Não vou escrever aqui sobre o ótimo show do Radiohead em São Paulo – o que o meu colega Carlos Augusto Gomes já fez, com a precisão de sempre. Vou escrever sobre os inúmeros problemas de infra-estrutura e organização que vi – deficiências graves, a meu ver, para um espetáculo deste porte, com ingressos a R$ 200.

Sempre haverá quem diga que show de rock bom é assim mesmo – desorganizado, com lama e caos. Não concordo. Acho que não é necessário sofrer para se divertir num bom show – ainda mais com os preços cobrados no Brasil.

Em primeiro lugar, o local do evento. A Chácara do Jockey fica na zona sul de São Paulo, numa área não servida por metrô e cujo acesso se dá por uma única avenida – em obras. Não há estacionamentos decentes no local – os carros iam parando pelo caminho, sob assédio de flanelinhas, tumultuando o acesso (dezenas foram multados depois que o show começou).

Peguei um táxi, na região central da cidade, às 18h30 e cheguei ao local do show, 12 quilômetros depois, às 19h40. Havia placas, pelo caminho, indicando a Chácara do Jockey, mas não vi nenhuma sinalização decente para a entrada no espaço do show.

Na entrada, nenhum controle de carteirinhas de estudantes. Quem adquiriu os ingressos pela internet não precisou comprovar os dados que forneceu. Quem pagou inteira, sentiu-se lesado. Apesar de proibido para menores de 16 anos, vi algumas crianças no local.

A Chácara do Jockey é um enorme descampado, de terra e grama. Vários trechos estavam encharcados por causa das chuvas dos últimos dias. No escuro, não poucos espectadores enfiaram o pé na lama. Dependendo da direção do vento, um cheirinho de coco de cavalo ocupava o ambiente.

Para comprar uma cerveja era preciso permanecer 20 minutos numa fila longa. Para chegar no balcão do bar, imundo e encharcado, era necessário superar um mar de lama. Na saída do show, outro caos – filas, congestionamento, confusão geral. Houve gente (leia nos comentários abaixo) que esperou uma hora e meia para conseguir sair com o carro do estacionamento “oficial” (tarifa: R$ 35).

Do ponto de vista da organização, é preciso reconhecer um ponto altamente elogiável: todos os shows começaram no horário previsto. A pontualidade amenizou a falta de estrutura. E todo mundo foi dormir feliz com a qualidade dos espetáculos: Los Hermanos, que não consegui ver, Kraftwerk e Radiohead.

Atualizado às 11h35 com informações fornecidas pelos leitores na área de comentários.

142 comentários to “Radiohead: lama, caos, fila e desorganização”

  1. Katia disse:

    Não tive chance de ler todos os comentários, mas vi algumas coisas bastante estranhas por lá ontem tb. Como estávamos em uma turma grande, optamos por alugar uma van, e peloq ue li, foi a melhor opção, já que em 10 pessoas pagamos R$ 300,00, descemos na porta e na sáida a van nos aguardou logo na saída. Além do motorista ser ninja e conhecer caminhos por dentro que nos fez perder menos do que 35 minutos tanto na ída quanto na volta tendo como partida e destino o bairro do Sumaré.
    Na entrada eu estava com uma bolsa pequena e mostrei pra segurança, ela não pediu pra abrir e perguntou se eu carregava uma bomba, eu disse que não e ela liberou a passagem, ainda insisti, não vai olhar? e ela: não, se tivese uma bomba eu tirav, mas como não tem, pode seguir. Pra completar, na área de compra de fichas, onde havia banheiros químicos masculinos, a quantidae era tão pouca pra tante gente, que uma fila de homens se juntou nos muros proximos para que eles se “aliviassem”. A unica coisa que os seguranças podiam fazer, era delimitar a área do “mijódromo” para não chegar próximo à fila.

