Seguranças vigiam jornalistas em sessão de “Harry Potter”

Seguranças vigiam jornalistas em sessão de “Harry Potter”

“Harry Potter e o Enigma do Príncipe”, sexto filme da série, estréia na próxima quarta-feira, dia 15, em todo o Brasil. Na manhã desta terça-feira ocorreu uma sessão especial para a imprensa, em São Paulo, assistida por cerca de 200 jornalistas.

A série sobre Harry Potter já arrecadou em todo o mundo cerca de US$ 4,5 bilhões, o que faz dela a principal galinha dos ovos de ouro da Warner Bros. Não por acaso, a empresa se cerca de cuidados para evitar – ou ao menos remediar – a pirataria do filme.

Os jornalistas convidados para a sessão são um dos alvos principais do estúdio. No convite para a sessão, enviado por e-mail, já vem uma advertência:

Seguindo normas internacionais adotadas nas exibições prévias do filme, solicitamos que, ao acessar a sala de exibição, você não traga consigo telefones celulares e demais aparelhos eletrônicos, tais como máquinas fotográficas, filmadoras, gravadores e similares.

E mais:

Este procedimento – padrão em todas as exibições antecipadas do filme, quer para jornalistas, quer para convidados – tem por objetivo reduzir os riscos de cópia não autorizada da obra artística em questão, além de evitar incômodos durante a sessão, tais como telefonemas e luzes na platéia.

A empresa adverte os jornalistas antecipadamente que “haverá vigilância nas dependências da sala de exibição” e faz uma ameaça velada a todos. “A Warner Bros. Pictures conta com sua colaboração a fim de que a cabine ocorra sem imprevistos que comprometam a integral experiência de assistir ao filme.”

“Quem está acostumado a comparecer a cabines já passou por esta situação antes”, me diz um dos assessores de imprensa da Warner. “Já pegamos um jornalista filmando com um celular dentro do cinema”, acrescenta.

As sessões para a imprensa são chamadas de “cabine” desde que, na década de 70, os jornalistas especializados em cinema – um número que cabia em duas mãos – assistiam a sessões em pequenas salas (as cabines), dentro das próprias empresas distribuidoras. Hoje estas sessões são realizadas em grandes salas de cinema, mas ainda são chamadas pelo velho nome.

Assim que os jornalistas chegam para a cabine eles têm os seus nomes conferidos numa lista e são encaminhados para dentro do cinema. Antes de entrarem, porém, devem deixar aparelhos de telefone, câmeras e filmadoras com três recepcionistas, que os guardam em envelopes individuais, numerados.

Não há revista nem detectores de metais na entrada, mas alguém me diz que já foi revistado em outra sessão de cinema para a imprensa.

Dentro da sala, dois seguranças ficam postados de pé, junto à tela, virados para a platéia durante toda a exibição do filme. Como não há revista na entrada, alguns jornalistas entram com seus celulares – um deles, ao meu lado, consulta o seu aparelho antes de o filme começar. Uma assessora da Warner aproxima-se dele e pede que ele guarde o telefone.

Por duas horas e meia, os seguranças encaram a platéia, em busca de luzes suspeitas que possam aparecer no meio da sala – sinal de que alguém estaria filmando o filme. Nenhum “imprevisto” ocorre durante a sessão

Ao final, os jornalistas fazem fila para sair. Primeiro, ganham um brinde – um guia para jogar xadrez de Harry Potter, uma varinha mágica e uma peça do jogo. Na sequência, passamos por uma segunda fila, onde recuperamos nossos aparelhos de celular.

Outra hora eu conto do filme.

15 Replies to “Seguranças vigiam jornalistas em sessão de “Harry Potter””

  1. Esses caras não aprendem, os repórteres são os últimos a fazer tal coisa, desconfio que as próprias produtoras junto com suas afiliadas e franquias tratam de fazer as matrizes criminosas que tem como alvo os piratas, que os redistribuem ao segmento dos pobres que não podem pagar e dos picaretas que não querem pagar. Dessa forma distribui-se uma margem adequada de lucro que tenta compensar a inevitável distribuição que acontece pela web.

  2. No mês passado fui convidado pelo Inagaki para a cabine de Terminator 4. Não pude ir, por motivo de força maior, mas ri muito com as recomendações de segurança.

    Pelo menos uma semana antes dessa cabine já havia arquivos de boa qualidade do filme, filmados dentro de cinemas, rodando pela internet.

  3. Tô dando a F5 nessa página a cada minuto esperando você dar sua opinião sobre o filme. Curiosidade tá matando aqui, você posta hoje ainda? Se sim, avisa pelo twitter: @iagosaguiar , vlw

    Resposta do Mauricio: Iago, hoje não vou conseguir mais escrever. Aviso pelo Twitter, pode deixar. Obrigado.

  4. Hilário!!! Se alguém me contasse eu não acreditaria! Algum jornalista até pode fazer esse tipo de coisa, mas, assim como programas de computador, muitas vezes as cópias piratas saem é das próprias empresas. Enquanto os seguranças vigiam jornalistas, alguém pode estar comprado uma única cópia em outro lugar, que vai virar 1.000, 10.000… Além do mais, quando o DVD desse filme chegar à loja será imediatamente adaptado para o mercado alternativo da diversão, leia-se DVD pirata.

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