Twitter: muito além do diário virtual

Twitter: muito além do diário virtual

Coloque no Google a pergunta, entre aspas, “Para que serve o Twitter” e você encontrará 45 mil entradas. Faça a pergunta em outras línguas e descubra que esta é uma dúvida mundial. Com 14 milhões de usuários, o Twitter é uma febre, de fato, mas a sua real utilidade ainda intriga muita gente – não apenas quem observa o fenômeno de fora, mas mesmo entre os que usam o serviço.

O que nasceu como uma rede social, congregando pessoas dispostas a partilhar com outras, em 140 caracteres, os seus hábitos mais miúdos, rapidamente mostrou inúmeras outras potencialidades. Acho, mal comparando, que é uma trajetória semelhante à dos blogs, que nasceram como “diários virtuais” e hoje são utilizados de formas variadas e criativas.

Em busca, como tantos outros, de respostas a este fenômeno o “New York Times” desta terça-feira relata curiosos usos do Twitter. O jornal observa que essa descrição comezinha de hábitos (“acordei de mal humor”, “almocei um espaguete”, “fui ao cinema ver…”) pode soar totalmente sem graça aos olhos exteriores, mas se analisada em conjunto com outras descrições pode ajudar a compreender hábitos.

Assim, lê-se que empresas como Starbucks, Whole Foods e Dell estão de olho no Twitter, no esforço de entender o que os seus consumidores estão pensando e, eventualmente, adaptar as suas estratégias de marketing.

O Starbucks agora aceita críticas e sugestões enviadas para a sua conta no Twitter. Recentemente, também usou a rede social para desmentir o rumor que iria parar de enviar café ao Iraque em protesto contra a guerra. A Dell observou, lendo o Twitter, que os clientes reclamavam muito da proximidade de duas teclas no teclado do seu modelo de laptop Mini 9 e, em função disso, resolveu o problema no modelo Mini 10. 

O jornal também conta a história de Corey Menscher, estudante de New York University, que desenvolveu o Kickbee, um aparelhinho com sensor, que envia um alerta ao Twitter cada vez que o bebê na barriga da sua mulher dá um “chute”. O estudante estuda vender o produto.

E, com a mesma lógica, cogita-se desenvolver produtos semelhantes, que enviem dados e alertas a médicos sobre taxas de sangue, pressão etc de seus pacientes. O jornal relata o caso de médicos que usaram o Twitter recentemente para trocar informações durante uma delicada cirurgia de remoção de um tumor no cérebro, num hospital em Detroit.

Mais conhecida, e sempre citada, foi a experiência de trocar mensagens por Twitter em uma situação de emergência, os atentados em Mumbai, na Índia, em novembro do ano passado.

O Twitter também já está sendo usado como um centro de consulta em busca de informações úteis. Experimente colocar no ar uma pergunta qualquer (“onde posso comprar ingressos para o jogo Corinthians e São Paulo?”) e veja a as respostas que receberá.

Como de hábito, só não se sabe, ainda, como ganhar dinheiro com o Twitter – nem mesmo os seus criadores sabem direito.

Pessoalmente, tenho usado o Twitter para enviar alertas sobre textos que escrevo aqui, no blog ou no Último Segundo. Utilizei o serviço uma vez para comentar uma partida de futebol, diretamente do estádio do Pacaembu. Também vejo no Twitter as sugestões de leitores que outros colegas publicam. Se alguém tiver uma sugestão de uso melhor, fique à vontade de enviar.

8 Replies to “Twitter: muito além do diário virtual”

  1. Idem Bruno!!!!
    Hell pra que serve ??? Só achei bonitinho a imagem de vários passarinhos carregando uma Baleina pelos “biquinhos” enquanto esperamos por vários minutos a atualização das coisas quando vários usuários tentam o mesmo e o sistema está lento e busy…..
    Mas até hoje me pergunto POR QUE E PRA QUE????
    Mais uma ferramenta pra nos manter viciados no mundo virtual!

  2. MAIS UM SITE DE FUTILIDADE E NULIDADES!!!!!!! HOJE EU ACORDEI TOMEI CAFE, COMI PAO E ESQUECI DE COMENTAR QUE TROQUEI DE ROUPA E LAVEI O ROSTO. A LÚ ME LIGOU FALANDO DE SUA DIARREIA, MINHA MOTHER TB LIGOU AVISANDO QUE O ALMOÇO DE DOMINGO SERA NA CASA DO TIO WALTER. QUANTA BESTEIRA QUE IMPORTANCIA HÁ NISSO?

  3. Inventaram também uma rede chamada skoob ( “books” ao contrário), que serviria para compartilhar informações sobre o mundo dos livros, mas achei um tremendo fiasco. Os livros no topo da lista dos mais lidos eram sempre Harry Potter e O Código da Vinci. O povo só enchia o perfil de livros e ninguém discutia nada.

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