Tyson, os Gracies e a arte da violência. Arte?

Tyson, os Gracies e a arte da violência. Arte?

Mostra SeloDois documentários programados na 33ª Mostra de Cinema de São Paulo recolocam em questão um tema espinhoso: boxe, jiu-jitsu e outras formas de luta podem ser consideradas esportes? Tanto “Tyson”, de James Toback, quanto “Os Gracies e o Nascimento do Vale Tudo”, de Victor Cesar Bota, defendem essa idéia com unhas e dentes, ao mesmo tempo em que as cenas violentas que exibem os contradizem o tempo todo.

“Parece um esporte brutal, mas é apenas uma técnica, uma arte”, defende Mike Tyson, a certa altura do longo depoimento que dá a Toback. Os diferentes integrantes da família Gracie que falam para a câmera de Bota enfatizam a idéia que o jiu-jitsu é uma técnica de defesa e que não é preciso ser forte e grandalhão para se sair bem numa briga.

O que poderia haver de mais brutal, no entanto, do que um boxeador arrancar um pedaço da orelha de seu rival numa luta? Ou ver um lutador caído no chão acertar um chute na testa do adversário, derrubá-lo e, na sequência, dar um soco no meio da sua cara?

TysonA brutalidade de Tyson, não é preciso ser psicólogo de botequim para notar, está intimamente relacionada à sua história de vida. E é dessa história que Toback tira a força do seu filme. Longe do esforço de objetividade, que caracteriza um documentário próximo do modelo jornalístico, “Tyson” propõe ao espectador um encontro íntimo com o ex-boxeador.

Falando para a câmera, sem ser interrompido ou confrontado com versões diferentes da sua, Mike Tyson conta a história tal como é capaz ou lhe interessa. Evita algumas questões polêmicas e possivelmente “reescreve”, ao bel prazer, diversos episódios, mas o seu relato é impressionantemente forte e comovente.

Tyson fala abertamente da infância na rua, dos primeiros assaltos, das primeiras temporadas no reformatório, até ser “adotado” por Cus D´Amato (1908-1985), que o treinou por alguns anos e o ensinou a administrar o medo. O treinador morreu um ano antes de ver Tyson se tornar, aos 20 anos, o mais jovem campeão mundial na categoria peso-pesado.

Segundo Tyson, D´Amato foi o único amigo que teve na vida. Cercado de “sanguessugas”, nas suas próprias palavras, avalia ter jogado fora mais de US$ 400 milhões ao longo do tempo – acredita ter sido roubado por todos os seus empresários, gastou milhões com indenizações, rompimento de contratos, multas etc. Mas não culpa ninguém. “Os sanguessugas se alimentavam do meu sangue e eu do sangue deles”, diz no filme.

GraciesJá os Gracies emergem do documentário de Victor Cesar Bota como uma família cujo destino de todos os homens parece traçado antes do nascimento: ter um nome iniciado com a letra “R” e ser lutador – de jiu-jitsu, luta greco-romana ou vale tudo.

Desenvolvida nos anos 30 do século passado pelos irmãos Carlos e Helio Gracie, a técnica brasileira do jiu-jitsu vai desembocar, 60 anos depois, no Ultimate Fighting, que tanto sucesso faz nos Estados Unidos e Japão.

Filhos, sobrinhos e netos dos patriarcas, como Rolls, Rorion, Rickson, Royce, Royler, Renzo e Ryan Gracie, desfilam pela câmera, exibindo seus talentos na arte da porrada e mostrando que a família está mais desunida do que nunca tanto em relação à filosofia por trás da luta quanto nos negócios.

O filme resgata boas imagens de arquivo, especialmente os desafios de luta-livre no Rio e em São Paulo nos anos 50 e os treinamentos do clã Gracie nos anos 70. O que mais impressiona, no entanto, são as imagens de um filme caseiro, que mostra dois alunos de academias rivais, ambas mantidas por Gracies, brigando ao ar livre, de sunga, no jardim da casa de alguém, cercados de espectadores. A certa altura, alguém quer interromper a luta, que já produz ferimentos com sangue nos lutadores, mas é impedido por outro espectador. E a briga continua.

“Tyson” tem mais três sessões na Mostra: terça-feira (27), às 12h, no Unibanco Artplex; sexta (30), às 14hs, no Cine Bombril, e domingo, (1/11), às 23h40, no Unibanco Artplex. Mais informações, e um trailer do filme, no site da Mostra.