  2. Arthur disse:

    gente, ok

    legal, a infraestrutura do show foi ruim… mas sei lá, passou, a gente espera que va mudar… se mudar ótimo

    relaxem e curtam a vibe de pós show, nao se estressem

  3. Elis Soares disse:

    Eu também não tive chance de ver os comentários, mas confesso que gostei do local do show e não tenho muitas críticas a organização: não fui de carro, cheguei as 16h00, entrei sem problemas, assisti o show de pertinho e não tive nenhum imprevisto.
    Porém, compartilho da galera que reclamou dos absurdos R$ 8,00 por um lanche/pedaço de pizza e do caos de ter uma única saída para 30 mil pessoas – com várias saídas de emergência vazias.
    Essa temporada de shows está deixando bem claro que as produtoras não estão tendo respeito por nós, fãs consumidores. Quem foi no show do Iron Maden também viu o absurdo das filas, do despreparo de seguranças e uma organização pífia. Pagamos um preço (alto) para estas produtoras fazerem essa lambança. É preciso fazer algo mais sério – mas do que ficar levantando questões bairristas (do tipo São Paulo é melhor; o carioca é mais animado…) e achar que porque é Brasil é assim mesmo.
    Quanto ao show. Perfeito. A galera participou sim. Radiohead é introspectivo e o som causa várias reações: do extase ao hipnótico. Tenho certeza que, apesar dos problemas enfrentados por alguns, todos saíram de lá felizes.

  4. Alex Barsan disse:

    Galera, fui um dos primeiros a chegar ao local do show (exatamente às 10 da manhã de sábado) e posso dizer o seguinte: Até a colocação das grades para a entrada e a organização da fila, eu e um grupo de 6 pessoas orientamos o pessoal da organização. Se não, eles iriam colocar os corredores de qualquer jeito e pra entrar iria ser um verdadeiro caos. cheguei a perguntar a um dos organizadores hora antes de abrirem os portões se as duas entradas seriam divididas em Inteira e Meia, resposta?
    “As duas entradas é pra não ter tumulto, vai entrar todo mundo de vez.”

    Pois é, paguei R$ 240,00 pra receber o ingresso em casa e um camarada que comprou meia de um cambista por R$50,00 sem mostrar nada na entrada. Outra coisa, mandaram jogar fora garrafas de água que compramos horas antes dizendo que “não quero ver nem comida nem nada de bebida por aqui!!!” Eo resultado foi eu ter que pagar R$ 5,00 pra não ter que sair de onde estava (na grade).

  5. Alex Barsan disse:

    pra comprar uma água… é mole?

  6. Tiago disse:

    faggy-core do inferno. fas dessa banda tem mais eh q c fudeer.
    hype my ass

  7. Cesar disse:

    Em eventos como este e com uma organização como esta pode-se esperar que um dia vão colher não só reclamações mas talvez vítimas no mínimo hospitalizadas.

    Já que não se importam nem pela segurança das pessoas. Imagina querer comentar tudo de péssimo que foi a organização deste evento.

    O que eu queria era servir um pedaço de pizza para quem organizou este evento. Usando as mãos que não tinha onde lavar e um banheiro químico fétido e sem iluminação!

  8. fabio disse:

    O Show do Iron Maiden no dia 15mar09 também foi a mesma bosta de organização!!! Terceiro Mundo!!!

  9. douglas disse:

    Eu queria muito ir. Fui até a chacara do joquei na sexta feira para tentar comprar ingresso e nao acreditei naquele buraco. imaginei o caos .. comprei um bom vinho a assisti no multishow

  10. Hermeto disse:

    Mauricio, realmente foi lastimavel o final do show! Tivemos que esperar perto de duas horas para sair do estacionamento oficial em um morro no meio da lama. Como moro em Campinas, cheguei em casa perto das 04:00 sendo que tinha que acordar as 06:00 para ir trabalhar. Apesar de tudo, nem todos estes problemas, conseguem apagar este show histórico.

