Conheci Paulo Vinicius Coelho na redação do “Lance!”, em agosto de 1997, na fase de estudos e testes do novo jornal, que chegou às bancas em 25 de outubro daquele ano. Vindo da revista “Placar”, PVC era um dos poucos repórteres com alguma experiência na área. Não o conhecia e logo me impressionou pela memória e, sobretudo, pela paixão pelo jornalismo esportivo.
Saí do “Lance!” em maio de 1998 e desde então tenho acompanhado o seu trabalho à distância, na ESPN, em seu blog – hoje no site da própria emissora – e na coluna que agora escreve na “Folha”. Eventualmente nos encontramos, como ocorreu em março, no programa “Loucos por Futebol”, onde estive como convidado, e vi PVC dar uma aula sobre o Botafogo bicampeão de 1967-68.
A última vez que o vi foi em meados de junho, no lançamento do livro “Por que não desisto”, de Juca Kfouri, na Livraria Cultura, em São Paulo. PVC chegou logo depois de mim, trazendo seu filho, João Pedro, e ficamos juntos na longa fila de autógrafos.
Ao longo de quase uma hora de espera, o jornalista deu entrevistas para a televisão, assinou uma dezena de autógrafos e posou para outra dezena de fotografias, abraçado a fãs seus. Várias pessoas, jovens em sua maioria, chegaram para puxar conversar, perguntar sobre detalhes do Campeonato Brasileiro, pedir a opinião de PVC sobre os mais variados assuntos. A todos ele atendeu do mesmo jeito, como se fossem velhos conhecidos.
Naquela fila, me dei conta que PVC, com 39 anos, havia se transformado numa celebridade do jornalismo esportivo – uma fama construída com base apenas no conhecimento sobre o assunto que trata. No momento em que está lançando um novo livro, “Bola Fora – A história do êxodo do futebol brasileiro” (Panda Books, 196 págs., R$ 29,90), sugeri ao iG uma entrevista com ele, na tentativa de explicar esse sucesso. O resultado foi publicado nesta terça-feira, com o título “Superpop”, PVC lança livro sobre êxodo de jogadores brasileiros.
Convido à leitura os leitores que gostam do assunto. Adianto apenas uma passagem, essencial, a meu ver, no texto. “Acho que o público mais jovem enxerga em mim um cara que gosta de futebol como eles. Você não pode gostar menos de futebol que o cara que te lê ou assiste.” No fundo, tendo a achar que a reflexão serve para qualquer experiência profissional.

Quero apenas dizer que “odeio” futeol.Quando jovem cheguei a ser fanático, mas, quando percebi que o Futebol é apenas um esporte onde 11 mercenários fingem que jogam, e milhares de idiotas se deslocam por enormes distâncias, abandonam namoradas, familias, amigos e emprego pra ficar gritando e pulando, tomando sol e chuva pra ver 22 mercenários jogarem bola, e não chegar a lugar nenhum, gastando uma fortuna entre Cds, camisas, calças, ingressos e desperdiçando tempo, passei a gostar cada vez menos dessa porcaria, ou pão e circo para idiotas.O futebol perdeu a graça assim que Ganhamos a Copa de 1994, quando Romário fez quase tudo sozinho, depois disso, a seleção mudou, e depois não mudou mais, temos sempre a mesma escalação, os mercenários de sempre, que nao jogam, tem vida boa, valem milhões, mas, nao fazem jus ao que ganham.O futebol tem suas vantagens, como por exemplo fazer os Brasileiros serem patriotas e sentirem orgulho de ser brasileiro só a cada 4 anos, acabando a copa, as camisas verde e amarelo são engavetadas junto com o orgulho de ser brasileiro, e recomeçam as criticas ao país, e retoma-se a vergonha de ser brasileiro, reaparecem as pessoas que se dizem descendentes de italianos, americanos e etc.
Maldito seja o esporte mais chato do mundo, maldito seja o futebol e seus mercenários.
Este cara merece, parabens PVC e a vc tbm, STYCER.
Respeito a competência jornalística do PVC, bem como seu conhecimento “extra-campo”. Porém, na hora de comentar futebol, propriamente dito, é igual à grande maioria: beira o ridículo. No dia em que os ditos jornalistas esportivos se derem conta de que o futebol é esse fenômeno por ser simples – talvez o mais simples dos esportes -, quem sabe teremos algo de útil para ler e ouvir a respeito do esporte bretão. Por enquanto, vou curtindo as escritas do Torero. Sem jamais tentar mostrar conhecimento superior ao dos leitores, transforma cada cometário, cada texto num verdadeiro deleite. Só lamento tê-lo descoberto tão tarde…
Maurício,
O PVC está coberto de razão…
Acredito que uma parte dos comentaristas de futebol (porque esportivos são raros) no início da carreira são apaixonados pelo tema, porém com o passar dos anos e conhecendo a fundo o mundo futebolístico (o lado obscuro sempre impressiona mais) acabam vendo o amor inicial esfriar.
Outra parte gosta muito do que faz, porém mais da parte jornalística do que a esportiva em si… não estudam esquemas táticos antigos, a história do esporte bretão e as tendências. Tornam-se repetivivos e prevísiveis…
Acessem o meu blog:
http://futeboldeplaca.blogspot.com/
PVC é uma das maiores sumidades em todos os tempos em matéria de futebol. Gosto de futebol tanto quanto ele, e tenho uma boa memória também (nem tanto como a dele, óbvio)
Parabéns pela explanação sobre o grande Paulo Vinícius Coelho.
Admitro o trabalho e competência do PVC pelo que acompanho na ESPN, porém, noto que de uns tempos para cá, ele está muito “estrelinha”. PVC, nã deixe a fama subir à cabeça, seja humilde como você sempre foi.
Abs
Para o Marcio, parabéns, faço minhas as suas palavras.
O PVC é admirado e passa tanta credibilidade justamente porque gosta de futebol. E por gostar tanto de futebol, é que ele adquiriu tanto conhecimento na área. Quando a gente gosta do que faz, fica muito mais fácil aprender spobre o assunto e passar credibilidade às pessoas que acompanham nosos trabalho.
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