Noriega e Kupfer: polêmica no blog sobre os maiores técnicos do futebol brasileiro

Noriega e Kupfer: polêmica no blog sobre os maiores técnicos do futebol brasileiro

Palco de alguns debates acalorados, este blog vem tentando, por meio das provocações lançadas aqui, discutir algumas idéias e fugir do lugar comum. Na semana que passou, este espaço encontrou uma finalidade ainda mais nobre – acolheu uma polêmica entre dois jornalistas qualificados, sobre um tema que rende muito bate-boca em mesa de bar, mas pouco debate sério: futebol.

Tudo começou com uma resenha que escrevi no iG Esporte sobre “Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro”, de Maurício Noriega. No livro, o comentarista do SporTV apresenta e defende a sua seleção, formada por Oswaldo Brandão, Bela Gutman, Vicente Feola, Lula, Zagallo, Minelli, Ênio Andrade, Telê Santana, Luxemburgo, Felipão e Muricy.

Noriega definiu o ano de 1958 como marco inicial do que ele chama de “futebol brasileiro moderno e maior de idade”. Também adotou como critério na escolha dos onze “o número de conquistas, o impacto no futebol de sua época, as inovações criadas”.

Como muitos outros leitores, o jornalista José Paulo Kupfer, chefe de redação do Departamento de Jornalismo da TV Gazeta e colega de blog aqui no iG, não gostou da lista de Noriega e postou um comentário crítico, mas também ácido, no meu blog. Segundo Kupfer, Noriega “dá a impressão que viu pouco futebol e leu muito menos sobre o assunto”.

Além de Elba de Pádua Lima, o Tim, muito citado pelos leitores como uma ausência notável no livro, Kupfer também lamentou a não inclusão de Zezé Moreira, Gentil Cardoso e Flavio Costa. Criticou, ainda, o critério temporal adotado: “Passar uma linha antes de 1958 é mais do que arbitrário. O futebol brasileiro não começou ali. Por óbvio, chegou ao cume ali. Como chegou lá?”, perguntou. Por esse motivo, Kupfer chegou a escrever que a lista de Noriega presta um “desserviço” aos jovens que possam se interessar pela história do futebol brasileiro.

Noriega entrou no blog para responder a estas críticas. Observou que, ao longo de sua carreira leu muito sobre futebol e também teve a oportunidade de aprender in loco, assistindo “treinos do Brandão, do Telê, do Luxemburgo no Bragantino, do Felipão no Grêmio, o Muricy treinando o Expressinho”, entre outras experiências acumuladas.

Noriega observou ainda que não pretendeu fazer um livro de história do futebol, mas “um livro de opinião baseado em pesquisa e, aí sim, em muita entrevista com gente que jogou com e ou foi comandada pelos 11 perfilados”

Naturalmente, o jornalista ofendeu-se com a crítica que o livro presta “um desserviço”: “Goste-se ou não do livro é um direito, agora chamar de desserviço é outra história.” E ironizou: “Desde que com respeito e argumento, aceito toda crítica. Pode achar a lista fraca, ruim, um lixo. Mas talvez seja aquele velho ranço, ele de novo. Essa molecada pensa que é quem? No meu tempo é que era bom, que o futebol era bem jogado, hoje é tudo um lixo, uma porcaria. Bom era fulano, esses de hoje não jogam nada, os técnicos não sabem nada.”

Kupfer voltou ao blog, primeiro, para se desculpar com Noriega pelas duas críticas mais pesadas que fez ao autor de “Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro”. Elegante, observou: “O Mauricio Noriega tem razão de ficar magoado com o meu comentário. (…) Assim, por seu intermédio, peço desculpas. E espero que ele entenda que o pedido é público e sincero.”

Depois de limpar a área, e fazer alguns esclarecimentos sobre a maneira como enxerga o jornalismo esportivo, Kupfer, porém, voltou ao debate sobre o livro. “A lista do Noriega é muito paulista e muito focada em técnicos em atuação no momento”, escreveu. “Pensando bem, talvez o que esteja pegando não seja a lista, mas o título dela. ‘Os 11 maiores técnicos do futebol brasileiro’ é uma coisa. ‘Os 11 maiores técnicos que passaram pelo futebol paulista nos últimos anos, com algumas exceções de outros tempos’ é outra”, ironizou.