  11. Lo disse:

    Ótimo assunto..naum tinha segurança nenhuma,naum revistaram,naum abriram bolsa,naum tinha detector de metais,naum pediram carterinha de estudante,ou seja eu que paguei inteira saí perdendo,é o que dá ser honesta num país como esse neh,fora a desorganizaçao com os estacionamentos,e o local que é longe pra caralho e de difícil acesso.Agua tambem era dificil pra poder comprar,tinha muita gente e ia levar muito tempo,vi um cara la no meio que estava vendendo a 5 reais o copo de agua,nem sei como ele entrou se era proibido vender alguma coisa la!Os portões foram aberto as 14 horas e desse horário até a hora do show do Los hermanos as 18:30,os organizadores ficaram arrumando o palco,coisa que poderiam ter feito bem antes ou um dia anterior,naum ter feito o publico ficar feito trouxa em pé das 7 da manha a meia noite e meia.Sacanagem!Valeu a pena todos os sacrificios pra ouvir nossos ídolos queridos,mais que foi um lixo,foi!

  12. Isaac Vieira disse:

    Realmente foi ridículo. Lugar de difícil acesso, sem estrutura, sem sinalização, pra sair foi horrível, todo mundo se espremendo, se dá alguma zica, poderia acontecer uma tragédia, um pisoteamento, imaginem. Para sair do estacionamento demoramos quase duas horas. Até desistimos, desligamos o carro e tiramos um cochilo. Cheguei em casa às 3hs da manhã, sendo que o show terminou às 0:25. E olha q nem moro longe…!

  13. Thiago Ventura disse:

    Realmente a infraestrutura foi horrível!.
    NO meu caso, “stranger in a strange land “, foi pior ainda.
    achei um cúmulo do absurdo não ter taxis na saída do evento. Tive que andar pelo menos 1km para pegar um carro no laço.
    péssimo! horrível lugar, no meio do nada e ainda em obras!
    Pensei que encontraria algo mais profissional na produção do evento.

  14. magrus disse:

    Nesta terça, todos nós deveríamos ligar o maior número de vezes possível para a PlanMusic para reclamar. Eles ficarão loucos!

    PLANMUSIC
    av ataulfo de paiva, 135/1410 – RJ – CEP 22440-901
    tel: 55 21 2540 5075
    fax: 55 21 2540 5726
    email: planmusic@planmusic.com.br

  15. arsenico disse:

    realmente ..

    pra q infra estrutura? o woodstock foi o melhor festival de tds os tempos, lama faz bem pra pele.
    comer cachorro quente no radiohead? toma cachaça !
    cerveja gelada? coisa de bixa…vai ver por isso muita gente reclamou disso…
    35 real de estaciona? poha ta barato, na madonna tava 100 paus.
    200 paus eh caro? caro pra vcs q num tem 200 paus pra ver o radiohead uhauhauhauh
    segurança? vcs queriam mais segurança? todos seguranças foram instruidos pra agirem com naturalidade e ser bacanas com tds as pessoas, podia entrar crianças, eu ate vi dois cachorros la dentro, correndo felizes brincando com seu dono.
    os taxistas nunca se sentiram tanto. td mundo queria eles. vc precisava de um taxi, eh psicologico, era soh sentar ali e fumar um tradicional cigarro de maconha q a policia te levava de graça.se ela tivesse passando por la…