“Os Gracies e o Nascimento do Vale Tudo” têm mais duas sessões na Mostra: segunda-feira (26), às 13h30, no Unibanco Artplex, e sábado (31), às 14hs, no Cinema da Vila. Mais informações, e um trailer do filme, no site da Mostra.

77 Replies to “Tyson, os Gracies e a arte da violência. Arte?”

  1. Bom dia.
    O Jiu-Jitsu esportivo é hoje uma modalidade bastante valorizada e praticada em todo o mundo, abrindo portas e oportunidades únicas para vários brasileiros terem uma vida digna.
    O que os Gracies fizeram para que o esporte fosse o que é hoje, faz parte da história.
    Temos no Jiu-Jitsu uma ferramenta eficaz para socialização e desenvolvimento de crianças e jovens e, quando trabalhado da maneira correta, guardando os valores esportivos fundamentais, torna-se de grande valor.
    Procure conhecer a realidade do esporte e perceberá que o que falo é a mais pura verdade.
    Grato pela atençao.
    Jesus te abnçoe.

  2. o jiu-jitsu passa a ser uma arte quando as pessoas treinam como forma de aprendizado, defesa e até mesmo por competições em campeonatos, no entanto, é dificil controlar algumas “pessoas” que utilizam dessa arte macial para brutalidade o que tem ocorrido bastante. Há muitas dispusta entre academias, e vezes os proprios mestre acabam incentivando essa disputa, para ver quem é o melhor. Já no meio do vale tudo concerteza é mas facil se tornar brutalidade, pois tira sangue dos adversarios, mas tem gente que gosta, fazer o que? portando que seja num ring, sem problema, até mesmo muitos ganham a vida dessa forma.

  3. Tyson sempre foi um pitbull adestrado. Apesar da orientação que teve, não perdeu os instintos selvagens.
    Já os Gracie criaram um estilo de luta. Assim como existe o Judo, Karate etc… Depois dos Gracie, existe o “brazilian jiu-jitso”
    Royce Gracie por exemplo foi campeão dos UFC 1, 2 e 4 sem dar um simples soco e até hoje, com mais de 100 UFCs realizados, Royce ainda é citado como uma LENDA!

  4. Esse 1 milhão de reais que um idiota pagou pela camisa do Ronaldo vai ser destinado a caridade. Procura se informar antes de falar besteira sobre as pessoas, neste caso, do Eike Batista, um dos, senão o empresário mais bem sucedido do Brasil. A inveja é uma merda mesmo.

  5. Bananas e laranjas. A mordida não faz parte do Box, e a porrada livre não faz parte do jiu-jitsu. Particulamente, detesto luta, por esporte ou por agressividade. E acho o Box e as inevitáveis lesões cerebrais pelos choques algo totalmente medieval e condenável. Mas o Ultimate Fighting não derivou da técnica dos Gracie, que foi desenvolvida para dar aos mais fracos capacidade de defesa contra os mais fortes – uma luta de imobilização pode ser “jogada” com técnica e força e sem um único golpe sangrento. Não tenho a menor atração por situações de contato direto com homens suados.. rs… e aquilo de “passar a guarda” parece mais sexo sem sexo.. rs.. mas acho que nesse post o blogueiro quis falar de algo que não conhece, baseado num documentário, e se perdeu….

  6. Você é gay? Não quero dizer gay, no sentido homossexual, mas gay no sentido de fricoteiro, maricas, deslumbrado, maria-vai-com-as-outras, fofinho da mamãe etc.

  7. ola querido amigo jornalista primeiramente gostaria de dizer que discordo e muito de suas palavras…vc que esta acostumado a fazer materias sobre ´´n´´ assuntos deveria se informar mais sobre a arte suave….jiu jitsu pra vc que é leigo no assunto…e quero lhe dizer..que entre familias existem divergencias ou sera que só a sua é que seria perfeita?…seja como for se informe e faça o que sabe fazer…se não souber ao menos pergubte..por que é mais facil criticar do que aprender..obrigado e que DEUS te ilumine…e tem mais faço parte da gracie barra do rio e tambem da rayb gracie team…obrigado

  8. Seja o jiu-jitsu, seja o boxe ou qualquer outra forma de “arte marcial” pode ser usada tanto para o bem, quanto para o mal tudo depende principalmente do praticante…o triste é que estas ficaram maculadas por causa de episódios ocorridos ao longo dos tempos,…

  9. Jiu-jitsu é um excelente esporte que meu filho pratica a dois anos, a indicação foi de uma analista que deu essa idéia para tentar domar um pouco da hiperatividade, o professor é excelente e já percebemos algumas melhoras (pelo menos ele chega tão cansado que perturba menos), fez amigos lá e apesar de ser um esporte solitário existe um clima de time com o resto da academia.