Num outro comentário, Kupfer aproveita para relembrar os seus tempos de jornalista esportivo, na equipe comandada por João Máximo no “Correio da Manhã”, no final da década de 60, ao lado de outros jovens talentos, como José Trajano, Fernando Calazans e Marcio Guedes. Também se recorda de seus tempos em “O Globo”, onde conviveu com Nelson Rodrigues, “que ocupava uma mesa vizinha à minha, e de quem bebia as histórias e as frases maravilhosas, com o bônus de celebrar as vitórias e chorar as derrotas do nosso Fluminense.”

Noriega voltou, então, ao blog para um último comentário. Também pediu desculpas a Kupfer pelos exageros que cometeu em sua resposta e para o fato de ter chamado o seu oponente de “economista”. Sem entrar no mérito das críticas de Kupfer, Noriega apenas falou do seu respeito pelos jornalistas da geração passada. “Como sou filho de um grande jornalista da geração do Orlando Duarte, Luiz Noriega, que com o Orlando comandou uma equipe fantástica na TV Cultura, jamais desrespeitaria alguém do passado, porque eles pavimentaram o caminho que hoje eu trilho, e o fizeram de maneira brilhante”.

Quem quiser ler a polêmica na íntegra, basta acessar o post onde o debate foi travado e ir à área de comentários .

45 Replies to “Noriega e Kupfer: polêmica no blog sobre os maiores técnicos do futebol brasileiro”

  1. Os melhores e piores técnicos de futebol,assim como jogadores,é muito relativo e pessoal.Mas,já que foi escolhido 11(onze),porque não escalar um time de técnicos de futebol ?
    Do goleiro ao ponta esquerda(hoje extinto???) eis o meu:
    Leão,Nelsinho Batista,Adilson,Felipão e Wanderley Luxemburgo;Dorival Júnior,Enio Andrade e Murici;Telê Santana,Evair e Zagalo.
    Gostaria que fizessem os de vocês também.Um abraço!

  2. sem duvida o maior tecnico de todos os tempos é felipão não tem para luxemburgo nem muricy felipão tem titulos q esses não tem

  3. creio que entre os tecnicos citados, o Muricy não mereça estar na lista, pois vendo por este ponto, deveria também estar o Mano Menezes, que quase sempre da bailes taticos no Muricy, e tem o mesmo estilo do Felipão.

  4. O que me chama a atenção na análise de José Paulo Kupfer não é o teor crítico ácido à lista de Noriega, que mereceu pedidos de desculpa do próprio autor, mas sim, o imaginário onde esses comentários se inserem, que é basicamente o mesmo dos outros “180 milhões de técnicos de futebol no Brasil”, isto é, todos entendem futebol, ou futebol não se discute, e, aí, quem ousar emitir alguma opinião que (necessariamente) suscite alguma discussão, acaba correndo o risco de ser alvo de comentário não poucas vezes desrespeitosos, como foi o teor que vitimou o Maurício Noriega. Eu, que acompanho futebol desde o final dos anos 60, tenho um critério, para mim, válido para relacionar os melhores treinadores de futebol: são os títulos nacionais e internacionais ganhos por clubes brasileiros, e aí, ninguém ganha do Lula. Junto com ele, colocaria o que a maioria entende como grandes treinadores: Telê, Luxemburgo, Minelli, Felipão, Muricy, Ênio Andrade, Quanto ao Zagalo, considero um caso à parte, pois seu nome foi construído mesmo na Seleção Brasileira, o que é mais que meritório. Não consigo vincular o nome do Velho Lobo em algum clube, ainda que do Rio. Pela Selação, ele ganhou tudo e mais um pouco…

  5. Lista de melhores sempre são injusta com alguem, mesmo porque, ainda que conheçamos a história a gente costuma sempre colocar aquelas pessoas que já vimos e são nossos conteporaneos. Eu vejo votações na internet sempre com maus olhos porque são sempre muito votados por jovens e os atuais escolhidos de listas sempre são os mais recentes. Me lembro uma vez que foi feito uma votação pela internet sobre as dez brasileiras mais bonitas de todos os tempos e ficou em primeiro lugar Maria Fernanda Candido que havia acabado de aparecer e estava fazendo muito sucesso em uma novela, enquanto que uma Marta Rocha por exemplo nem apareceu na lista dos mais votados, alias entre as mais votadas só apareceram as que estavam na midia na época, então o quisito todos os tempos inexistiu. E lista seja qual for, sempre é pessoal e o que viu o altor da lista, que dificilmente viu tudo.
    Será esta uma discussão sem vencedor onde “todos tem razão”.