    vou dar conselhos basicos pra vc q vai prum show de rock:
    descanse antes, umas duas horas de sono pelo menos depois da balada do dia anterior.
    se acordar de ressaca, opte por um rabo de galo pra dar continuidade ao ciclo.
    coma bem antes de ir ao show, se for levar comida, pense numa prova de resistencia, nao adianta mandar a mae por a lasanha dentro dum taperware ,nem levar garrafas com cafe.leve barrinhas, balas(açucar), e la dentro,nao coma q ehpior q merdonalds…comcerteza vc tera caganeira absoluta por 3 dias e tres noites……. fuja da cerveja, pois dah vontade de mijar pra caraliio, e ir ao banheiro eh sempre um saco.alem de ser muito cara.
    beba sohagua, mas se vc se sentir fraco, abra sua garrafinha de bolso e de uma calibrada no alcool no sangue, q ainda tem outro show pela frente.
    va com seu tenis velho de guerra, mas nao adianta ir com um podrao de guerra, furado ou sem ser da moda.
    ao encontrar os amigos, nao fique gritando cade as bala! onde ta a policia? eu usei carteirinha falsa! eles irao fazer de conta q nem ouviram, mas eles irao te amaldiçoar.
    na hora de ir embora, muita calma,ainda eh cedo…se vc ta indo pro hospital ser pai, ou ta indo tirar um amigo de um acidente, td bem, saia na ultima musica(td banda tem uma ultima musica)…mas se vc pensa em ter q dormir pra ir trabalhar, ou q precisa descansar, ou etc, esqueça, fique la na frente do palco, beba suas ultimas fichas, encontre os amigos q vc perdeu no meio do vuco do show, espere os seguranças tocarem vcs de la.. q esse show foi ducaralio

    vc esta sendo roubado na cara meu amigo. deixa roubar,mas nao estraga a festa.

    e vc q foi bunda mole e ficou emcasa, soh te digo uma coisa: vc ta velho pro rock.fica ae otmando vinho e vendo sua quadrada de plasma.
    radiohed foi ontem o novo pink floyd, o kraftwerk foi como sempre o atual de sempre, e o los hermanos foram os mesmos mesmos de sempre.

  16. ROGERS disse:

    Na verdade o show pra mim foi muito especial,pra ir pra o show eu que moro no centro foi muito facil,estacionei na parte oficial R$35,00 no meu contexto barato,entrei no show sem preocupações e impecilhos de seguranças,fui ao banheiro quimico,(so fiquei puto e me senti sujo porque não tinha lugar pra lavar a mão)comprei um lanche de hamburguer mal passado e uma cerveja agua vi um maravilhoso show do los hermanos,um bom show do kraftwerk pausa pra ir ao banheiro pegar uma fila pacientemente,ver o show mais inesquecivel da minha vida o do radiohead passei mal por digamos a emoções e a empolgação e estar sendo espremido pelo publico por esta no meio ,sai fui tomar uma agua e curtir os ultimos e maravilhosos minutos de radiohead,sai com a multidão pra fora pacientemente demorou 1h pra chegar na rua,depois subi um moro enorme do estacionamento e fiquei aguardando pra sair umas 2hs depois sai pela francisco morato e cheguei em casa otimamente cansado e feliz umas 3:30.
    Realmente acho que falta estrutura mas precisamos dar tempo ao tempo até isto acontecer.

  17. Newton Facchini disse:

    Quero meus R$ 100,00 de volta. Paguei R$ 200,00 ainda em Dezembro e tive que ver pessoal que pagou meia entrada entrando sem precisar mostrar comprovação de matrícula.

    Como posso ter meu dinheiro de volta? Vai ter alguma ação? Já enviei o seguinte email pra Plan Music:

    “Venho por meio deste venho pedir que me enviem os R$ 100,00 a mais que paguei pelo ingresso do show do Radiohead em São Paulo. Sai do Rio Grande do Sul ainda na sexta-feira, fiquei 22 horas dentro de um ôibus , cansado, com as pernas doendo, pra ficar uma porrada de tempo na fila e, na hora de entrar na chácara, me sentir o maior idiota do mundo por ver que o pessoal que pagou meia entrada pôde entrar sem precisar apresentar comprovante de matrícula. Vocês acham que somos idiotas? Retornem este email falando como posso receber meus R$ 100,00 de volta. Sinto-me roubado, com a maior das razões”.

  18. carlos disse:

    uhehehehueuhehu
    arsenico, sensacional, falou tudo!