    O problema são os loucos que atrapalham, mas isso existe em qualquer lugar, até padres fazem bobagens.

  10. Respeito os que praticam estas brutalidades e consideram arte, no entanto tenho o direito de não gostar e também de não considerar arte, além do que vem misturado com o fanatismo religioso que para mim é outra brutalidade e uma afronta a inteligencia humana.

  11. DESDE PEQUENO OUÇO FALAR NOS GRACIE S, AQUELA FAMÍLIA ONDE É CULTIVADA UMA CARACTERÍSTICA MUITO TÊNUE ENTRE SELVAGERIA, BRUTALIDADE ,IGNORÂNCIA E…….ESPORTE ! …..ESPORTE ?

  12. O BOXE E O JIU JITSU..SAO ESPORTES É PONTO FINAL…AGORA EM TODO SEGMENTO EXISTEM PARASITAS E MAL INTENCIONADOS..NO FUTEBOL TEM EMPRESARIOS QUE TRAFICAM MENORES PARA EUROPA E ASIA…O CHELSEA CLUBE MAIS RICO DO MUNDO VAI FICAR UMA LONGA TEMPORADA SEM CONTRATAR NENHUM MENOR…ENTAO O JORNALISTA COMO ALGUEM DISSE SE PERDEU EM UM DOCUMENTARIO,,,,,A COMO VCS EXISTEM MUITOS JORNALISTAS QUE SAO UMA M#@$@$….E EXITEM UNS POUCOS BONS E CORRETOS…E QUEM ACHA ESTES ESPORTES VIOLENTOS,,,,DEVEM PEDIR O LINCHAMENTO DO JORNALISTA DATENA E TANTOS OUTROS QUE EXPLORAM A MISERIA, BANDITISMOS E OUTRAS MAZELAS DE NOSSO PAIS…POIS ESTE JORNALISTAS SIM VAO F%#%@%

  13. a violencia esta prsente em todos os esportes, mesmo naqueles em que nao existe contato fisico, acontece das equipes se engalfinharem, por conta da competividade. O que nao se deve eh recriminar este ou aquele esporte apenas porque algumas pessoas fazem mau uso dele, o que eh realmente inconcebivel. Mas na verdade todas as modalidades esportivas sao nobres e sao consideradas indispensaveis na formacao do carater do ser humano , onde aprendemos a conhecer os nossos limites e a respeitar o proximo. Infelizmente os maus profissionais estao presentes em qualquer atividade humana,

  14. Essas lutas como boxe , jui jitsu ou outra do tipo devem ser analisadas dentro do ambiente do esporte.

    se o cara a utiliza como forma de agredir o próximo é outra história que infelizmente mancha negativamente esses esportes.

  15. O “Brasilian Jiujitsu” nasceu a partir do Judô. Mistsuo Maeda, discípulo de Jigoro Kano (criador do Judô) saiu do Japão e veio para o Brasil para difundir o Judô. No ínicio dos anos 30, ele viajou por alguns estados brasileiros entre os quais São Paulo e Pará. Neste último, Maeda encontrou um circo onde pode divulgar a eficiência e eficácia do Judo quando aceitou desafios de lutas, vencendo todas. Ensinou a arte/caminho gentil, ou seja, Judô (JU=GENTIL; DO=ARTE ou CAMINHO) aos filhos do dono do circo, como forma de gratidão. O nome dos filhos eram Carlos e Hélio Gracie. Isso mesmo: os Gracie. Mudaram os nomes da maioria das técnicas, mas, quanto a técnica, essencialmente é a mesma coisa. Quanto a filosofia, são totalmente divergentes! Judô prega a paz, o autoconhecimento, HUMILDADE, o respeito por si e pelos outros, entre outras. Vejo os lutadores de Jiujitsu, que significa, ao pé-da-letra, flexibilidade (jiu) e técnica/perícia (jitsu). Resumo da ópera: Jiujitsu é a cópia do Judô, porém são filosofias divergentes.