  6. Embora não concorde com a relação que o Noriega listou como os melhores, sou obrigadoa respeitar, porém, quem conhece um pouco de futebol, sabe que é muito difícil, classificar os melhores técnicos de futebol.
    Para fazer essa análise, teríamos que montar um time com determinados jogadores, e dar a esse técnico o mesmo tempo que fosse dado a outro… só assim poderíamos, ainda que com restrições, determinar quem foi o melhor técnico em determinado tempo ou época.
    Muitos, que não constam da lista, foram citados acima e assim mesmo ainda faltaram muitos, Cilinho, Rene Simões, Mario Sergio, Leão, Alfredo, e muitos outros.
    Eu vi, todos dos que foram citados, em plena atividade, e para falar em Bela tem que se falar em Fleitas, considerar Lula como um dos grandes técnicos, só pode ser brincadeira… Com aquele time, até eu, humilde conhecedor, seria considerado pelo Noriega, filho, um técnico de alta qualidade.
    Resumindo, embora respeitando a opinião do Maurício Noriega, devo por questão de honestidade, emitir a minha. O jovem Mauricio Noriega, só está tendo este espaço, por seu filho de Luiz Noriega (eu acredito que seja, senão pelo sobrenome que ostenta), não fora isso, com certeza não teria os espaço que tem, e, provavelmente nem emprego, já que de futebol não entende nada, ou seja, ouviu o galo cantar mas não sabe onde…

  7. Mauricio, quando escolhemos apenas onze no futebol brasileiro que é rico e qualificado, cometemos injustiças de toda monta. O que precisamos ver e rever é a posição épica de donos da verdade de muitos jornalistas que estão por aí, hoje e sempre a mídia é uma poderosa arma de destruição.

  8. Concordo com a lista da equipe do IG, porem acho que Zagalo embora tenha História de treinador só na Seleção deveria estar na lista.

  9. TODOS GRANDES TÉCNICOS, PORÉM OUTROS TAMBÉM PODERIAM FAZER PARTE DESTA LISTA, COMO, AYMORÉ MOREIRA, ORLANDO FANTONI, EVARISTO DE MACEDO, PAULO AUTUORI, JORGE VIEIRA, MARIO TRAVALIGNI, PEPE, CARLOS ALBERTO SILVA, CARLOS ALBERTO PARREIRA.

  10. Ora, Ora! Sem ressalvas, FELIPÃO é claro. Senão vejamos.

    Obs.: é só agir por eliminação, sem emoções ou bairrismos.

    A) Com todo respeito à memória de Vicente FEOLA, um time que tinha um zagueiro seguro como um Beline, célebros como um Nilton Santos, mestre em servir como um Didi, um driblador que desorganiva qualquer defesa e chegava com facillidade à linha de fundo e/ou de lá cruzava com perfeição como um Garrinha e, finalmente com um finalizador preciso, imbatível e precioso como Pelé, não sobram méritos para o Técnico.

    B) Atenção; esta vem com um segredo: com a teimosia da COPA de 98, do até então tido como o mais competente (o irrepreensível ZAGALO) que, com justificativas até hoje não digeridas pelos mais atentos e perspicazes, insistiu em escalar contra a França, Ronaldo “o fenômeno” (depois de uma gravissima convulsão) além do inseguro e instável Roberto Carlos (que presenciou a convulsão), provocando a perda da COPA, este também, por isso, não poderá ser tido como o melhor técnico. Ademais, uma pessoa mais segura e equilibrada (e de melhor cabeça – não afetado pelas vaidades e ciumeiras que se apossaram de ZAGALO, diante de sua presença) do alto de sua ética preferiu o silêncio: consta que foi totalmente contra a escalação dos dois e, diante dos fatos e voto vencido (consta que foi a história da obrigação de cumprir o acordo com as empresas patrocinadores) retirou-se da reunião e até hoje recusa-se a comentar o assunto. Falo de ZICO e de sua conhecida dignidade. Aliás o que faltou há muitos, na ocasião.
    E pelas vaidades de Zagalo (quem manda aqui sou eu!) ou por outros motivos estranhos …. $$$ (mas não de Zagalo) perdemos a COPA.

