“Moinho”, de Rodrigo Bivar
“Landscape I”, de Renata de Bonis
“Pedalinho”, de Marina Rheingantz
A boa prática do jornalismo cultural recomenda que falemos das novidades, das estréias, das inaugurações. Como este blog ainda engatinhava quando a exposição “2000 e oito” foi aberta, vou tratar do assunto com atraso, quando ela se aproxima do seu encerramento, programado para o domingo 5 de outubro.
A mostra, no Sesc Pinheiros, em São Paulo, apresenta trabalhos de oito jovens artistas plásticos, reunidos num grupo, em torno da idéia de que a pintura está mais viva do que nunca – ao contrário do que pensam e defendem diferentes especialistas. “O que esses jovens artistas têm em comum é o desejo de atualizar a pintura, isto é, tanto a sua produção quanto o debate sobre ela”, escreve o artista Paulo Pasta, curador da mostra, no catálogo.
A julgar pelo que pesquisei, os artistas não alcançaram plenamente o objetivo de, como diz Pasta, “produzir uma ‘conversa’ sobre as novas possibilidades da pintura, ou de sua reinvenção”. Em todo caso, ainda dá tempo de conhecer o trabalho desse grupo e, eventualmente, aceitar o desafio que eles propõem. Como diz o curador: “Não é toda hora que vemos artistas se proporem o cumprimento de tarefas dessa relevância. De minha parte, acredito que sua pinturas já apontam para essa direção”.



