Elba de Pádua Lima, o Tim (1916-1984), foi, até as 15h, o técnico mais citado pelos leitores em resposta à pergunta: quem deveria fazer parte da seleção de maiores técnicos brasileiros. Teve 17 votos. Em seguida, aparecem Claudio Coutinho (1939-1981), com 15 votos, seguido por Carlos Alberto Parreira, 13 votos, o argentino Filpo Nunez (1920-1999), com 11, mesmo número de votos que Aymoré Moreira (1912-1998) e um a mais que Zezé Moreira (1917-1998).
Para se ter uma idéia da dificuldade da tarefa enfrentada por Mauricio Noriega em seu “Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro” (Contexto, 256 págs., R$ 35), foram citados 51 nomes na breve enquete colocada na manhã desta quinta-feira aqui no blog.
Pedi a Noriega para comentar os resultados da pesquisa. Eis a entrevista:
Você poderia comentar, separadamente, a respeito dos seis técnicos mais citados pelos leitores como merecedores de serem incluídos numa relação dos maiores do futebol brasileiro? Vamos começar pelo Tim:
Tim foi espetacular, mas como decidi pelo critério dos títulos a partir dos torneios nacionais, entendi que havia outros grandes treinadores com conquistas nacionais e também muitas inovações, como Minelli, por exemplo. Tim teve poucas conquistas como técnico de clube, embora seja citado como grande estrategista. É o que sempre digo, para falar bem de alguém não preciso falar mal de outrem. Foi uma questão de critério. Jamais de desprezo a alguém.
E Claudio Coutinho?
Coutinho morreu antes de se firmar como grande técnico e ter muitas conquistas, o que fatalmente teria.
Parreira?
Parreira é um grande conhecedor de futebol, mas acredito que mesmo vencendo uma Copa seu impacto como treinador no futebol brasileiro não tenha sido tão grande.
Filpo Nunez?
Filpo, espetacular também, mas entendo que os outros, dentro do meu critério, também foram.
E os irmãos Aymoré e Zezé Moreira?
Aymoré, pelo que ouvi e pesquisei, era um estrategista brilhante. A Zezé se atribui a introdução da marcação por zona no Brasil, embora seja difícil comprovar isso historicamente. Também ganhou a Libertadores de 76 com o Cruzeiro, tirou o São Paulo da fila, enfim, fez história. Mas entrou em cena o diabo do critério e, claro, uma visão de comentarista que, reconheço, é mais do final dos anos 60 até hoje.
O nome mais rejeitado pelos leitores foi o do Zagallo. Muitos argumentam que ele “pegou o time pronto” em 1970. A que você atribui essa rejeição?
Não consigo entender a rejeição ao Zagallo. E historicamente é um equívoco dizer que ele pegou a Seleção pronta. Ele mexeu muito no time, em especial na questão do meio-campo, e resolveu a questão de colocar tanto camisa dez de clube, todos craques, numa mesma equipe. Se assim fosse, Coutinho também pegou um trabalho pronto do Brandão em 77. Acredito que as pessoas tenham essa rejeição ao Zagallo pelo fato de Saldanha ter saído pelas evidentes conexões políticas, por ser um homem de esquerda dirigindo um símbolo nacional utilizado por um governo ditatorial. Ficou a imagem do Zagallo ligado ao regime militar, mas isso é uma tremenda injustiça. Como técnico, Zagallo é tremendamente respeitado fora do Brasil. E o que ele fez em 70 está aí até hoje. Todo mundo joga igual.
Você concorda com a crítica de alguns leitores que a sua lista é “regional”, ou seja, não olha para o Nordeste do país?
Discordo. Como tomei como uma base de critério as conquistas nacionais, evidentemente há um predomínio do Sudeste, principalmente. Levantei 75 títulos de caráter nacional disputados desde 1959: 31 foram conquistados por times de São Paulo, 17 por equipes do Rio, 11 por gaúchos. O futebol nordestino tem 4 títulos. Mas Ênio Andrade e Muricy, por exemplo, têm conquistas importantes pelo Náutico que são aqui citadas. E considero Evaristo de Macedo um excelente treinador. Como sempre, é o danado do critério. E cada um tem a sua lista, a minha está longe de ser incontestável.