    C) TELÊ – foi Ótimo. Mas ficaria de fora apenas pela vaidade pessoal de poder dizer que barrou Romário. Ora não convocar ROMÁRIO sob a alegação que seria um indisciplinado, mesmo que a um custo de poder perder uma COPA, é dose. Outros técnicos mais seguros e menos vaidosos saberiam lidar com o “problema” Romário, como diversos fizeram pelo Brasil e pelo mundo. Aliás quantos deles não gostariam de ter tido um “problemão” como este no seu time? PESQUISEM junto aos goleiros e COMPROVEM: foi o único jogador nas últimas décadas que, ao partir com a bola para a área, fazia, de antemão, o goleiro VER A BOLA NO FUNDO DAS REDES. Jamais falhava. E os goleiros sabiam que Romário sabia que iria fazer o GOL. Detalhes como este revelam o craque fora de série. TELÊ (com todo o respeito) não conseguiu ver isso.

    Enfim, sem dúvida pela competência, aliada a espontaniedade a segurança e a GARRA que lhe eram peculiares creio que só temos uma escolha; sem dúvida aquele é querido pelos jogadores e que sabe ser PAIZÃO sem deixar de ser respeitado: Salve o mestre FELIPÃO.

  11. A polêmica é boa. E quando há discordância, há mais interesse
    pelos aficcionados pelo futebol em pesquisar e avaliar quais os
    melhores técnicos realmente do nosso futebol. Cada técnico ci
    tado teve e tem a sua época. Mas não devemos esquecer traba
    lharam com o petencial de cada jogador em clube e na seleção
    Exemplo: Vicente Feola tinha um timaço. Não precisava coman
    dar muita coisa não. Era só mandar os meninos jogarem o que
    sabiam e pronto. Hoje tem muita técnica, posicionamento, ensi
    namento e pá, pá, pá,…pá,pá,pá. Mas esqueceram de citar Par
    reira, Claudio Coutinho, João Saldanha. Se pegarem a nossa
    hoje com o Dunga e disser assim pros caras: Vocês vão lá, jo
    guem tudo o que sabem e por favor, …E só me voltem com de
    com vitória, se não ninguém desce no aeroporto. Fim de papo.

  12. Concordo, no geral, com as opiniões do Kupfer, ressalvando apenas a indicação de Tim, que teve sim uma boa mídia , mas pouco contribuiu , como treinador, na evolução de nosso futebol. Aliás, depois que futebol virou futêbol e pelada virou rachão (um prato cheio para psicólogos e sociólogos explicarem) começou nosso futebol a descer ladeira abaixo. Flávio Costa, Zezè Moreira, Telê e Zagalo são os grandes treinadores do nosso futebol. O resto….é resto.

  13. Luxemburgo e Muricy não é aquela dupla que sambou recentemente.
    Felipão foi demitido, Lula que eu conheço é presidente e este Bela Gutman deve ter sido treinador da Romênia, pois nunca ouví falar.
    A lista é bem ruim.

  14. ASSISTO FUTEBOL HÁ 65 ANOS POIS COMECEI A IR AO CAMPO
    COM 10 ANOS. DESDE ENTÃO SOU CORINTIANO ROXO. POR
    TANTO SOU INSUSPEITO PARA DIZER QUE O MELHOR TECNICO DE TODOS OS TEMPOS NO BRASIL FOI TEL[É SANTANA; HONRA LHE SEJA FEITA. FAZIA UM FANTASTICO
    TRABALHO SENTADO NO BANCO, SEM FALAR NEM FAZER AS
    PAPAGAIADAS DE LUXEMBURGO. TELÉ MONTOU A MAIOR SELEÇÃO BRASILEIRA E POR UMA FALHA DO ÚNICO JOGADOR MAIS FRACO, PERDEU P/ OS ITALIANOS E FOI DESCLASSIFICA-
    DO. MESMO ASSIM AQUELA SELEÇÃO NUNCA FOI IGUALADA.

  15. olha tem um tecnico que vcs nao tem olhado para ele que e o Helio dos Anjos ele eo cara prestem atençao neste nome depois vc vao falar deste rapaz ele hoje para nossa felicidade ele e treinador do Goias ele e muito bom mesmo um abraçoa a todos.