  16. RAPAZ, É POR CAUSA DESSES TIPOS DE “REPORTAGENS” QUE FACILMENTE SE APROVA A NÃO EXIGÊNCIA DE DIPLOMA DE NIVEL SUPERIOR PARA JORNALISTAS. TAIS “PROFISSIONAIS” NÃO SE APROFUNDAM NO ASSUNTO ANTES DE ESCREVER E SE ACHAM NO DIREITO DE JUGAR O CONCEITO DO QUE É VIOLÊNCIA. VEJA BEM, FAZER COMPARAÇÕES ENTRE TYSON E GRACIE É O MESMO QUE COMPARAR JESUS COM ZÉ BAIXIM. NOBRE BLOGUEIRO, É BOM ESTUDAR UM POUQUINHO ANTES DE ESCREVER SUAS “REPORTAGENS”. QUE COISA HEIN?

  17. Maurício, o vale-tudo ser considerado esporte e principalmente arte é realmente um exagero ; Mas o Jiu-Jitsu clássico e tradicional é realmente uma ARTE marcial e acho que não existe discussão ( ou não deveria existir, acho eu) quanto a isso. O Vale-tudo é que é uma subversão do Jiu-Jitsu e outras artes marciais em pról de associações com fins lucrativos e por isso devem ser reconhecido apenas como entretenimento ( de gosto duvidoso , é claro) para a grande maioria;Esse é o meu ponto de vista , como pouco conhecedor do Jiu-Jitsu, apreciador do Vale-Tudo mas racional quanto ás considerações aqui citadas.
    Resumo: Jiu-Jitsu=Esporte=Arte; Vale-Tudo=Entretenimento=Dinheiro

  18. Claro que é esporte……..se a conduta de um ou outro se desvia junto a sociedade não podemos jamais gereralizar a todos os esportista. Esporte é a convivência com disciplina e essas modalidades não fogem a isso.

  19. Contem outra. Essa historia que jiu-jtsu arte é pura balela. Sinceramente me enche o saco quando saio nas baladas e vejo um monte de bruta montes passando a mao na garota dos outros e ninguem faz nada porque eles sao “temiveis lutadores”. Até posso acreditar que existem pessoas honestas que praticam essas lutas com dignidade, mas infelizmente a maioria dos praticanetes degrada esse que poderia ser um “esporte” de orgulho nacional.

  20. A mordida não faz parte do Boxe, e a porrada livre não faz parte do jiu-jitsu.
    ESTUDE E PESQUISA ANTES DE FALAR MERDA, QUERENDO TIRAR ONDA DE INTELECTUAL.

  21. Este tipo de esporte pra mim só incita mais a violência, será que os jovens não tem outras maneiras de ocupar o tempo .

  22. Os comentários do Maurício Stycer são típicos de carioca que sobe o morro pra comprar maconha e faz passeata contra a violência.
    Jornalistazinho metido a intelectualóide de merda que não tem noção do que fala. Jornalista é assim mesmo: não entende de porra nenhuma mas quer falar de tudo com autoridade.

  23. Gostei do comentário do Claudio, leia faz sentido, o importante é quem pratica o esporte , e para que pratica.
    Não como estes babacas profissionais que fazem Jiu-jitsu
    para ficar dando porradas em danceterias e luaagres afins, se têm talentos vão lutar com os Anderson Silvas da vida.
    Vou falar sem conhecimento de causa, um bom ponta de queixo derruba qualquer faixa preta de Jiu-jitsu, hoje os Greices não lutariam na UFC, não ganhariam de um Lyoto, Fender, Anderson silva, eles criam um ilusão de finalizar sempre no chão, mentira! pega um bom trocador, poeêm este aronas da vida e belfort que apagaram ,e até hoje tentam dar continuidade as sua carreiras. O maior noucate e endenter o que é esporte, e saber que a mentira um dia outro vai ser nocauteada, por que a técnica verdadeira sempre prevalecerá.

