor nenhum,agora muita gente que na epoca vira as costas para ele,fala bem agora!!!,o grande problema do Simonal era ser negro fazendo um big sucesso,inveja mata ,Simonal é a maior prova disso,eu era amigo do Simoninha-Rubens Casas Filho
Sou desse tempo. As pessoas mais jovens não fazem idéia de como Simonal fazia sucesso, tinha “swing”, balanço, era um interprete genial.
Simonal era negro e tinha a insegurança da raça maltratada pelo preconceito indireto e indiferente que ainda há no Brasil.
Gostava de loiras. era pro regime militar, ufanista e andava em má companhia. Amigo do pessoal do DEOPS e se gabava do fato.
A história do contador ocorreu no momento em que o Brasil começava a mudar de rumo.
O Pasquim teve sua participação, mas não foi o único órgão da imprensa. Os militares já havia perdido o apoio da midia e de grande parte da população; o sequestro e tortura do contador (verdade ou não) teve grande repercussão.
Simonal se retraiu, como quem assume a culpa, inseguro se sentiu pequeno com a reação, não soube mais ganhar espaço no rádio e na televisão.
Foi uma reação engrançada, mas trágica. As pessoas de repente deixaram de gostar do cantor. Foi uma queda tão vertiginosa que assusta. Do topo eu desceu à superficie sem que ninguem lhe estendesse a mão e sem que ele tentasse se agarrar em alguma coisa.
Aceitou o ostracismo e ouvia-se falar que passou a beber.
Aconteceu coisa semelhante com Randhal Juliano, apresentador da televisão e animador de auditório (uma espécie de Serginho Groismann da época), que divulgou em seu programa uma história falsa de que alguns estudantes e artistas rasgaram e queimaram a bandeira brasileira. Juliano também morreu atrás das pedras.
Nossos idolos sempre representam, também, nossos ideais.
Quando perdem esta correspondencia deixam de ser nossos representantes e a gente vai em busca de outra que seja nossa imagem melhor.
Mais recentemente, Chico Anisio se casou com a Zélia.
Como piada foi muito ruim.
Zélia havia saido de um governo corrupto e havia ordenado o confisco da nossa poupança.
As pessoas aceitam melhor que lhe tirem um ente querido do que quem lhe rouba seus bens.
É uma regra milenar.
A imagem do Chico se associou com o confisco. Quem é capaz de rir disso? Foi ai que ele perdeu toda a graça.
O público não perdoa.
Infelizmente.
Ninguém merece o castigo eterno.
Um abraço.
Resposta do Mauricio
Randal Juliano (1925-2006) é responsabilizado, diretamente, pela prisão de Caetano Veloso e Gilberto Gil, em 1968. Em seu programa na TV Record, transmitiu a informação que os músicos haviam cantado, durante show na Boate Sucata, uma versão do Hino Nacional com palavrões, o que nunca ocorreu. Caetano conta em seu livro, “Verdade Tropical”: “O major Hilton me informava que esse locutor tinha se dirigido explicitamente aos militares pedindo punição para nós, e que essa arenga havia surtido efeito sobretudo na Academia das Agulhas Negras (…) De lá teria saído a exigência que nos prendessem” (pág. 397).
Essa história é muito triste, amarga, rancorosa, e ainda se busca defenestrar o artista por um ato até hoje não comprovado, mesmo tendo desafiado o Brasil inteiro a comprovar a acusação. Não tivemos a oportunidade de conhecer o Simonal em sua plenitude, não deixaram, ninguém sabe o que esse homem ainda faria na cultura musical, na arte de interpretar, rompendo barreiras que só ele mesmo “sabia do duro que dava”, é claro que cotovelo doi. Até descobrir o desfalque em suas contas ia tudo muito bem, mas, “era muito duro” ganhar enfrentando os preconceitos. Ou vai achar que não existe reação a assalto? Foi o que alegou. Assalto a canetada, a manipulação de planilhas, a subtração de bens. Porque pegou o primeiro “vaso” e atirou… Foi vítima duas vezes, ou mais. Uma antes de nascer, outra quando resolveu encarar o batente, na subtração, na perseguição e agora, repiquete de condenação. Não merecemos. Digo, o “pa tropi”.
O Simonal estava mais para deslumbrado do que para dedo duro, era um alienado e não aceitava o fato de ser negro, ficou arrogante e intoleravel.
Agora tem tem muita gente que abriu o bico para tirar o seu da reta e esta por ai posando de vit´ma da ditadura.