  19. Alberto disse:

    Pois é Stycer, isso é o Brasil. Um grupinho de empresarios resolve trazer o Radiohead, que cobra, digamos, US$ 5.000.000,00 pra aparecer, os caras pagam e resolvem recuperar a grana cobrando ingressos caros e pagando o minimo por uma infraestrutura pifia. No final, se aproveitam do publico que esta disposto a pagar para ver uma banda famosa tocar. Isso sempre acontece e sempr evai acontecer. Em tempo de crise então, quanto menos eles gastarem para organizar e quanto mais cobrarem, melhor. Me estranha não ter nenhum carro de boi ou uma frota de jegue oferecendo transporte pra galera…

  20. JP disse:

    paguei 120 reais de taxi do evento até higienopolis…
    os taxistas estavam cobrando o que queriam

  21. Pedro de Oliveira disse:

    É o mercado, JP. Questão de oferta e querença. Rogers, por exemplo, enfrentou o diabo, mas saiu feliz de lá, mesmo sem lavar as mãos. Se o irrita esses 120, é porque você não é fan o bastante.

  22. Bianca Rosolem disse:

    KKKKKKKKK, Alberto, nas 02 horas que passei dentro do carro parado no estacionamento ainda tirei onda dizendo que deveria ter ido de jegue.
    O “festival” foi uma grande merda: Extorsão, falta de respeito e incompetência.
    Eu não tive danos materiais, além do abuso do preço do ingresso, pois não adquiri uma merda lá dentro. Vi o show e só. O melhor da vida de fato, irretocável.
    Mas gostaria mto de colocar na b* dos organizadores dessa merda.
    Sou advogada, e acho que em mtos dos casos aqui descritos cabe indenização por danos materiais – principalmente quem estava no estacionamento “oficial” e precisou guinchar o carro atolada – e morais pelos motivos já mais que óbvios.
    Ou mesmo a hipótese de comunicar o MP para que como fiscal da lei e da sociedade acione esses merdas picaretas donos dessa empresinha falida.

    É isso, não quero deixar de ir a shows e me divertir, então o que nos cabe como cidadãos é brigar pelos nossos direitos.
    Shows e eventos organizados já!

  23. alexandre 'pera' pereira pinto disse:

    Maurício,
    extremamente oportuno o seu post.
    nessa época de ‘transição’ (crise x grandes espetáculos), acredito ser necessário tomar uma atitude viável para que isso não ams aconteça no futuro.
    o que, nós, CONSUMIDORES, podemos fazer?
    qual a sua sugestão?
    procom, ouvidoria pública, outros orgãos responsáveis pela fiscalização?
    tenho carteira de estudantes, mas comprei um ingresso ‘inteira’; estava com fome, e paguei um absurdo por um lanche mal feito (sofro as consequências disso mais de 24 horas depois)…
    gostaria de fazer algo para que no futuro, organizadores nos tratem como consumidores que somos.
    grande abraço,
    alexandre pera

  24. carlos disse:

    acho engraçado meter o pau na organização. Nao sei se perceberam, mas não havia quase nenhum patrocinador do evento. Ou seja, a grana era, ao que parece, das empresas organizadoras. Além disso, pra trazer radiohead para o brasil e ainda cobrar 200 reais algumas coisas teriam que ser sacrificadas mesmo. Infra estrutura na cidade de sao paulo existe, mas sabem quanto custa isso? quanto mais caro uma infra estrutura boa, mais caro os ingressos. Por que o planeta terra foi barato? o lugar tá pra ser demolido, se já nao foi. O maior problema de trazer radiohead nesses 16 anos de espera sempre foi o custo de um show com AQUELA ESTRUTURA EXTRAORDINÁRIA, em tempos de alta de dolar e instabilidade política e economica. Além disso, radiohead infelizmente ainda nao é banda extremamente conhecida no país, ao contrário do méxico que teve 65 mil pessoas em um show, nós nao conseguimos isso em dois. A chácara do Joquei é um lugar bom pra shows sim, principalmente festivais. E acho injusto falar que é porque é Brasil (com s, por favor) porque nos estados unidos vários festivais sao feitos em lugares muito mais inóspitos e com difícil acesso e nem por isso o publico deixa de ir.

