O blog vai à Mostra IV: Entre silêncios e longos planos, a poesia de “Liverpool”

O blog vai à Mostra IV: Entre silêncios e longos planos, a poesia de “Liverpool”

O argentino Lisandro Alonso foi, por alguns anos, por conta de seus dois primeiros filmes, “La Liberdad” e “Los Muertos”, um dos queridinhos da crítica cinematográfica mundial. “Liverpool”, seu terceiro filme, marca o momento em que os especialistas se desapontaram com Alonso e apontam um impasse em sua obra.

Para este blogueiro, que não conhece os filmes anteriores, “Liverpool” causou boa impressão. Econômico nos diálogos e generoso nos planos longos e silenciosos, o filme de Alonso conta a história de Farrel, um homem na casa dos 40 anos, que trabalha em um navio cargueiro e decide, numa parada em Ushuaia, visitar a sua mãe. Solitário, Farrel tem por companhia uma garrafa de vodca e uma bolsa mal ajambrada, que ele abre e fecha com o maior zelo. Na paisagem inóspita deste extremo do mundo, o personagem chega, finalmente, à aldeia onde vive a mãe, mas ela, muito velha e doente, não o reconhece. Depois de uma breve visita, Farrel vai embora, mas a câmera de Alonso, para espanto de muitos críticos, permanece na aldeia, descrevendo a vida de outra personagem – uma moça que, ao final, vai esclarecer porque o filme se chama “Liverpool”.   

“Liverpool” será exibido neste domingo, dia 19, às 19h50, na Cinemateca, sala Bndes; e na quinta-feira, 30, às 14h50, no Unibanco Artplex.

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