O show do Beirut em São Paulo, na última sexta-feira, já foi bastante comentado, mas um aspecto da ótima apresentação da turma de Zach Condon no Via Funchal me chamou negativamente a atenção: o comportamento “nacionalista” do público.
O Beirut se destacou no cenário musical por duas fortes características: a opção por uma base sonora “démodé”, centrada em trombone, trompete e contrabaixo, e um mix de influências regionais variadas, dos Bálcãs ao México, passando pela canção francesa, entre outros.
Desde o ano passado, Condon tem incluído no repertório de algumas apresentações a canção “Leãozinho”, de Caetano Veloso. O You Tube está repleto de vídeos que expõem o jeito desengonçado, mas simpático do líder do Beirut em seu duelo com versos como “Gosto muito de você, leãozinho… Para desentristecer, leãozinho”.
Assim que o Beirut pisou no palco do Via Funchal começaram o gritos de “Leãozinho”. De forma insistente, no intervalo entre as músicas, fãs do grupo pediam para Condon cantar a música de Caetano Veloso. E nada do músico atender o pedido. A certa altura, tropeçando no português, ele disse que não se lembrava mais da letra, o que não diminuiu o ímpeto do público. “Leãozinho!” “Leãozinho!”
De tanto ouvir a platéia no show de Salvador gritar “toca Raul!”, em homenagem a Raul Seixas, Condon passou a repetir a piada e, mais de uma vez, falou em São Paulo: “Toca Raul!”
Alguém da platéia ofereceu uma bandeira do Brasil a Condon, que educadamente a enrolou em torno do pescoço – e com ela ficou até o final, não sem antes brincar com as palavras “ordem e progresso”. No final do show, o Beirut tocou, sem muito entusiasmo, uma versão em inglês de “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso, para delírio do público.
Não canso de me espantar com esse comportamento. Por que alguém vai a um show de um artista estrangeiro e passa 60 minutos pedindo para ele cantar “Leãozinho”? Por que o público fica tão feliz de ver o músico repetir algumas palavras que decorou em português? Qual é a graça de ver um estrangeiro “abraçar” a bandeira do Brasil?
Crédito da foto: Stephan Solon/Via Funchal

ordem e progresso onde ? É porque esse cara deve ser sem graça e paulistano leva uma vida sem graça parado no transito ou se afogando em pontos de alagamento com seus carros boiando nao é como aqui no rio onde vemos julian paez de biquini em IPanema e levamos bala perdida a todo momento isso sim é viver intensamente imagine se esse desconhecido com esse conjunto chamado Beirute podendo chamar a banda de Paris CHAMa DE BEIRUTE beirute é um sanduiche legal e ponto final Se zach condon ou zach camisinha ou zach preservativo cantasse SAMPA ? ai caia o via funchal
aí todo mundo com os bracinhos para o alto balamgando pra lá e pra cá o povinho careta AGORA CANTAR RAUL ME POLPE
Concordo plenamente, nacionalismo barato é tipico dos politicamente alienados. Não precisamos que carreguem nossa bandeira ou cantem musica de viadinhos.
Precisamos de brasileliros politicamente pensantes e socialmente participantes. O resto é platéia deslumbrada e submissa. Vão se danar!
Complexo de lixo.
Acho que há várias definições pro caso: carência, mendicância de elogio gringo, falta de auto-confiança, falta de patriotismo legítimo (não esse de Copa do Mundo, que só aflora a cada 4 anos), complexo de vira-lata e por aí vai.
A grande questão é que a grande maioria que viu o show só foi pq a “tchurma” está super antenada neste som “globalizado”dos caras, mas conhece “leãozinho’…na verdade é a única música que gostam dos caras, pq é a única que conhecem…e na verdade, esta síndrome de vira -latas está mais para a eterna arrogância brasileira de achar que somos os paladinos da boa música…sei lá…sei lá…
Pois e, todos podem….so aqui acham errado, engraçado, divertido ou outra coisa qualquer….
Ate quando vamos agir como inferiores….
Queremos ser olhados como um pais desenvolvido, mas temos pensamentos e atitudes subdesenvolvidas…..
me admira alguem que quer comentar alguma coisa como voce Mauricio e passa a ter um pensamento dessa magnitude,,,
e hilario
“O BRASILEIRO TEM VOCAÇÃO PARA SER POBRE” essas palavras foram ditas por amigo meu. É a mais pura verdade. Um povo sem memória e sem cultura. E quando vão a um show acham a melhor coisa do mundo. O lá de fora é melhor e mais bonito.