  16. A lista do Noriega está incompleta, pois tem muita gente boa de fora. Teinar o São Paulo é covardia. Duro é colocar o Ibis no eixo. No estágio atual no Brasil futebol, só no estado de São Paulo. O resto é piada. Minas Gerais 2 clubes, Rio Grande 2, Paraná 2, Rio de Janeiro os 4 …., Pernambuco 1, Bahia 1, e por aí adiante. Campeonato regional é uma piada.

  17. Concordo com nosso amigo Dutra, não existirá um técnico melhor que o grande telê santana… um gênio na beira do campo !
    Os técnicos da atualidade deveriam inspirar-se no telê, assim nosso futebol seria muito melhor…

  18. Sugiro uma eleição dos 11 piores jornalistas/comentariastas de futebol do Brasil. Pela péssima lista e as bobagens que normalmente fala no SportTV, minha lista é Noriega e mais 10.

  19. esse negocio de melhor tecnico é papo furado.eu faço um desafio a um desses ai. vai comandar uma equipe como:brasiliense;vasco da gama rj;ou qualquer outro dessa categoria para ver o resultado;vai…..!!!!.eu acredito é numa boa equipe ;to certo ou tõ errado?

  20. faz o seguinte: pega um tecnico da terceira divisa o coloca no menos pior time do brasil e verás que o resultado não será tão diferente.

  21. Fico feliz de observar que o nome do Parreira pouco apareceu nos depoimentos que li, já que este “Senhor” , como técnico de futebol, é uma das “,MAIORES MENTIRAS JÁ PREGADAS NO MUNDO DO FUTEBOL”

  22. caro Mauricio Stycer, interessante como você gosta de lenha na fogueira. Pois bem, primeiro, avaliando os comentários me deparei com algo que em nada me surpreendeu. A ausência quase que total do nome do Parreira. Um dos maiores fiascos e engodos da história do futebol profissional brasileiro. E digo, parece que é até meio desorientado. Assisti a uma palestra desse indivíduo no auge de sua carreira de treinador da seleção, num congresso brasileiro de medicina esportiva no Recife. Pensem num sujeito completamente disperso, sem conseguir terminar qualquer raciocínio que inicie, um enrrolão…
    É uma comédia, o que a mídia tenta e às vezes consegue vender.

  23. Tô com o Arthur, eu acredito em grandes times.Gostaria de ver esses técnicos citados comandar equipes tipo da série B e C. com poucos recursos e voz na CBF.

  24. Num país como o nosso, onde se joga e jogou-se o fino da bola é difícil enumerar os melhores. Tudo depende muito dos jogadores, dos times adversários e também de um pouco de sorte. Muitos dos que estão na lista fazem jus de lá estarem. Comandaram times fantásticos e deram muitas alegrias aos seus torcedores. Não concordo com a inclusão do Senhor Telê. Foi técnico do São Paulo num período onde os demais times eram um verdadeiro lixo, fraquissímos, não tinha adversários, ou seja, jogadores. Ademais, teve a oportunidade de formar duas das melhores seleções que o mundo já viu e não sagrou-se campeão em nenhuma das oportunidades, jogadores havia e muitos, precisáva-mos de um técnico. Felizmente pudemos ver um belo futebol, mas a taça não veio, duas vezes. Quanto aos demais, o Luxemburgo também é um técnico que é vencedor quando oseu time, indiscutivelmente, é o melhor, exemplo disso foi a desclassificação do Palmeiras.

  25. MELHOR EU NÃO SEI. MAS O MAIS DIGNO, SEM DÚVIDA NENHUMA É O FELIPÃO. LEMBRAM QUANDO TODA IMPRENSA BRASILEIRA EXIGIA O ROMÁRIO E ELE COM RAZÃO NÃO O CONVOCOU? POIS BEM, FOI LÁ, GANHOU A COPA, NÃO PERDEU UMA PARTIDA SEQUER, PROVOU QUE ROMÁRIO NÃO ERA UM SER ABSOLUTO, COMO PREGAVAM MUITOS E O MELHOR: TEVE O DIGNIDADE DE CHEGAR AQUI COM A COPA NA MÃO E NÃO MANDAR TODA A IMPRRENSA À MERDA, O QUE ERA MERECIDO.

  26. Você está brincando em considerar Zagalo como técnico de futebol. No máximo o oportunista mais sortudo que existiu no futebol. Nunca, jamais, se deve colcar Zagalo, Parreiras, etc, no mesmo patamar de um Telê Santana.

