Duas cenas me chamaram a atenção na noite de segunda-feira, durante o lançamento de “Os Dez Mais do Palmeiras”, livro de Mauro Beting que integra a coleção “Ídolos Imortais”, da Maquinária Editora – responsável, também, por “Os Dez Mais do Flamengo”, de Roberto Sander, e os “Dez Mais do Corinthians”, de Celso Unzelte.
Estava chegando à livraria, no Shopping Eldorado, em São Paulo, quando vi uma pequena multidão cercando um homem de terno, em pé, de costas para mim. Ele assinava autógrafos. Imaginei: deve ser um ex-jogador. Mas ex-jogador não usa terno, logo pensei. Aproximei-me e vi: era o presidente do Palmeiras, o grande Luiz Gonzaga Belluzzo, tratado como ídolo, cercado por fãs (muitas crianças) e colocando a sua assinatura num livro que trata dos maiores jogadores da história do clube. Presidente de clube dando autógrafos? O que isso significa? Não sei a resposta… mas não é espantoso?
A segunda cena vi ao sair do lançamento. Ademir da Guia atendia algumas dezenas de fãs. Desde crianças a idosos, torcedores de todas as idades. Muitos faziam fila para tirar uma foto com o ídolo. Outros pediam uma assinatura na camisa – qualquer camisa. E muitos solicitavam um autógrafo – no livro, numa folha em branco, num pedaço de papel qualquer. Além da paciência e da simpatia, me chamou a atenção o ritmo de Ademir da Guia ao assinar um autógrafo – parecia o craque em campo. Falso lento, desenha cada letra do seu nome caprichosamente e passa o livro adiante, como quem conduzia a bola no meio de campo do Palmeiras e, com um passe preciso, colocava um atacante na cara do gol.

O mesmo Ademir da Guia que vestiu a camisa do SPFC numa pelada ontem, só para agradar o coleguinha de coligação Marco Aurélio Cunha.
Aliás, o mesmo Ademir da Guia que malufava a grana dos próprios assessores quando vereador.
Sou palmeirense e não gosto desse safado.
Antes aqueles que são de alto-escalão de um time, darem autógrafos, do que darem ibope para bandido, como o senhor Marco Aurélio Cunha fez com aquele Lindenberg aqui em Santo André.
Abraços!
Palmeirense que não gosta do Ademir da Guia, maior jogador de todos os tempos do verdão? Que fez praticamente a carreira dele toda no palmeiras? Palmeirense… alegando motivos políticos, bem atuais, bem longe do tempo em que ele tanto fez pelo palestra? Inventa outra, o “palmeirense”! Só falta dizer que melhor foi o Edilson, embaixadinha…
Realmente presidente de clube dar autógrafo é o fim dos tempos…huahuahua, agora caros amigos como palmeirense de gerações palestrinas, a pessoa de Ademir da Guia é sem dúvida um dos tres maiores ídolos e ícones de amor ao Palmeiras, independente do político bom ou ruim que ele é, palmeirense nem quer saber qual é a cor do colarinho dele, é de encher de lágrimas os olhos com a emoção de ver ex jogadores como ele, Dudu, Leivinha e tantos outros que fizeram história na maravilhosa academia, ainda sinto as sensações do Palestra Itália no domingo de mãos dadas com meu falecido pai e sinto a mesma coisa quando levos meus filhos aos jardins suspensos…olê olê eu canto que sou Palmeiras até morrer…
Maurício, estive lá também e vi exatamente essa cena. O que posso lhe dizer: ele (Belluzzo) dá ao Palmeiras um status de clube bem dirigido. Nós confiamos nele.Depois de Mustafá e Della Monica (nada muito contra, apenas que foi medíocre), ter um Belluzzo é sair do escuro para o sol do meio dia.
Pessoal, vamos lembrar de Ademir jogando. Ele foi o maior jogador do Palmeiras. Ele serviu a pequenos interesses. Mas se até o Rei Pelé fez das suas, por que o Divino não pode.
Maurício, cara, valeu ter ido á festa palestrina. obrigado pela presença. e parabéns pelas observaçoes. Ademir é isso aí. a ponto de agradecer pela “lembrança” de estar no livro…
pela primeira vez na vida mandei o Divino para aquele lugar.