  24. A tentativa dos apreciadores desses esportes em classificar seus críticos como gays, maricas, frutinhas, dançarinos de ballet bem demonstra a proporcionalidade : quanto mais parrudos, mais atrofiado o cérebro.
    Os esportes, apesar de violentos, são dignos. Os praticantes é que acabam dando o caráter de violencia e bestialidade.

  25. Este tal de Mauricio Stycer é um ignorante e desinformado. Com certeza ele nunca viu uma academia de JJ. E no futebol é diferente? Marginais organizados e armados como se fosse à uma guerra se gladiando e se assaninando sem nenhuma regra. Vai se danar e procure saber primeiro de um assunto antes de escrever sobre ele. É a força da caneta…

  26. Não dá para afirmar que esta porcaria de Brazilian Jiu Jitsu é arte. Só enfrentaram adversários comuns. Não se tem conhecimento de um desafio esportivo de um dos adeptos do tal “esporte” contra um chinês de verdade, ou alguém de um templo budista. Pegar trouxa é facil né .

  27. “O que poderia haver de mais brutal, no entanto, do que um boxeador arrancar um pedaço da orelha de seu rival numa luta? Ou ver um lutador caído no chão acertar um chute na testa do adversário, derrubá-lo e, na sequência, dar um soco no meio da sua cara?”

    Resposta:

    Ver uma criança passando fome e não fazer nada a respeito. Usar dinheiro público de forma indevida. Traficar animais silvestres. Fazer guerra por recursos financeiros. A lista é longa… É fácil de responder.

    Morder a orelha foi errado. Foi fora das regras e desleal. Chutar alguém no rosto, dentro de uma boate, ou na rua é errado.

    Agora, dois profissionais treinados, bem pagos, que entendem as regras e sabem aonde estão se metendo se enfrentarem em um ringue, cercados de juízes e médicos… Isto é esporte.

  28. Como já foi dito, o Sr. Maurício Stycer se equivocou, para não falar outra coisa, com relação às Artes Marciais. Mas a mídia sempre conta aumentando um ponto, para criar um certo sensacionalismo, senão afinal de contas não estaríamos aqui debatendo à respeito. As Artes Marcias podem sim ser chamadas de esportes, porque se encaixam no contexto de denominação de esporte, tais como: ser regido por uma entidade, possuir regras, etc. Mas as Artes Marciais não são e nunca serão apenas esportes, porque envolvem muitas outras coisas, por isso se torna um “tema” tão polêmico. E mais, tudo que é feito com dedicação e empenho pode sim ser considerado como arte. Para exemplificar: o termo “Kung-Fu” inicialmente não representava uma arte marcial e sim estava relacionado com a dedicação ao fazer qualquer atividade! O termo wushu é que está mais ligado ao enfrentamento físico, etc. Uma obra de arte (um quadro), pode ser Arte e ao mesmo tempo não ter nenhum valor para uma pessoa.
    Espero ter contribuído e sem mais delongas procurem se informar mais sobre o tema Artes Marciais antes de “publicarem” as coisas à deriva, porque afinal de contas as Artes Marciais estão presentes em todo mundo e isso não é de agora, sem sombra de dúvidas!

    Uma pessoa pode ser agressiva ou não sendo praticante ou não de Arte Marcial…
    Obrigado e ainda bem que todos podem expressar sua opinião!

  29. Boxe, Jiu-Jitsu e Vale Tudo são modalidades de esportes com certeza, como: futebol, basquete, ballet e ect. Cada um escolhe a modalidade de acordo com suas caracteristicas. Meu perfil é de lutador, por isso, faço jiu-jitsu; o seu (Mauricio) deve ser de bailarina. Agora, me parece que vc esta falando de pessoas específicas que não é a realidade do genero do qual seus praticantes merecem respeito pelo trabalho, dedicação e inúmeros benefícios que proporcionam para milhares de pessas. Vai comentar do que realmente entende e pare de falar besteiras. Vc não foi feliz nessa materia!