Um leitor bem humorado pede para você fazer a lista dos 11 piores técnicos do futebol brasileiro. Você poderia citar algum?
Rapaz, que coisa.rsrsrs Só 11? Hehehe.

Aprecio muito otrabalho do Noriega na SPORTV, mas não posso concordar com a ausência do Tim em detrimento de um critério q presenteou uns ou outros sem grande significância para o futebol brasileiro.
Todo tecnico tem sua época, assim como a mudança de taticas quer ver um exemplo um dos maiores tecnicos do BRASIL p/ mim chamava-se TELE SANTANA mas foi quem acabou com os pontas no futebol vai dai que temos hoje novos tecnicos bons como Renato Gaucho, MARCIO FERNANDES entre outros por isso cada um na sua época
Mauricio, parabéns pelo excelente post, muito bacana essa iniciativa de atualizar o blog quase que em tempo real dialogando com os comentários do post anterior e ainda entrevistar o Noriega. Internet é isso aí, mandou bem.
O Zagalo já era tecnico do Botafogo quando foi escolhido para a seleção e, depois de 70 ele foi campeão por diversos clubes. Como jogador ele era incansável e superou, em todos os treinamentos, aos fabulosos Pepe e Canhoteiro, na seleção de 1958. O Coutinho só participou da seleção de 78, onde o Parreira era auxiliar de preparação fisica. O Aymoré foi bom como goleiro mas como tecnico perde para o mano ZeZé que era mais estrategista.
E o Luiz Felipe Scolari?! [:o]
Não entendo muito de futebol,mais gosto muito do Felipão.
Mauricio,
Listas de melhores e piores são ótimas para mesa de bar. E ponto.
Sendo assim, não é nada pessoal, mas eu acho que a lista do colega é muito, mas muito fraca. Dá a impressão que viu pouco futebol e leu muito menos sobre o assunto.
Além do Tim, é impossível, numa lista de 11 técnicos maiores técnicos do futebol brasileiro, o esquecimento de alguns nomes. Pelo menos estes: Gentil Cardoso, Flávio Costa e, sim, Zezé Moreira. O Noriega minimiza a carreira do Zezé
Estamos falando de um período de quase 110 anos, pois este é o tempo de vida do futebol brasileiro, não é mesmo? Passar uma linha antes de 1958 é mais do que arbitrário. O futebol brasileiro não começou ali. Por óbvio, chegou ao cume ali. Como chegou lá?
Até Adhemar Pimenta, que dirigiu a seleção de 1930 e fazxia os jogadores treinarem de meião e chuteira na beira da água, no Leme, reforçando a musculatura dos atletas desse jeito curioso, contribuiu para 58 e o resto.
Vale mais do que Enio Andrade, ou Luxemburgo, ou Felipão ou Muricy.
Lista é lista, mas a do Noriega é um desserviço aos jovens que possam se interessar pela linda história do futebol brasileiro.
Abrs.
Resposta do Mauricio
Valeu, Zé Paulo. Muito obrigado pela observação. Além do problema que vc aponta, acho que tem uma outra pauta no seu comentário: a onda de livros de futebol com listas de “Dez mais”.
faça um trabalho sobre a contribuição de cada um ao futebol,como taticas ,jogadores lançados times mediocres que dão certo,etc…
A memoria é fraca do brasileiro.
Telê Santana e Vicente Feola não entra nesta disputa, Brandão, Jair Pereira e outros.
MAURÍCIO
NA SUA ENTREVISTA COM O NORIEGA FICOU CLARO PARA MIM UMA COISA:
CRITÉRIO UTILIZADO SÓ SERVE PARA EXCLUIR E NÃO PARA INCLUIR, SEGUNDO O GOSTO DO FREGUÊS, QUERO DIZER, DO AUTOR.
A JUSTICIFICATIVA PARA EXCLUIR ZEZÉ MOREIRA DA LISTA SERVIRIA PARA EXCLUIR O BELA GUTMAN, POR EXEMPLO.