  27. Esse livro do Noriega como ele frisou diversas vezes em vários programas que deu entrevista…. é uma lista pessoal, são os 11 maiores técnicos do Mauricio Noriega…
    Sou jovem tenho 20 anos e não acho que o que ele faz é um “desserviço” muito pelo contrário, aprendemos com isso a valorizar os técnicos como Muricy e Felipão e a pesquisar sobre o Lula, sobre o Telê….
    Assim como se fizermos uma eleição sobre o melhor de todos os tempos, ou os 11 melhores cada um fará sua seleção baseada em experiência próprias, futebol é isso…é paixão!
    Acho que o Noriega está de parabéns e embora o título do livro pudesse ser Os 11 maiores técnicos para Mauricio Noriega, acho que o SERVIÇO a que ele se propos foi bem feito.

  28. Olha pessoal se analisarmos bem o Tele jamais daria para considerar entre os dez . porque esse homem feito pela midia teve nas suas maos a melhor geraçao de craques de todos os tempos, e acabou perdendo duas copas que qualquer tec. meia boca ganharia. O melhor jogador de todos os tempos do INTER q era o Falcao do flamengo que era o zico, dos gambas q era o socrates , do atl mineiro q era o cerezo,melhor zagueiro dos bambis oscar .o melhor zag. do atletico min. luizinho,um dos melhores lat. de todos os tempo leandro , eder melhor ponta esq q ja existiu, paulo isidoro,teve q inprovisar o junior pq tava sobrando craque, o cara se deu oluxo ou a incompetencia de deixar craques fora da convocaçao como mauro galvao no auge carreira , o melhor jog . e unico dos gaymistas q era o sempre tranqueira mas jogava bola renato gaucho, o mario sergio tambem no auge. enfim dava pra fazer duas seleçao campea e vice do mundo na epoca. Mas essa imprensa com esse bando de otario fazer oque.

  29. Listas são sempre muito pessoais. Se você quer saber a minha opinião, o futebol no Brasil não nasceu em 58, a lista praticamente só tem paulista e tivemos alguns técnicos que na minha opinião foram melhores. Mas isso também é pessoal. Óbviamente é um risco enorme colocar opiniões pessoais em uma brochura e colocar pra imprimir. Mas é sempre um risco válido. Com o tem´po aprimoramos essas questões, abrindo espaço para debates sobre elas e fazendo-as evoluir para algo de caráter mais universal e menso pessoal. Então entendo o jornalista que criticou e parabenizo o que escreveu. Outra coisa, as critícas muitas vezes são ácidas com questões que possam assumir opiniões antagônicas, mas sempre tem que ser construtivas. Ou, como no caso dos nossos dois nobríssimos cólegas jornalistas, reconhecer que às vezes podemos ir além das estribeiras e cair com as flácidas nádegas no chão, pedindo, pois, desculpas.

  30. Stycer, antes de mais anda, parabéns pelo sucesso do blog.
    Não sou muito chegado a esse negócio de réplicas e tréplicas, mas procuro esclarecer alguns pontos.
    O primeiro: não perco tempo debatendo com gente que diz “com aquele time até eu seria o técnico”. E por incrível que pareça, muita gente ainda diz isso.
    Assim como não dá pra debater com quem acha que Lula é só o presidente e pensa que Bela Gutman é romeno.
    Outra coisa: incrível como o clubismo e o bairrismo ainda se fazem presentes.
    Agora vou comentar alguns aspectos levantados pelo meu – espero – novo amigo Kupfer.
    Ele se incomoda com o fato de a lista de meu livro ter muitos técnicos que ele chama de paulista. O que ele chama de paulista demais me parece perturbador, um problema para ele.
    Como para outros internautas que, presumo, sejam cariocas.
    Alguns dados sobre os treinadores que eu escolhi e, repito, não passei na locadora e levei a verdade pra casa, lista cada um faz a sua e todas têm seu valor.
    Caro Kupfer, caros revoltados com a lista “paulista”:

    – Enio Andrade nunca foi campeão em São Paulo ou por times de São Paulo.
    – Zagallo só trabalhou na Portuguesa em São Paulo e também sem títulos.
    – Telê Santana foi campeão nacional pelo Fluminense, pelo Atlético Mineiro e pelo São Paulo. Tirou o Grêmio da fila gaúcha de oito anos em 77.
    – Felipão é muito mais vencedor como técnico de time gaúcho do que como técnico de um time de São Paulo. Ganhou uma Copa do Brasil por Santa Catarina.
    – Rubens Minelli tem quatro títulos nacionais, dois deles por clubes gaúchos e é lembrado até hoje como um grande técnico do Internacional gaúch. Era o grande técnico do Brasil no final da década de 70 e nunca foi para a seleção porque para a CBD era “paulista demais” e tinha treinado um time do Sul.
    Brandão saiu invicto da Seleção em 1977. Um colunista do Jornal do Brasil que tinha certos privilégios na Seleção, tipo assistir a amistosos sentado no banco de reservas, ficou puto com a perda dos privilégios e escreveu que “um técnico que come macarrão com ovo não pode treinar a Seleção Brasileira”. Saiu e entrou Coutinho, não quem tinha que entrar por mérito, que era Minelli.
    Brandão era gaúcho, trabalhava em São Paulo. Mas teve a coragem de levar pela primeira vez para a Seleção Zico, Roberto Dinamite e Falcão, ídolos cariocas e gaúcho . E em 1976 ganhou o título do Bicentenário da Independência dos EUA com um time que teve, juntos, Falcão, Zico, Dinamite e Rivellino. Brandão é, até hoje, o técnico campeão argentino com melhor aproveitamento no futebol profissional do vizinho, mais de 86% em 1967, pelo Independiente.
    Chamar esses técnicos de “paulistas” me parece exagerado. E são cinco de uma lista de 11.
    Outro detalhes, esse baseado em números, uma área em que o Kupfer é mestre.
    De 75 títulos de âmbito nacional disputados entre 1959 e 2008 no Brasil, 31 foram conquistados por times paulistas. Dá 48%, mais ou menos.
    Em meu critério, ninguém entra por ter sido vencedor apenas em títulos estaduais. Recentemente uma pesquisa extensa apontou que o torcedor brasileiro considera o Campeonato Brasileiro o título mais importante.
    Veja bem, os perfilados no livro conquistaram, apenas entre títulos nacionais e internacionais:
    – 6 Libertadores
    – 33 títulos nacionais
    – 3 Copas do Mundo
    – 4 mundiais de clubes

    Se formos analisar tendo como base apenas a partir de 1971, temos o seguinte, entre os perfilados:

    – 19 títulos nacionais, sendo 11 por times paulistas.

    O segundo título mais importante do futebol brasileiro atualmente é a Copa do Brasil, na qual os times gaúchos são os mais vencedores.
    Evidentemente, os números mostram que há uma supremacia dos times paulistas, então, não me parece absurdo que haja uma presença maior de treinadores que trabalharam e venceram por times paulistas. O que, evidentemente, incomoda alguns cariocas.
    E também incomoda a este caipira paulista, porque denota uma decadência do futebol plasticamente mais bonito e mais brasileiro que se pratica no País do futebol. Quanto mais fraco for o futebol praticado pelos clubes do Rio, mais fraco será o futebol brasileiro. A trágica administração dos clubes do Rio maculou esse patrimônio cultural brasileiro chamado futebol carioca, o estilo carioca de se jogar futebol.
    Os números são a maior prova disso.
    Na Era dos pontos corridos do Campeonato Nacional, a partir de 2003, não há um título carioca.
    Em conquistas de Libertadores da América, os times paulistas têm 6, os gaúchos têm 3, os mineiros têm 2 e os cariocas têm 2.
    Claro que o regionalismo é forte, faz parte, mas não consigo entender porque o Kupfer fala do Zezé treinador de times cariocas e esquece o Zezé campeão da Libertadores de 76 com o Cruzeiro.
    Outra coisa: incrível que ainda exista gente que acredita que o Santos de Lula e o Brasil de Feola jogavam sozinhos. Recentemente a TV Gazeta mostrou um belo programa com os remanescentes do Santos dos anos dourados. Vejam e escutem o que todos falam de Lula. Ou o que Zito fala na entrevista do meu livro. Ou vejam o maravilhoso documentário 1958, o Ano em que o Mundo descobriu o Brasil. Talvez alguns mais nervosinhos parem de perpetuar bobagens que ouviram por aí e saem cravando como se fossem verdades absolutas. Tais como dizer que foi Telê quem barrou Romário. De onde tiram isso?
    Outra crueldade: as críticas dos paulistas a Zagallo. Bairrismo puro. Fazem ilações políticas porque ele sucedeu Saldanha, militante comunista, e condenam Zagallo por isso. Futebolisticamente só não vê quem não quer ver que houve uma intervenção tática de Zagallo na Seleção, mudando substancialmente a forma de jogar em relação ao que fazia o grande João Alves Jobim Saldanha. Que era muito mais jornalista, polemista e ativista. Como técnico foi mais bissexto. Como personagem é quase inigualável. Como comentarista, talvez tenha sido o melhor.
    Enfim, listas são listas, polêmicas são polêmicas. Cada um tem sua razão. A única coisa que eu afirmo é que jamais diria que uma lista é carioca ou mineira ou gaúcha demais.
    Apenas me reservo o direito de pensar diferente e ter as minhas listas de técnicos, de jogos, de roqueiros etc.
    Abs a todos e bom dia.

