Rua Augusta: um hospício onde tudo é permitido

Rua Augusta: um hospício onde tudo é permitido

Já escrevi no blog sobre a curiosa preferência dos correspondentes internacionais pelo Rio de Janeiro – dos 108 sócios efetivos da Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil (ACIE), 103 residem na cidade. O jornalista Seth Kugel é uma das exceções nesta rede. Colaborador do “New York Times”, fixou-se em São Paulo, cidade que tem procurado descobrir além da superfície.

Na edição deste domingo, no caderno “Travel” (viagem), Kugel escreve sobre a revitalização de todo a região em torno do que ele chama de “lado ruim” da Rua Augusta – o trecho da rua que desce, da Avenida Paulista, em direção ao centro da cidade. Não chega a ser um assunto original, mas o seu olhar sobre o pedaço é muito bom. 

A região, como se sabe, foi por muito tempo uma zona de prostituição, com casas noturnas voltadas ao negócio e mulheres ganhando a vida na rua. Nos últimos anos, ele escreve, também virou um bairro de casas noturnas para o público GLS, um ponto de encontros de adolescentes, e até mesmo um local onde você vê senhoras passeando com seus cachorros. “É um lugar muito interessante para passar uma noite: um hospício onde tudo é permitido”, define, com bom humor.

3 Replies to “Rua Augusta: um hospício onde tudo é permitido”

  1. Augusta é e sempre será Augusta, meu amigo. è lugar de se divertir, lembra do Teatro Record (jovem guarda)? Das meninas más de boa familia da Boca do Luxo, das Boates, que coisa maravilhosa. Toda Elite da cultura sempre circulou por lá, pelo Arouche. E lá embaixo, perto dos Jardins, tinha o Cajú Amigo, ao lado dos picaretas importadores de automóveis, que també viream do Arouche. Porque grana viva só tinha e tem, Artistas, que gastam tudo, comedores de Artistas, que precisam ter grana e circular entre eles, vendedores de carrões, etc.etc. também.
    Até o Abilio, o da Doceria Pão de Açucar, ia lá, pra depois da balada comprar um carrão e tirar racha na nove de julho.
    Revitalizar, é isso. Conviver com tudo, sem se importar com nada e aceitar tudo como é. Só estraga quando entra algum politico no meio, achando que tem espírito pra essas coisas.
    Abraços.

  2. Rua Augusta, a nova boca do lixo.
    Sou praticamente vizinho da rua, a decadência que a rua viveu nos últimos 30 anos foi incrível, achar que revitalizar é trazer casas noturnas para a região é um grande equívoco, a rua Augusta morreu, o que sobrou é apenas o nome da rua.

  3. EU sou um dos loucos residentes deste hospício. A Augusta é a cara de São Paulo. O lado centro tem se tornado muito atrativo e as coisas tendem a melhorar. NÃO acredito numa revitalização e sim numa mudança de estruturas, numa sociabilização acerca do que o baixo-augusta já representou, representa hoje e pode vir a representar. Ser louco é só uma questão de ponto de vista. e a Augusta tem todos eles e em várias óticas…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *