Faltou dizer uma coisa sobre a nova fase de Marcelo Camelo: ele continua acompanhado de homens com barba. Todos os sete integrantes da banda Hurtmold usam o acessório – cada um de um jeito, naturalmente, porque barba nunca cresce igual. O fenômeno remonta ao tempo do Los Hermanos. Houve um momento em que os quatro músicos do grupo cultivavam barba. E vários de seus fãs deixaram crescer as suas.
Na falta de assunto, como ocorre com este blog neste momento, o tema foi alvo de diferentes especulações e interpretações – para incômodo dos músicos. Em diferentes entrevistas, o grupo teve que responder sobre a moda barba. O baterista Rodrigo Barba (com apelido auto-explicativo) nunca precisou falar sobre tema tão candente. Mas a resposta, tanto de Camelo quanto do tecladista Bruno Medina, é que se sentiam desconfortáveis com os seus queixos. “Tenho um queixo meio Noel Rosa”, chegou a dizer Camelo. Noel Rosa, como as fotos mostram, foi um sem-queixo. Há quem entenda que a barba seja sinal de “amadurecimento”, mas há quem prefira ver no conjunto de pelos um sinal de que os músicos, como seu público, ainda não saíram da universidade.

Esse conjunto de pêlos significa falta de prestobarba!
Qual a relação entre a barba e a universidade? Se eu fosse homem teria a maior preguiça de fazer a barba todos os dias. Deve ser um saco.
E o único hermano barbudo não citado? Está por aí com o recém-vazado disco de estréia do Little Joy. Bem indie roqueiro bonzinho, por sinal.