FALTOU ESCLARECER TAMBÉM PORQUE CONSIDERAR 1958 COMO O ANO EM QUE PASSOU-SE A TER UM “FUTEBOL BRASILEIRO”.
PORQUE?
SAUDAÇÕES VASCAÍNAS
P.S.: E COMETI UM ERRO NO COMENTÁRIO QUE ENVIEI ONTEM: DISSE QUE MARTIM FRANCISCO TERIA TREINADO O REAL MADRID, QUANDO NA VERDADE TREINOU O ATHLETIC BILBAO.
COM CERTEZA O GRANDE TELÊ SANTANA,QUE SOUBE COM-DAR VARIOS TIMES DE FUTEBOL,PRINCIPALMENTE O SÃO PAULO.
Prezado Stycer, uma vez mais agradeço o espaço dado ao meu pequeno livro. Jamais imaginaria que pudesse motivar um comentário tão rançoso e carregado de preconceito como o do Kupfer. Talvez seja o coração tricolor carioca, grato ao Zezé Moreira, grande ídolo do Mestre Telê.
Ou ele lê mal, ou o que é pior, não quer ler. Nunca diminui a carreira de ninguém, e tenho como mantra, como já disse a você, que para falar bem de alguém não preciso falar mal de outrem.
Não vou entrar no mérito de ver ou não ver futebol, porque seria covardia. Como filho de narrador (Luiz Noriega), acho que dos 7 aos 15 eu devo ter visto mais treinos e jogos do que ele na vida toda. Ler também é outra questão. Tem uma frase maravilhosa, acho que do Eugênio Gudin, que é algo assim: “Ler pouco é ruim, ler demais é pior”.
Mesmo tendo lido muito foi melhor poder ver treinos do Brandão, do Telê, do Luxemburgo no Bragantino, do Felipão no Grêmio, o Muricy treinando o Expressinho. Que dizer de um treino do São Raimundo em Manaus? Ou ouvir da boca do próprio Schiaffino histórias do Uruguai de 1950, em plena Montevidéu? Ou ver um jogo do Brown de Adrogué para falar da paixão do argentino pelo jogo de bola? Um Ponte Preta x Tunísia, um jogão da Série C.
Citar Adhemar Pimeta é fácil. Assim como citar Oswaldo Afonso de Castro como ponta do São Cristovão campeão de 1926. Citações servem para dar estofo supostamente intelectual a textos sem argumento. Falsa erudição.
Mas o intuito do livro era muito mais contar a história dos 11 perfilados do que esperar que todo mundo concordasse, o que nunca esperei, porque ao contrário do Kupfer, não passei na locadora e levei a verdade pra casa.
Talvez o Kupfer, economista que é, deva estar nervoso com essa profusão de equívocos dos gurus da área dele, que chutam mais torto que zagueiro ruim. Aí querem descontar no pessoal do fundão da redação, a raia miúda, ou seja: o esporte.
Nunca fui nem serei historiador. Tem gente muito mais capacitada para isso: Unzelte, PVC, Assaf, entre outros.
Fiz um livro de opinião baseado em pesquisa e, aí sim, em muita entrevista com gente que jogou com e ou foi comandada pelos 11 perfilados. Que não ficou teorizando ou copiando citações no conforto de uma bela cadeira e numa sala com ar refrigerado.
Nunca desmereci nem desmerecerei Zezé Moreira. Assim como ouvi de muita gente boa rasgados elogios, até maiores, ao irmão Aymoré e ao outro irmão Airton.
Bela Gutman soa estranho a alguns ouvidos, mas ouvi de jogadores e jornalistas que viram mais futebol do que nós três juntos que ele fez coisas que nunca ninguém tinha feito no Brasil.
Goste-se ou não do livro é um direito, agora chamar de desserviço é outra história.
Mas hoje vive-se esse momento curioso. Todo mundo quer escrever sobre esporte, em especial futebol. Ninguém quer ir a treino, fazer vestiário, entrevistar. Todo mundo quer dar pitaco, escrever coluna, falar na TV. Dá leitura, o cara te reconhece na rua.. Mas numa profissão em que tem livro de correspondente de guerra que nunca cobriu guerra, a gente espera de tudo.