  25. carlos disse:

    além disso, quem quer conforto que pague para ver liza minelli.

  26. carlos disse:

    não entrem na onda de “pseudo formadores de opinião”. quem estava lá deve estar com a mesma sensação que eu de satisfação por ter visto o show de uma das melhores bandas de todos os tempos.

  27. Marcus Ariosa disse:

    Finalmente algum site que esta falando a verdade sobre o evento!! Bom, nada ofusca a chance de ver o Radiohead ao vivo mas,,,A organização foi algo q nunca vi igual na vida , perdi o show do Los Hermanos tendo uma ulcera no carro num transito sem noção para entrar no estacionamento, e quando consegui entrar tive que subir um morro interminavel de terra e ao sair do carro nenhuma placa ou funcionario para ajudar as pessoas que tinha que descer por verdadeiras trilhas no meio do mato depois de pagar por 35 reais , depois disso na entrada tumultoada ainda tives q aturar seguranças chingando e cassoando das pessoas q entravam, sem contar o volume do som q ara mim estava muito baixo, valeu a pena apenas pra dizer que vi o Radiohead , mas não posso dizer q foi um dia tão agradavel. A detalhe fiquei por tres horas dentro do carro tentando sair do estacionamento.

  28. Maria Carolina Hernandez disse:

    Concordo com várias pessoas que escreveram… Principalmente a Jeanne e a Cibele…
    Foi um verdadeiro milagre não ter acontecido nenhum acidente na saída. A organização foi totalmente negligente! Até perguntei para um segurança que estava “barrando” a saída de emergência porque ninguém podia sair por ali, e ele me falou que só podia passar gente com credencial. Credencial pra sair? Que porra é essa?
    Acho que essa Isa está totalmente equivocada. Não é porque é país de “terceiro mundo” que a gente pode ser tratado como otário! Para um evento desse tamanho, a organização precisa ser perfeita! Afinal de contas, não importa se só tem “riquinho” ou pobre lá dentro, o que importa é que tem gente pra caralho, e isso significa que vidas podem estar em risco se algo der errado!

  29. Jota Avelar disse:

    Acredito que devemos ser tratados como clientes, sobretudo, quando se paga um preço absurdo por nada! A estrutura montada por parte dos organizadores foi medíocre, realmente, sem contar o lugar do evento, que diga-se de passagem é péssimo! Os organizadores, não se deram conta de que show em São Paulo em pleno domingo não dar certo: os ônibus para quem depende e não é pouca gente, não circulam depois das 00:00 hr. e os poucos que passavam não dava conta do contigente. Ainda mais que o número dos ônibus no domingo são reduzidos. Ficamos até às 03:30 hr. na rua esperando, quando veio passar um Pinheiros que entupido de gente, conseguimos entrar à muito custo. Antes disso, ainda tivemos o desconforto, tanto da entrada, que você tinha que descer uma rua, virar numa outra, andar um pouco mais… para depois entrar ao espetáculo! E na saída descer como se o show tivesse sido de graça… das saídas de emergência, nenhuma fora aberta e quem tentava, como lebrou o Mauricio, era barrado por um bando de gente mau humorado… Temo sim, que sermos tratados como clientes e se não gostamos devemos ir ao Procon e reclamar e pedir explicações, afinal usando o jargão: “Tô pagando…!”
    Mas o show foi sensacional, tomara que tenhamos o Radiohead novamente em São Paulo!

  30. [...] ler mais sobre o festival? Clique aqui, aqui, aqui e [...]