Não é a toa que a Inglaterra exportou toneladas de lixo para cá, é isso que eles pesam que somos,LIXO.
Continuem aplaudindo o que o resto do mundo faz.
blá blá blá blá
é um bando de babacas..!!!
um bocado de bestas idolatrando outros imecis…
nesse pais basta aparecer um ze mané, batendo uma lata e ser um galanzinho..JÁ É O MAXIMO..!!prqp!! que cultura de besta é essa??essa cabada de jericos q vem garfar a grana dessas ANTAS..devem rir a toa..queor ver qdo. vão dá valor a minha banda..
‘VOU APATOLAR TODA EM VCS…”
falou..
Qual a graça? Deve ser a mesma de entrar no twiter da Xuxa e acha engraçado os erros de portugues de uma criança, mesmo ela sendo filha de quem é.
”Por que alguém vai a um show de um artista estrangeiro e passa 60 minutos pedindo para ele cantar “Leãozinho”? Por que o público fica tão feliz de ver o músico repetir algumas palavras que decorou em português? Qual é a graça de ver um estrangeiro “abraçar” a bandeira do Brasil? ” Síndrome de vira-lata? Nacio-narcissismo? Não sei se é reflexo ou causa disso, mas só me ocorre que, quando a TV Globo entrevista alguma personalidade não-brasileira, sempre encontra um jeito de encaixar a palavra ”Brasil” nas perguntas. Não há ser humano que não fique constrangido. É lógico que o camarada vai dizer que ”adora” o Brasil, mesmo tendo sido currado por trombadinhas em Copacabana – pra quê se arriscar a diminuir as vendas do CD ou o público do filme? A Globo também adora encontrar, durante grandes eventos esportivos, dinamarqueses ou sudaneses que ”torcem” pelo Brasil. Deve ser algum vírus que o Ali Kamel passou para a moçada…
Essa coisa de bandeira pra mim, independente de qual lugar for, é uma idiotice sem tamanho. Fronteiras são apenas linhas imaginárias. Detesto bairrismo e qualquer forma de patriotismo por mínima que seja. Quando o Alice Cooper veio tocar no Brasil em 74, um dos primeiros grandes shows internacionais no Brasil, ele encerrou o show tb com uma bandeira do Brasil. O Sérgio Dias, dos Mutantes, que estava na platéia achou aquele rídiculo e escreveu uma música excelente que retrata a universalidade de todos nós – Cidadão da Terra. Quanto a atitude do público é mais rídicula ainda, complexo de inferioridade total, querendo que o artista massageie o público. Pobreza de espírito total, além de prestigiar o trabalho dos músicos, ficam torrando o saco com essa tributagem hipócrita.
Carlos N Mendes, tu tá certo irmãozinho, é isso aí. Imaginou, se um dia pudéssemos doar para os gringos toda a fauna da Globo (xuxas, anas marias, bonders, ex-bbbostas etc, etc) ?…
Stycer, adoro seu blog, seus textos, mas você adora cortar o barato alheio! O show foi lindo e é claro que a plateia simpatiza com um estrangeiro que gosta da nossa música, do nosso idioma. Pensar isso como complexo de inferioridade é “sofisticar” demais uma simples resposta dos fãs aos gestos do Zach Condon. Às vezes, simpatia é só simpatia, sabe. não vem com essa carga sócio-filosófica toda.
Sempre pensei a mesma coisa. Concordo com o Carlos, acho que é Sindrome de vira-lata.
o povo é burro.
beirut??? q raios de banda eh essa mesmo???
[...] Qual é a graça de ver um estrangeiro “abraçar” a bandeira do Brasil? [...]
Porque cada é um é cada um.
Se Caetano Veloso cantasse em La Paz o último sucesso do carnaval boliviano enrolado na bandeira local, estaríamos criticando a atitude brasileira de falta de nacionalismo, micagem e puxassaquismo. Encontrar termos depreciativos e intenções funestas e pouco inteligentes contra qualquer manifestação de massas é fácil. Transformar a opinião de um mero observador de um show (sem grande projeção) de uma banda (quase desconhecida) em análise de comportamento sociológico é tão (ou mais) sem graça do que ver um estrangeiro “abraçar” a bandeira do Brasil.