  30. Sou raticante de Jiu-Jitsu há 10 anos e me incomodei com sua crítica descabida, preconceituosa e desinformada, referente a este esporte. Assim como nós temos que derrubar todos os esteriótipos de que nem todo comentarista de cinema é gay, você também deve saber separar o joio do trigo. O jiu-jitsu é o esporte que mais cresce no mundo e leva o nome dos brasileiros ao patamares mas elevados. O jiu-jitsu é ensinado até em escolas infantis.
    Seu preconceito e sua desinformação são tantos que você chega ao absurdo de comentar sobre a mordida do Tyson em uma luta… Que ebsurdo! Isto foi uma ação inusitada, infeliz e completamente fora das regras do boxe. Assim como exite “entradas” duras no futebol que merecem cadeia, como aconteceu há dois anos na Itália quando um jogaor local quebrou a perna de uma brasileiro (não me lembro o nome) causando fratura exposta.
    Ainda usando o futebol como exemplo, eu relato, pois moro perto da região do Morumbi, cenas de guerra de marginais armados (com paus, ferro, faca, bombas, etc.) se gladiando e tirando a vida de outros torcedores… Isso para você deve ser normal… Mas ninguém fala pois o futebol gira muito dinheiro, não?
    Certamentevocê nunca visitou uma academia de JJ. Faça uma visita a uma academia regularizada e procure conhecer melhor este esporte e, como comentarista, acredito que você deva se informar mais de um assunto antes de opinar sobre ele.

  31. tanto boxe qto o jiu-jitsu são ótimos esportes, o problema é o carater de alguns dos praticantes que usam o esporte para praticar o mal. assim como alguns reporteres usam o jornalismo para praticar o mal. para um reporte que “fala” uma coisa dessa, eu mesmo se eu pudesse morderia minha orelha até atingir o timpano pra não ter que “ouvir” isso.

  32. Eu acho importante ter esse tipo de esporte…muitas vezes uma pessoa que tem o temperamento mais violento ao se tornar praticante de um esporte desse tipo, acaba parando de ser, pq “canaliza” a agressividade apenas para o esporte. Na verdade a função de todos os esportes é essa…se esse tipo usa pancadaria, livre escolha dos participantes…mas para q não se tenha uso inadequado, tipo a pessoa acabar ficando mais violenta, é importante ter uma disciplina e filosofias por trás, tipo o kung fu, e artes marciais orientais…

  33. Curioso dizer que Maurício Stycer faz ” comentários típicos de quem sobe o morro para comprar maconha.” Ryan Gracie morreu por administração equivocada de remédios pouco depois de ser preso em virtude de tentar roubar uma motocicleta, sob o efeito de drogas. Mas ninguém está dizendo que quem luta Jiu-Jitsu é viciado. Logo, isso é falta de argumentação.

    O Jiu-Jitsu, em si, até poderia ser chamado de esporte, desde que como técnica de imobilização e defesa. Mas a partir do momento em que envolve ferimentos infligidos a alguém, não há como qualificá-lo assim, já que qualquer esporte pressupõe o aprimoramento físico e de habilidades, nunca agressões. O boxe, como já tem o objetivo inicial e final de um participante agredir ao máximo o outro, em hipótese nenhuma será esporte.

    De se lembrar que há menos de dois mil anos, homens eram enviados a arenas para digladiar, até a morte, em prol da diversão do povo. Que, sem dúvida, considerava o evento como um esporte, uma distração.

    Imagino o que dirão de uma luta de boxe nossos descendentes, quando virem algum vídeo dos dias de hoje, quem sabe daqui a 100, 200 anos.

  34. Precisamos ter cautela, quando tecemos comentários a respeito de um assunto que não conhecemos a fundo, porém, a arte marcial ensina a não violência e a resgatar valores éticos e morais tão esquecidos em nossa nova sociedade. Procuramos nos aperfeiçoar e treinarmos para que a cada dia possamos vencer o nosso guerreiro interior, que são as nossas inseguranças, medos, dúvidas, raivas, enfim nossas falhas, aí nos tornaremos melhores para podermos nos aperfeiçoarmos fisicamente, mentalmente e espiritualmente, este é o sentido original artes marciais. Um caminho de eterna busca e luta interior. Mas precisamos saber apresentar ao mundo este modelo de Arte Marcial tão pouco divulgado, para que as pessoas leigas não deturpem o verdadeiro sentido delas. Quanto aos Gracies, acredito que eles já ajudaram muitos jovens a sairem do caminho das drogas e da violência e apresentarem um modelo de saúde e opção de vida para muitas gerações. O vale-tudo, não é uma boa forma de apresentar ao mundo os diversos valores e segredos e o verdadeiro sentido das artes marciais. Os Gracies originariamente, trouxeram o segredo do jiu jitsu para o Brasil por meio dos ensinamentos do Mitsuo Maeda o “Conde Koma” e devemos muito a eles por isso, o que não podemos é deixar de divulgar o verdadeiro sentido das Artes Marciais e evitar divulgar à mídia o que pode gerar interpretações erroneas