  31. Aline disse:

    Absurdo falar que a culpa é do povo que não boicota os shows de grande porte. Será possível que ninguém lembra que existe profissionalismo e ética no mundo? Pagamos sim um preço alto, deveríamos ter um serviço responsável… e NINGUÉM deveria precisar ainda protestar por isso… é culpa sim os organizadores, a falta de comprometimento com o trabalho é uma falta na conduta dos mesmos, caráter ou competência, vai saber…e ninguém deveria precisar avisá-los disso… ve se pode, os outros que não fazem seu trabalho direito e nós ainda que devemos nos privar de um momento cultural e de lazer? Triste…

  32. paulo ayres disse:

    Vergonhoso!
    fiquei pensando se a organizacao do show tinha ideia da importancia de Kraftwerk e Radiohead para a cena musical mundial…
    se eles soubessem e decidissem tratar seriamente o assunto, nao teriam armado aquela infra-estrutura de quermesse de paroquia.

    como e quem ouvira nossas reclamacoes?
    ou eles ja sairam de cena com o bolso cheio junto com seus segurancas ganhando R$ 50,00 a diaria!!

  33. Carlos Henrique Butler Braga disse:

    Na Apoteose, no RJ Foi show . Com 24.000 pessoas e sem perrengues desses.
    Cerveja a 5,00 . Caro.

    Estive na Chacara do Jockey em 2005 no Claro q é Rock .
    Não tiveram essas confas, q eu lembre, mas acho q foi menos
    gente q os 30.000 de domingo .

  34. Rafael disse:

    radiohead.

    valeu!!!!!!!!!!!!

  35. Daniela S G Gebenlian disse:

    Se algum advogado for fazer ação coletiva contra a organização do evento e/ou do estacionamento, por favor, me contate porque eu quero processar essas merdas de lugares.
    Pessoal da organização do evento, por favor, se espelhem no Planeta Terra. Se alguém consegue fazer direito, vocês também conseguem.

  36. Juliana Sampaio disse:

    Informações úteis sobre os amadores que conseguiram transformar a melhor noite num inferno:
    Ps: Como vcs podem ver eles também foram responsáveis pela zona que foi a venda de ingresso do show do U2 em 2006.

    Sobre a Planmusic
    Com forte experiência na realização de grandes eventos musicais, a Planmusic, do empresário Luiz Oscar Niemeyer, assinou grandes shows como os Rolling Stones na Praia de Copacabana, e o U2 em São Paulo, ambos em 2006. Além disso, foi também responsável pelos shows no Brasil de Moby e Coldplay e a união dos Paralamas do Sucesso e Titãs. Antes da Planmusic, Luiz Oscar Niemeyer já atuava no cenário musical e esteve à frente de grandes eventos como Hollywood Rock (88, 90, 92 e 93). Foi ele também o responsável pela vinda ao país de nomes como Paul McCartney, Nirvana, Bob Dylan, Eric Clapton e Paul Simon. http://www.planmusic.com.br

    Sobre a Brasil 1 Entretenimento
    União dos sócios Alan Adler, Sérgio Mello e Souza, Enio Ribeiro e José Roberto Pacheco, a Brasil 1 Entretenimento atua nos segmentos “live” da música, esporte e responsabilidade sócio-ambiental. Em 2007, a empresa foi responsável pelo show do grupo The Police, que lotou o Maracanã, no Rio de Janeiro, e teve grande repercussão internacional. Na área de esportes, a Brasil 1 Entretenimento desenvolveu um projeto inédito entre 2005/ 2006: a participação do Brasil na regata de volta ao mundo Volvo Ocean Race, com o barco brasileiro Brasil 1, e a passagem da regata pelo país. Para 2009, já garantiu que o Brasil continue na rota dos barcos.
    Com forte conhecimento da área de negócios no segmento de entretenimento, a Brasil 1 que coordenou a negociação de naming rights para a Arena do Pan – hoje HSBC Arena.