Um que merecia ter a vida ou a sua bigrafia mais detalhada é o FLAVIO CAVALCANTE que também tinha ligações com a policia e dava espaço para policiais corruptos como o NELSON DUARTE no seu programa, tinha um quadro no seu programa “POLICIA AS SUAS ORDENS’ atenção pesqisadores biografos e outros que tal dar uma olhadinha mais apurada na vida e na obra do FLAVIO CAVALCANTE – não estou afirmando e nem acusando ninguem, mais não custa investigar.
Quanto ao Simonal ele não tinha QI suficiente para saber quem era quem no meio artistico, ele era é um mau carater que queria resolver as coisas na porrada, o caso do contador foi pessoal.
Eu adorava Wilson Simonal. Samarina foi uma das músicas mais bonitas da música brasileira e que ele fixou na memória do povo e na minha (Antonio Adolfo e Tibério Gaspar, os autores, dão depoimento no filme? Gostaria de saber e vou conferir). Eu era bem criança (nasci em 1961) e nunca entendi como e por que ele sumiu daquele jeito. Acho que ele não criou laços com outros artistas que o defendessem e, mesmo que tenha tido alguma culpa, sua arte não deveria ter sido sufocada, pois era de uma qualidade maior, coisa até comum naquela época (Chico, Milton, Djavan, Elis etc.), mas rara hoje. Saudades…
Somente um lembrete para o Sr. José Augusto Barnabé: Seu comentário parece mais o samba do criolo doido. Desde de quando o Djalma santos morreu? Quem acompamhou o Simonal foi o Pedro Mariano? pelo que consta o Pedro Mariano não era nem nascido. Quantas bobagens.
Simonal foi o único que o Brasil não anistiou, apesar de não ser político.A família deveria ir mais fundo e pedir também indenozação já que o seu principal instrumento de trabalho foi cassado.Não pode mais trabalhar porque foi patrulhado impiedosamente, já outros que ficaram presos durante algumas horas conseguiram até aposentadoria especial e indenizações vultuosas.Brasil mostra a tua cara!
Vives, meu caro, o que falei do Grande Djalma Santos, lateral da Seleção, é sobre o que também testemunhei quando ele jogava no Palmeiras. Lá ele só entrava de terno e gravata e não podia frequentar a parte Social, como também o Ademir da Guia. E hoje a torcida do Clube tem em sua maioria, negros e mestiços. Interessante.
E quanto ao Fábio, comentarista do Blog, se quizer saber das coisas, siga as dicas que já falei, a verdadeira história é dita por quem estava dentro do Circo da Vida, e não fora, como quase toda a imprensa de hoje e gente muito importante, na visão de vocês. Até o Grande Jô ja gravou fita cassete de sacanagem. Sabiam disso?
Resposta do Mauricio:
Caro, o grande Djalma Santos está vivo, graças a Deus.
Simonal foi vítima da inveja de seus pares. Ele aparecia sobre os demais e isto provocou a ira dos mesmos. Ser pernosticos era uma forma dele aparecer a mostrar quem ele era. Muito bom. Naquela época somente o Pele sobresaiu como negro no Brasil. Alias, é o único heroi nacional. Foi Pele quem fez o Brasil ser conhecido no mundo todo. Tem porcos por ali que latem contra o Pelé. Ele nada pode dizer que o criticam. Simonal não foi diferente. Ele era um genio na musica.Ninguém pode ver seu genio, e como ele era. Montaram esta pecha para ele.
Aqui neste mesmo lugar
neste mesmo lugar de nós dois
jamais poderia pensar
que voltasse sózinho depois
O mesmo garçom se aproxima
parece que nada mudou
mas qualquer coisa não rima
com o tempo feliz que passou
E numa ironia cruel
alguém começou a cantar
um samba-canção de Noel
que viu nosso amor começar
Só falta agora a porta se abrir
e ela ao lado de outro entrar
e por mim passar
sem me olhar
Só falta agora a porta se abrir
e ela ao lado de outro entrar
e por mim passar
sem me olhar…
Destino cruel do Simonal
quem não é metido neste país, quem não dá um jeitinho
quem não peca
Anos atrás na imprensa foi noticiado que Vandré nunca foi torturado, mas ficou de herói e aí?
atire a primeira pedra alguém aí que pensa que sabe mais…
hahaha quem vai pegar a primeira pedra?
quem somos nós afinal?
nada mais que um povo hipócrita pra caralho e covarde…
Axé.
Na época, eu estava apenas entrando na adolescência e ouvia falar horrores do Simonal mas mesmo assim gostava e gosto do swing do Simonal.
Outro dia, vi o trailer do filme e fiquei encantada com a qualidade do som no cinema! Tem uma hora que ele canta “Nem vem que não tem…”" NOssa! o som é maravilhoso, parece que é ao vivo!!