  35. Gostaria de deixar meu depoimento. Em uma balada noturana em BH eu e minha namorada. Fui ao banheiro quando voltei dois lutadores estavam forçando a barra com minha namorada. Não sei lutar nada, mas até que gostava do esporte. Me bateram pra burro e deslocaram meu maxilar e estou processando estes marginais. Se são tão preparados não deviam agredir leigos neste assunto como foi meu caso. Eu só quiz defender minha dignidade e de minha namorada. Para mim não passam de marginais e esta arte não merece respeito. O nome colocado aqui foi fictício devido eu temer represálias ainda piores.

  36. O comentário do Marco Antonio é perfeito: nenhuma atividade que tenha como objetivo inflingir ferimentos em uma outra pessoa pode ser considerada esporte. Entendo que existem técnicas de auto-defesa que não têm por objetivo “finalizar” o oponente, mas sim proteger o praticante. Só não entendo a indignação dessa turma que pratica essas coisas contra os críticos. Oras, como já se disse, o Ryan Gracie infelizmente era dependente de entorpecentes e, além disso, muitos dos praticantes de lutas utilizam anabolizantes e congêneres, o que os torna ainda piores, pois isso, além de mal pra saúde, é trapaça. Mas o que me intriga é essa “birra” com relação aos gays. Essa turma sabe muito bem o quanto tem de homossexuais nessas academias. Aliás, muitas pessoas canalizam suas neuras sexuais por meio de esportes brutais (eu disse “esportes”?). Nada contra os gays, que são pessoas como outras quaisquer. Só não consigo entender esses tais “gladiadores” modernos….

  37. É impressionante a ignorância Brasileira. Todo cara folgado que troca socos em baladas é lutador de jiu-jitsu né? O mais engraçado é que no jiu-jitsu pra quem não sabe não se usa golpes como socos e pontapés. É tão estupido e preconceituoso pensar assim quanto pensar que todo favelado é traficante, toda mulher não sabe dirigir e que todo político é corrupto. Eu posso falar disso porque fui uma criança e um adolescente extremamente agressivo, fui expulso de escola por ser até violento, e graças a excelente idéia do meu pai de me colocar numa escolinha de JJ, hoje sou um cara extremamente tranquilo, nunca mais arrumei uma briga. Jiu-Jitsu é disciplina, é calma, ponderação e ainda ti ensina os verdadeiros sentidos de amizade e respeito ao próximo. Gente, fora do Brasil já somos vistos como ignorantes, selvagens e pessoas má intencionadas. Vamos nos mostrar diferentes né! Mente aberta pessoal .

  38. Angelo, voce foi muito correto em dizer que “Jiu jitsu trás valores esquecidos pela nossa nova sociedade”. Hoje em dia já não se existe mais respeito pelos mais velhos, não se tem mais respeito por ninguém. Já que é comparação vamos lá. O Tyson arrancar a orelha de outro cara é extremamente ignorante e prejudica a imagem do boxe como um todo, mas também não é um absurdo um jogador de futebol “meter” a mão na bola? Outro dia um jogo pela 2º Divisão do camapeonato Brasileiro fez um gol de mão. O juiz não viu (ou fingiu que não), deu o gol e por fim o outro time perdeu as chances de subir pra 1º por causa dessa derrota. Mas ao ver todo mundo acha graça. Oque ele fez , assim como o Tyson foi burlar as regras do jogo, trapacear, jogar sujo em prol da vitória. E o tal do Nelsinho Piquet, que fez oque fez. Pra mim trapacear é uma forma de violência. Mas isso tudo passa e a impressão que fica é que TODO boxeador arranca orelhas e TODO praticante de JJ briga em boate.

  39. AUGUSTO

    Você disse tudo!
    Parabéns. É isso mesmo.

    Não preciso acrescentar nenhuma palavra ao seu comentário! !

  40. Meses atrás eu assisti um filme em que um negro comete um assassinato. Seria justo então criticar toda a raça? A história do JJ é muito grande e não se pode se basear em um único filme contado por uma única familia que pouco serve de exemplo.

