Sobre o “chupa” no Twitter

Sobre o “chupa” no Twitter

O sucesso do movimento que emplacou a palavra “chupa” como a mais mencionada no Twitter depois da partida entre Brasil e Estados Unidos me lembrou que usei exatamente esta palavra no esforço de explicar o sucesso do diário “Lance!”.

Em “História do Lance! – Projeto e prática do jornalismo esportivo”, recém-publicado, uma das questões que enfrento diz respeito ao público do jornal, hoje o principal diário esportivo do país. Relato no livro que o objetivo inicial, em 1997, era atingir um público jovem, de classe média, mas o jornal alcançou sucesso junto a outros públicos também. Com base em dados estatísticos disponíveis, e analisando o conteúdo do jornal, bem como as cartas enviadas ao “Lance!” nos seus primórdios, eu escrevo:

“Imagino que um leitor do Lance! é o jovem de classe média abonada, que vai à janela do apartamento gritar “chupa!” quando seu time ganha e, dessa forma, mantém-se à distância, protegido, de um outro leitor do jornal, o jovem de origem humilde que passa embaixo, na calçada, e não pode alcançá-lo. A julgar pelas cartas enviadas ao jornal, esses dois universos comungam de vocabulário limitado e acreditam que o jornal não apenas é uma fonte de informação esportiva, mas um espaço para tripudiar dos colegas e, eventualmente, conseguir uma camisa autografada do seu ídolo.” 

9 Replies to “Sobre o “chupa” no Twitter”

  1. Amigo, um dos motivos da disseminação da palavra chupa ontem foi devido a um comentário no twitter do Ashton Kutcher @aplusk, que obviamente usou um tradutor inglês-português de internet para mandar uma mensagem à população brasileira após a final da copa das confederações

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