Se ele foi ou não “dedo duro”, não me interessa absolutamente porque hoje, aqueles caras que apareciam em fotos, coladas em postes, muros ( como terroristas) etcc. distribudas pelo DOPS, estão aí Ô no governo nos decepcionando!
Vou ver o filme neste próximo domingo! EU gosto mesmo é do som!!!! SIMONAL, QUE VOCÊ ESTEJA EM PAZ!!!
O Simonal foi Sensácional!!! aquela vez que ele cantou com o Frank Sinatra no Carneghie hall foi inesquecível !!! um milhão de americanos cantando meu limão meu limoeiro meu pé de jacarandá………
Ele cantava muito. Mas era preto e abusado. O racismo do país não perdoa. Racismo de esquerda, neste caso.
Mesmo Pelé, durante certo tempo, foi vítima disso. Não rolou o mesmo porque o tipo de pres´tígio q se constrói com o futebol não se acaba fácil (bem que tentaram).
Extrema crueldade, mataram Simonal.
Reinaldo
RESUMINDO , SIMONAL ERA UM MARAVILHOSO ARTISTA, MAS UM PESSIMO SER HUMANO
Eu fico me questionando, em um rol de pessoas “intelectuais”, acharem que ele era “dedo duro”? Nos dias de hoje seria sem duvidas um bom uro, pois prostata, seria maravilhoso. Após morto será santo, após morto será imortal, basta ver a academia de letras, são tantos imortais…. É galera a minha amada Avó estava certa: “Lembrar o passado é sofrer duas vezes”. Ah falando do presente, alguém já ganhou alguma passagem de um deputado. Ontem eu ganhei uma, ele passou por mim e nem agradeceu o voto.
Pois e! Agora é tarde e Inês é morta! O Brasil tem só quinhentos e poucos anos, muita coisa ainda vai acontecer até que tenhamos uma identidade! Que Deus salve as crianças desprotegidas, os adultos podem segurar a barra, mas as crianças… O simonal não foi senão uma criança tratada como adulto.
Mais vago que o documentário, só mesmo essa matéria. Começa sugerindo que o filme é superficial. E depois, termina elogiando?
Aff….
Olha, conheci o próprio pessoalmente na minha adolescência Era amigo de um tio meu, era um idiota. Sinceramente? Só se ele fosse retardado mental pra achar que o Dops ia “dar um susto” no cara. Não foi assim… todo mundo sabia da violência. Era sussurrada pelos cantos, mas todos sabiam. E essa história do racismo, corta essa também! O Gilberto
Gil é tão preto quanto e ficou rico nessa época, a despeito de estar do lado oposto ao do governo. O pelé, que de bom só tem o futebol, é tido como “autoridade” em diversos assuntos (nem dá pra entender o porque). O racismo existe, mas não foi isso que o enforcou… ele cantava sensacionalmente, mas era um pária.
um grande artista que deixou saudades com suas canções e seu jeito unico e inimitavel,um ostrcismo que custou caro não só para ele como para todo o pais que cantou sua musicas e aida a cantam.
Nasci em 70. Meu pai adorava MPB.
Eu ouvia as músicas de Wilson Simonal sem saber da polêmica que era sua vida. Este documentário é importate para pessoas que, como eu, não sabiam por que Simonal desaparecera da mídia.
Portanto, viva a memória nacional!!
Um artista do mal amigo é para se guardar não para trair a justiça não pode ser esquecida o homem não esquece a prisão mental a que foi submetido violencia gera violencia eo mal destroi-se por si propio todos tem o que merecem ninguem tem odireito de machucar nem mandar umpassaro epara cantar……………………….
“Um negro arrogante e metido a besta”. Esta frase, dita pelo próprio titular do Blog, diz tudo. Mauricio Stycer repetiu o que os brancos da época diziam de Simonal. Com todo respeito que tenho por Jair Rodrigues, era dele que os brancos da época “gostavam”, pois era “risonho” e “boa praça”, diferentemente de Simonal, “arrogante e metido a besta”. Jair, diferentemente de Simonal, entendeu que vivia num meio que não era para ele e, astutamente, adotou a linha “negro bom” e “negro de alma branca”, não cutucar a onça com vara curta. Simonal, desavisado, resolveu seguir a linha “vocês vão ter que me engolir”…e deu no que deu. Não sei se ele era dedo duro. Agora, que os brancos aproveitaram a deixa para dar o xeque-mate, disso tenho certeza. No depoimento de Ziraldo esse rancor está patente. Mauricio Stycer, que frase infeliz…
Resposta do Mauricio:
Achei que havia deixado claro no texto que esta frase referia-se aos muitos mitos criados em torno de Simonal.