A crise de público do cinema brasileiro, tema de uma reportagem especial que fiz para o Último Segundo, tem tirado o sono de toda a cadeia produtiva, de cineastas a exibidores, passando por produtores e distribuidores. Dito de forma simples, a questão central que atormenta esta turma é a seguinte: o que o público quer ver? Uma detalhada pesquisa encomendada pelo Sindicato das Empresas Distribuidoras Cinematográficas do Rio de Janeiro (disponível no site da entidade) traz uma curiosa resposta a esta pergunta.
Se estamos falando de filmes estrangeiros, o brasileiro prefere ver filmes de ação (43%), seguido de comédias (16%), suspense (9%), romance (7%), terror (6%), drama (6%), ficção (3%), policial (2%), infantil (1%), desenho animado (1%) e guerra (1%).
Quando se pergunta em relação a filmes brasileiros, a preferência por gêneros muda: o espectador prefere ver comédias (37%), seguido por filmes de ação (22%), romance (9%), drama (8%), suspense (3%), policial (3%), documentário (3%), terror (1%), ficção (1%), infantil (1%), desenho animado (1%) e guerra (1%).
A comédia, portanto, é o gênero de filme brasileiro que o espectador prefere encontrar nos cinemas. Isso explica muito do foco que parte da produção tem dedicado ao gênero – nem sempre com bons resultados. Digo isso a propósito de “Casa da Mãe Joana”, uma superprodução, com apoio da Globo Filmes e elenco repleto de estrelas da tevê (José Wilker, Paulo Betti, Pedro Cardoso, Juliana Paes, Malu Mader, Antonio Pedro, Laura Cardoso, Fernanda de Freitas, Agildo Ribeiro). Foi o grande lançamento brasileiro do último final de semana, distribuído com 150 cópias nas principais capitais, mas alcançou resultados apenas medianos (87 mil espectadores).
Em homenagem a Hugo Carvana, figura querida no meio, e com bons serviços prestados ao cinema brasileiro (“Vai Trabalhar Vagabundo”), creio que a crítica cinematográfica foi generosa com seu mais recente filme, preferindo chamar a atenção mais para a biografia do cineasta do que para as qualidades (inexistentes, a rigor) da obra. Quase todo ele passado dentro de um apartamento, “Casa da Mãe Joana” tenta ser uma versão cinematográfica do seriado global “A Grande Família”, mas não chega perto nem de “Zorra Total”. É um filme, em várias passagens, constrangedor, que busca a qualquer preço – mas sem nunca alcançar – o riso do espectador. Com comédias desse tipo, o chamado grande público vai continuar longe dos cinemas.

Maurício, também sou um desses que gostam de comédia, mas, falta-nos comediantes de verdade, como Ben Stiller, Adam Sandler, Steve Martin, que carregam filmes sozinhos, quem temos no Brasil? ninguém, o que temos são, atores de novelas que tentar fazer graça. Por que não tentam fazer filme de ação? Temos dublês com experiência internacional, façam um filme com invasão da amazônia por tropas americanas, venezuelanas e o escambau.
“Quando se pergunta em relação a filmes brasileiros, a preferência por gêneros muda: o espectador prefere ver comédias”
Deveriam perguntar porquê então preferem ver comédias. A análise seria mais incisiva.
Penso que o brasileiro já acha de antemão que um filme de ação nacional seria de péssima qualidade. O elenco é quase sempre o mesmo das novelas: o público já está cheio disso. Porque não utilizam os grandes atores do teatro?
Porque não tentam produzir um filme de ficção científica?
O público brasileiro prefere as comédias porque, provavelmente, quase que só têm elas como amostra do que seu cinema é capaz de produzir, pois a maior parte dos filmes nacionais é de comédia.
O cinema nacional é pouco ousado: é sempre mais do mesmo.
Aquele do meio seria Mazaroppi mais novo? Ou um clone? hahahaha muito parecido, cara esse blog é muito jóia.
Rubens Correia
http://www.blogdorubinho.cjb.net
Fala sério! Li a reportagem no Ultimo segundo, e é muita filosofada pra esquecer a razao simples: Cinema é caro! Aqui na França, onde eu moro, para um salario minimo de 1000 euros, o ingresso pro cinema custa 10 euros a inteira e 5 a meia. No Brasil, para um minimo de menos de 415 reais, a inteira é 20 reais e a meia, 10!!! Essas redes de cinema tem que tomar vergonha na cara e arranjar um jeito de cobrar mais barato pelos ingressos. Ai sim eles vao ter o publico que tanto desejam.
O Bruno tem razão. A cultura no Brasil está se tornando inatingível. Cinema, shows, livros, cds, teatro estão com preços altíssimos. A cultura está ficando elitizada num país como o nosso. E aí, quando não-estudantes forjam carteiras de estudantes falsas, ou pessoas que não têm dinheiro compram cds e dvds pirata, reclama. Mas o que também estimula a pirataria é o alto custo da cultura no Brasil.
Acabei de chegar do cinema .Vi “A casa da mãe joana”, e ao contrário do que disse achei muito bom e engraçado, e não fui a única porque todo mundo que estava na sala de cinema riu o tempo inteiro.Você não pode dizer que um filme é ruim só porque não gostou,cada um pensa de uma forma, não se pode generalizar!!!
Assistam!!
opovo quer comedias que seja com um pouco de romance apimentado,nao porno.ok.