E antes que alguém diga que basta não ler e comentar, lembro que basta sair do show; não é essa a discussão.
Concordo com Juliana…tem musico que extrapola, tem fa que passa por cima ate mesmo do respeito ao proximo e tem tambem jornalista que adora achar assunto onde nao tem. Cada um que viva com sua propria realidade.
Bem,se tratando de derrespeito,eh só olhar o planalto. Se acham isso ridiculo eh porque nunca assistiram a tv planalto: tem Maia,dalit,tudo que tem direito,até Bahuan…rs
kkkkkkkkkkkk,gostei…
Não podemos esquecer que educação nunca é demais. Os músicos tem em geral uma impressão positiva do público brasileiro e essa “animação” já virou “folclore”. Porém que mal há em decorar algumas palavras do idioma nacional e prestigiar a nossa bandeira, já que somos consumidores vorazes de tudo que vem de fora, sem bairrismo? Vejo como uma retribuição ao carinho de nosotros. É assim que funciona em qq sociedade civilizada, é o princípio da “reciprocidade”. Bjão
não deixa de ser uma demontração de carinho sim,mas que as vezes é mto falsa,n de todos mas de muitos deles q “amam” o Brasil e saem daqui falando absurdos…Bjão
Eu acho uma idiotisse esses estrangeiros ficarem com essa falsidade com o Brasil…
Amo o Zach Condon vocalista do beirut,mas todos eles vem aqui e dizem milhares de coisas legais,e q amam o Brasil,blá blá blá e depois saem falando mal do nosso país,com piadinhas maldosas e sei lá mais o que…
não…,e o que é pior parece que o Brasil p eles é resumido em Copacabana,Cristo Redentor,só o Rio de Janeiro,acho isso uma grande palhaçada,ou então estão querendo nos ensinar a sermos mais patriótas,só pode!
Não pessoal, discordo de vocês com relação ao Zach Condon. Você pode pesquisar em diversas fontes oferecidas na internet até mesmo antes de seu sucesso com “Elephant Gun” da missérie Capitu e você percebe que ele tem um verdadeiro interesse pelo Brasil. Ele se considera um grande fã de Caetano Veloso (o qual ele revela que seu maior desejo de parceria musical) , fora outras musicas do movimento Tropicália no qual ele se diz facinado. Eu Gosto muito da banda sou um grande fã. Concordo com o descrito a respeito das bandas que vem ao Brasil e se dizem ter um carinho enorme e bla bla bla.
Concordo muito com você fanzoca! Vc está certíssima.
Votar melhor? como? 70% do povo é semi analfabeto. Mal sabe escrever o nome, e se for nome estrageiro escreve errado.
Respeite a cantora Vanusa, pois ela passou por um problema de saúde e merece nosso carinho.
O Rubens Barrichelo é melhor que qualquer um que está criticando. Voce não sabem nem pilotar um carrinho de mão.
Bando de idiotas. E vem falar de patriotismo.
Pelo amor de Deus, meu caro Maurício tenha um pouco mais de respeito pelo público brasileiro e pela sua bandeira nacional.
Não chame, nem tente impor esse teu jeito antinacionalista que voce demonstra ter. Aliás serve também para o Maurício também tudo o q eu t falo. ABRAÇOS.
…..falou tudo em poucas…..
Caro Sebastião, dou nota dez para a tua colocação sobre o nosso povo, nossa bandeira. Enfim vc foi nota mil, muito feliz em sua colocação. Parabéns
Baboseiras…
Poxa ricardo sabrio! Seu complexo de inferioridade falou alto. Procure se informar e descobrirá grandes mentes brasileiras. Concordo q. essa geração está a desejar, só pensa na diversão, estão perdidos, mas por favor não menosprese os grandes homens e mulheres brasileiros que já existiram, ou, ainda existam por aí.
Concordo… Leãozinho é poooodre!
Nacionalismo exacerbado é sinal perigoso de fascismo em andamento. Talvez desencadeado pelo lulismo (“l’etat c’est moi”) desenfreado que grassa nesta terra em busca de heróis. Já disse um pensador : “pobre o país que precisa de heróis”…
Pra você pode parecer imaginária. Mas não o é para os Estados Unidos, Europa e China.
“Subdesenvilvimento” será uma nova espécie de subdesenvolvimento ? Um subdesenvolvimento vil ?…
Legal …