Desde que com respeito e argumento, aceito toda crítica. Pode achar a lista fraca, ruim, um lixo. Mas talvez seja aquele velho ranço, ele de novo. Essa molecada pensa que é quem? No meu tempo é que era bom, que o futebol era bem jogado, hoje é tudo um lixo, uma porcaria. Bom era fulano, esses de hoje não jogam nada, os técnicos não sabem nada.
Certo estava o grande Nelson Rodrigues, que via muito mais o futebol. Mesmo pelos olhos dos outros.
Nelson Rodrigues também estava certo quando disse que a juventude o tempo conserta…
Intansigência não tem idade, cara botafoguense. E nem o tempo conserta. Só piora.
Maurício,
O Mauricio Noriega tem razão de ficar magoado com o meu comentário. Antes de qualquer explicação, porém, preciso deixar muito claro que ainda não li o livro e que tudo o escrevi se atinha à lista dos técnicos em si.
Embora tenha começado avisando que entendia todo o debate suscitado pela lista dele como conversa boa de botequim, peguei muito pesado pelo menos em dois momentos.
Primeiro, quando escrevi que a lista dava a impressão de que o autor viu pouco futebol e leu pouco sobre futebol. Não é disso, no fim das contas, que se trata e esta foi uma insinuação agressiva.
Depois, quando concluí que a lista prestava um desserviço aos jovens. No mínimo, uma incoerência com a constatação inicial básica de que listas de melhores e piores não servem para muito mais do que animar discussões de boteco.
Assim, por seu intermédio, peço desculpas ao Maurício Noriega. E espero que ele entenda que o pedido é público e sincero.
Lamento meu erro porque ele provocou duas coisas:
1) Interditou, no que me diz respeito, um debate sobre o tema em questão, que poderia ser bem legal;
2) Levou o Noriega a recorrer ao fígado e me acusar de tudo aquilo que me acusou de tê-lo acusado.
Por conta disso, ele também cometeu injustiças. Uma, a de me acusar de ser “economista” (?), de estar “nervoso” com os erros dos economistas (como se eu, jornalista de economia, tivesse pessoalmente algo a ver com as bobagens dos economistas, o que, aliás, é do meu trabalho cotidiano apontar). Analogamente à acusação que ele me fez, eu poderia achar que, quando eu e ele discordamos, é porque o Noriega está nervoso com o volume de besteiras ditas e feitas por técnicos, jogadores e cartolas. É óbvio que não é nada disso.
Outra injustiça, na minha opinião, ele cometeu ao me enfiar a carapuça de uma inaceitável discriminação das redações com as editorias que ele chama de “menores”, como a de esportes, com o que jamais concordei. Me acusa, sem qualquer base em qualquer realidade ou fato, de menosprezar os colegas das editorias de esportes. Logo a mim, que, como secretário de redação de jornais e revistas, sempre me coube, entre diversas tarefas, nas redações em que trabalhei, a supervisão das editorias de esportes.
Em resumo, na esperança de poder voltar, sem raivas e mágoas, ao debate da lista dos melhores técnicos do futebol brasileiro, reafirmo que, para mim, a lista do Noriega é muito paulista e muito focada em técnicos em atuação no momento. Pensando bem, talvez o que esteja pegando não seja a lista, mas o título dela. “Os 11 maiores técnicos do futebol brasileiro” é uma coisa. “Os 11 maiores técnicos que passaram pelo futebol paulista nos últimos anos, com algumas exceções de outros tempos” é outra.
Gostaria de encerrar como comecei: lembrando que nada dessa polêmica tem a ver com o livro do Noriega. Não li e vou ler, com a certeza de que é uma contribuição válida para o acervo da linda e emocionante história do futebol brasileiro.
+ + +
Para não perder o embalo da polêmica: o problema das listas de melhores e piores continua no comentário do Noriega ao meu comentário, quando ele lista jornalistas historiadores do futebol. Noriega menciona alguns dos melhores dos dias de hoje, mas deixa de fora craques mais veteranos, que, na minha opinião, deveriam vir na frente, como Orlando Duarte e, sobretudo, João Máximo, também na minha opinião, o maior deles.