    Assessoria de Imprensa Planmusic
    Lana Palmer (21) 2540-5075 e (21) 8866-6317
    lana@planmusic.com.br

  37. Juliana Sampaio disse:

    Informações úteis sobre o engraçadinhos do evento:
    Também responsáveis pelo caos da venda de ingressos do U2 em 2006.

    Sobre a Planmusic
    Com forte experiência na realização de grandes eventos musicais, a Planmusic, do empresário Luiz Oscar Niemeyer, assinou grandes shows como os Rolling Stones na Praia de Copacabana, e o U2 em São Paulo, ambos em 2006. http://www.planmusic.com.br

    Sobre a Brasil 1 Entretenimento
    União dos sócios Alan Adler, Sérgio Mello e Souza, Enio Ribeiro e José Roberto Pacheco, a Brasil 1 Entretenimento atua nos segmentos “live” da música, esporte e responsabilidade sócio-ambiental. Em 2007, a empresa foi responsável pelo show do grupo The Police, que lotou o Maracanã, no Rio de Janeiro, e teve grande repercussão internacional.

    Assessoria de Imprensa Planmusic
    Lana Palmer (21) 2540-5075 e (21) 8866-6317
    lana@planmusic.com.br

  38. Tiago Paiva disse:

    Não só menores de 16 anos como tbm consumiram bebidas alcoolicas livremente!

  39. Luciano disse:

    Achei algumas coisas abusivas por parte da organização do evento, como por exemplo proibir a entrada com alimento, o q não poderia causar nenhum problema senão uma dor de barriga em quem fosse comer. A evacuação do público lá de dentro com saídas de emergência fechadas foi outro absurdo.
    Agora uma questão pouco falada: será q só os organizadores são os grandes culpados?
    Sou paulista, mas essa cidade está cada vez mais inóspita, um cenário caótico com pessoas violentas e pouco cidadãs. Que merda de metrópole q se auto-intitula assim e q não tem transporte público decente pra sua população? Sentiram na pele o q pessoas passam pra terem q sobreviver. Não acho q o lugar foi o grande problema. Digam outro tão melhor?
    Acho q se deve questionar esses donos do poder q falam em cidade turística noturna e não fazem nada por ela. E mesmo q tivesse metrô próximo, sabe o q aconteceria? Vcs teriam q esperar na “grandíssissima” metrópole até 4h40 da manhã para voltarem as suas casas. Todo mundo quer ter o seu carrinho, não ter trânsito e ficar confortável como se estivesse em frente a uma tv de plasma. Qdo vi Pixies em Curitiba, com final do show já pelo meio da madrugada, havia ônibus disponível do local até o centro da cidade. No Rio, após o show do Radiohead, o metrô funcionou depois do horário normal para poder atender o público. Pra mim, o problema é o individualismo. Só estacionamento de shopping pra dar vazão à saída de tanto carro. E msm assim ia demorar.

  40. Ricardo disse:

    pro carlos lá em cima: o lugar “pra ser demolido” do Planeta Terra era infinitamente melhor que a porcaria da chácara do jockey. Tinha uma praça de alimentação ótima, cerveja a R$4, refri/agua R$3, banheiros muito limpos.

    O aperto na saída, as voltas na quadra, a extorsão dos táxis e as quase 3 horas de espera pra voltar pra casa fizeram MUITA diferença. Se tu acha normal fazer o “sacrifício” de assistir um show no meio do nada sem nenhuma organização, problema é teu, imbecil. Eu não cago dinheiro.

  41. André Tozati disse:

    Maurício, além de tudo isso que você comentou, e eu assino embaixo, após o show, paguei R$ 8,00 por um hamburguer, e tive que comer um cachorro quente vagabundo, pois o hamburguer tinha acabado. E pra fechar com chave de ouro, na saída, fiquei nada mais, nada menos do que 2 horas para conseguir um táxi para ir embora.
    Ainda bem que o show do Radiohead compensou esses problemas…

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