  31. Prezado Maurício Noriega:

    Vou lhe dizer de onde tirei que Telê barrou Romário, para que você possa acrescentar em seus registros. Antes de mais nada quero considerar que, “barrou”, foi uma expressão não muito feliz, que usei no sentido figurado; mas, no fim, não muda nada.

    TELÊ, em um “Work Shop” (é assim que chamam) realizado para os executivos de um Banco, palestrando sobre “liderança” (entre o final de 1993 e início de 1994 – vou ver se consigo a data certa), respondendo a uma pergunta sobre Romário, disse que jamais o aceitaria em um time onde fosse treinador, nem mesmo o convocaria para a Seleção, porque era um atleta muito indisciplinado, apesar de todas as suas qualidades (e fechou questão).

    Meu voto só considerou técnicos a partir de 1958, em função da COPA que conquistamos, porque a maioria dos que aqui fazem comentários não conheceram os técnicos mais antigos e, talvez, nem mesmo saibam quem foi FEOLA.

    Agora, desculpe-me, mas tenho que REPLICAR MESMO, e de forma indignada, pois seus comentários transmitem credibilidade e não isto não pode passar em branco: “BOBAGEM” é dizer que alguém teve a “coragem” de convocar ZICO e FALCÃO, dois montros sagrados do futebol brasileiro. Eles podem ter feito parte de uma geração perdedora, mas mesmo não recebendo as fortunas que muitos “pernas de pau”, posteriormente tiveram a sorte de ganhar, são sim, ZICO, em especial, “ícones sagrados” do futebol brasileiro e devem ser respeitados.

    Os “pernas de pau” a que me refiro nunca valeram o que pagaram pelos seus passes, porque foram favorecidos pela obtusidade de alguns cartolas de times europeus. Se fossem craques, mesmo, e somadas as fortunas que ganhavam, o Brasil não teria perdido nenhuma das últimas COPAS. Ou não?

    Finalmente, como quis dizer no comentário, se o “dono da verdade” (o vaidoso ZAGALO, já em 1998 mordido pela “mosca azul”), tivesse tido a humilldade, de ouvir ZICO, o Brasil não teria perdido aquela Copa. Mas, Zico, pela sua ética, e avesso às “plumas e holofotes” irá negar, sempre, essa desastrada passagem.

    E FELIPÃO, sim, porque além da competência e da sábia psicologia que usa com os jogadores, lidera e vibra com o coração, e não somente com o “bol$o” , como quase todos..

  32. Prezado Caixa Preta, coragem refere-se ao fato de Brandão ter feito o que outros não tinham feito, de ser o primeiro a dar a chance a esses talentos. Nunca em demérito ao Brandão e muito menos a esses três grandes craques citados.
    Entendo sua colocação sobre Telê no workshop, mas quem barrou Romário de fato foi Felipão.
    Telê e Felipão são espetaculares, mas estão errados, penso eu, modestamente, por terem barrado Romário, que foi gênio.
    Abs

  33. O jornalista Mauricio Noriega inexplicavelmente não colocou na sua lista os técnicos Campeões do Mundo nas Copas de 1962, Aymoré Moreira, e de 1994, Carlos Alberto Parreira. Um verdadeiro absurdo!!! Fica aqui o meu protesto e a minha homenagem a estes dois grandes nomes do futebol brasileiro e mundial!

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