Maurício,
À margem das réplicas e tréplicas com o Mauricio Noriega, que achou que eu era economista, porque escrevo sobre economia,
Não sou economista (apesar do diploma), mas jornalista. E há 42 anos ininterruptos. Embora preferencialmente dedicado, à partir de 1973, à área de economia, militei na imprensa esportiva, no Rio de Janeiro, entre fins dos anos 60 e início dos anos 70. Falar que desprezo a editoria de Esportes também doeu.
Fiz parte da gloriosa equipe do João Máximo Ferreira Chaves, no extinto “Correio da Manhã”, onde tive a enorme sorte de conviver não só como João, mas também com o Luis Roberto Porto, Zé Trajano, Fernando Calazans, Marcio Guedes, Victor Garcia e muitos outros grandes talentos, grandes figuras e grandes companheiros. Além de algumas das mais importantes lições de vida, lá, no Esporte, aprendi, com o João e os colegas, o que sei escrever.
Estava também na editoria de esportes do “O Globo”, no primeiro semestre de 1972, quando o jornal começou a circular aos domingos, inteiramente reformado por um grupo de grandes jornalistas, sob o comando do Evandro Carlos de Andrade. Naquela editoria de esportes, vindo do “Correio” com o Celso Itiberê, que substituiu o Ricardo Serran na chefia do Esporte, eu chefiava os redatores.
Lá convivi com outros grandes jornalistas, inclusive Nelson Rodrigues, citado pelo Noriega, que ocupava uma mesa vizinha à minha, e de quem bebia as histórias e as frases maravilhosas, com o bônus de celebrar as vitórias e chorar as derrotas do nosso Fluminense.
Isso sem falar nos períodos em que, já em São Paulo, como secretário de redação de jornais e revistas, fui responsável pelas editorias de esportes, nas quais coordenei, diretamente, várias e várias coberturas de grandes eventos esportivos de vulto.
O jornalismo esportivo corre nas minhas veias e eu tenho imenso orgulho disso.
Prezados Stycer e Kupfer, acho que o espaço é demasiado nobre para polêmicas. Também peço desculpas ao Kupfer se cometi algum exagero o que, de íntimo, jamais foi minha intenção. Ficarei honrado se ele, assim como o Stycer, a quem respeito muito, também me der o prazer de ler o livro.
E me desculpo também pela informação errada. Sei que o Kupfer escreve – e bem – sobre economia e achei que também fosse economista.
E que maravilha o Kupfer ter trabalhado ao lado do Nelson. Se ele me permite, tenho uma inveja sem um pingo de maldade. Como sou filho de um grande jornalista da geração do Orlando Duarte, Luiz Noriega, que com o Orlando comandou uma equipe fantástica na TV Cultura, jamais desrespeitaria alguém do passado, porque eles pavimentaram o caminho que hoje eu trilho, e o fizeram de maneira brilhate.
Isso posto, peço ao Stycer que me consiga o e-mail do Kupfer para que eu tenha o prazer de enviar meu livro a ele e convidá-lo para a noite de lançamento, na certeza que ganharei mais um amigo.
Que, afinal, é o que importa na vida.
Bom feriado a todos.
Como idéia para um novo livro, poderia se fazer um trabalho sobre os grandes injustiçados que os nossos “professores” não deixaram firmar na seleção brasileira, tais como: Ademir da Guia, Dirceu Lopes e mais recentemente Juninho Pernambucano, sem falar na ausência de Roberto Dinamite como titular absoluto, quando o “gênio” Telê Santana deixou-o no banco, e escalou o “bonde” Serginho Chulapa, chutador de goleiro caído no chão. Infelizmente, não permitiram que se firmasse a dupla Zico & Roberto Dinamite, que certamente seria a maior dupla de atacantes desde Pelé e Coutinho.
Lico, Adílio, Luisinho do América, Edú do América, enfim, a lista vai longe. Obrigado pela atenção.
[...] Interessante debate entre Mauricio Noriega, Mauricio Stycer e os internautas sobre os melhores técnicos brasileiros de todos os tempos. Clique aqui para ler [...]
[...] quiser ler a polêmica na íntegra, basta acessar o post onde o debate foi travado e ir à área de comentários . Enviado por: [...]
Esse Silva não está com nada: DIZER QUE TELE FOI QUEM ACABOU COM OS PONTAS NO BRASIL… ESTÁ POR FORA DE TUDO… No Time de São Paulo, comandado por Tele e Bi Campeão MUndial no início dos anos 90, o lateral direito era o Vitor… QUAL ENTÃO ERA A FUNÇÃO DO CAFU, TAMBÉM TITULAR? PONTA DIREITA… Os meninos do Tele naquele time eram o Silas, o Muller e o Sidney… Silas era meio campo, camisa 10, no melhor estilo Zico… Muller é Centro-avante, daqueles que fazem gol até com bunda (decisão do MUndial de 92) e Sydney? SIDNEY MEU CARO SILVA, CAMISA 11, ERA UM AUTÊNTICO PONTA ESQUERDA… TELÊ TINHA PONTAS ATÉ NA SELEÇÃO: RENATO GAUCHO SEMPRE FOI PONTA DIREITA E EDER UM AUTENTICO PONTA ESQUERDA… Que tiro nágua, hein meu caro Silva…
Voces esquecem que Tele foi muitos anos tecnico, mas era um sonhador ingenuo, e por isso armou aquele time perneta da seleção de 82, assim indesculpavelmente ele só aprendeu a ser realista e ter o pé no chão no pós 86, depois de mais uma burrada não levando renato no auge da forma…..ato parecido com o de C.Coutinho em 78, ao não levar Falcão!
Se as preferências dos leitores esbarram no “danado do critério” adotado pelo Noriega, por pode haver uma conclusão: o critério adotado foi uma merda…
Não sou jornalista, não sou redator, comentarista e por ai vai.. Mais a única coisa que percebo é que a discordancia se trata de bairrismo e time de coracão. Segue um exemplo, Murici, muitos falam porque ele e bla bla… a maioria que fala isso é porque torce para outro time a não ser o são Paulo, imaginou um corinthiano falando isso? ou um Carioca. Cada um tem sua opiniao, seu ponto de vista, por’em, ninguem separa a emocao ou bem melho sentimento na hora de opinar. Para mim esta perfeito a eleicao dos 11, se fosse discordar nao ia tirar nenhum e somente incluir, seja o fulano do outro estado ou do time rivar.
Abs Renato
A maior ausência, em minha opinião, é a do técnico mais importante da história do futebol brasileiro: Flávio Costa. Ele ficou marcado pela derrota de 50 e pelo dia em que botou Gérson para marcar Garrincha.
Esquecem do time memorável que armou no Flamengo, em 38, com Leônidas e Domingos. Esquecem do time ainda melhor, tricampeão de 42-43-44, com Zizinho no comando.
E esquecem do “Expresso da Vitória”.
Esquecem também que, com ele, pela primeira vez o Brasil perdeu o medo da Argentina. Ganhou a Copa Rocca de 47, com aquele que Armando Nogueira considera o maior ataque da Seleção em todos os tempos: Tesourinha, Zizinho, Heleno, Jair e Ademir. E quando a Argentina tinha sua maior seleção em todos os tempos.
Ele mudou a forma de a Seleção jogar e, também, a forma como encarava os adversários. Com ele, o Brasil não foi campeão do mundo. Mas se tornou grande.
Considero o sr. Noriega um comentarista muito fraco e sem crtério algum. A lista é um é um reflexo. Não colocar Zezé Moreira é o fim da picada. Esse livro de graça ,já é caro.
esse costume de eleger os top ten…..tem sempre que ficar claro,como uma opiniao pessoal do autor…porque sempre se comete muitas injustiças, e fica enorme ressentimento entre os esquecidos,e os que discordam dessa lista,trazendo muita negatividade ao autor…
o dia que PARREIRA for técnico, vou montar um time só de chuchú…