  41. Assim, como aconteceu com o Bruno França, eu fui uma criança extremamente violenta e agressiva na infancia. Até os 14 anos mais ou menos vivia envolvido em brigas de “gangues” em bailes contras outros jovens desconhecidos de outros bairros da minha cidade (esse era o unico motivo… serem de outros bairros). O que me fez mudar? o fato de mergulhar de cabeça nas artes-marciais.
    O jovem tem necessidade de sentir adrenalina e, brigar ou disputar é uma carateristica nossa… dos animais, uma coisa inerente ao ser humano. Portanto praticando artes-marciais você exercita essa necessidade, mas com regras e filosofia. O que forma sua personalidade à partir do momento que você aprende a canalisar essa agressividade para algo positivo.
    Só faz comentários contra as artes-marciais que nunca praticou nenhuma!!! Ah um detalhe, até podem existir maus profissionais, como exite no futebol, no hoquei, no boxe, na fomula 1 ou em qualquer profissão (polícia, medicina, judiciário, políticos, etc).

  42. O duro é ver gente que não conhece o esporte ter um espaço pra escrever sobre tal assunto, JJ, Boxe e qualquer outra ARTE MARCIAL é sim uma ARTEEEEEE, só quem entra num ringue sabe o quanto tem que se ter a maestria de atacar e ao mesmo tempo se defender, induzir o adversario ao erro, agora ver pela tv algumas gotas de sangue e ja sair julgando é coisa de gente ignorante, da mesma maneira que se tem o praticante pilantra de arte marcial tbm tem o reporter, o dentista, o chapeiro e etc….então o problema não esta no que vc pratica, mas sim nas suas atitudes.

    Sorte, Sucesso e Abraços!!!

  43. O Interessante é que todas as brigas de rua, cujos elementos são da classe média, coincidentemente todos são praticantes de JJ. Agora falando dos Gracie, eu já vi um praticante de ninjitsu do Ceara desafiando qualquer um deles para um combate e até agora não vi essa luta acontecer. Talvez eles não sejam tão valentes como se supõe.

  44. quando é um esporte de verdade, NUNCA o obejtivo é tirar o sangue do adversário. nas arts marciais, os lutadores quando disputam, não atingem o seu adversário. os pontos são dados pelo golpe, e não na consequencia do dano que causa. JUDO, KARATE, são artes marciais, Boxe e JJ não são. e afinal, duas caras de sunga , suados, parrudos, se agarrando, rolando pelo chão, e no meio das pernas do outro, e por vários minutos…sei não, na minha terra tem outro nome… rsrsrs é por isso que depois eles ficam calmos! vão jogar bola! rsrs

  45. O cidadão que escreveu essa pseudo-noticia deveria se informa melhor sobre o ESPORTE antes de escrever sobre ele.
    VALE TUDO NÃO É MAIS USADO, TERMO CORRETO É MMA.

  46. Creio q o cidadão Mauricio Stycer não sabe nada sobre o que ele escreveu.
    Mauricio Stycer estude ou……….

  47. É típica coluna de um moleque criado no apartamento, com tantas coisas mais importantes para se criticar no Brasil o cara vem levantar polêmicas ultrapassadas. Lamentável.

  48. Jiu jitsu é uma arte mas o boxe é muita violência os caras batem até o opnente cair ou ficar todo machucado.

  49. e não confundam jiu jtsu com vale tudo jiu jtsu é uma arte que consegue colocar a força do oponente contra ele mesmo e não dar socos e e ponta pés como o boxe e vale tudo.

  50. Não comparem lutador com moleques entram numa acdemia e que treinam dois meses e saem brigando pela rua usando o nome do jiu-jitsu. Lutador é um profissional que treina duro e com suor consegue o sustento de sua familia e merece respeito ,coisa que no Brasil não existe. Acredito que os criticos desses esportes nao conhecem o significado da nobre arte e ainda mais não saibam o quanto é dificil viver do esporte isso em diversas modalidades.

  51. Arte?Que arte?Só se for a da ignorância da violência gratuita.Ainda bem que estas ditas”artes” estão, ou vão cair em desuso e no esquecimento pois já nos basta a violência nossa de cada dia em assaltos, briga de trânsito e o resto.
    Qto. aos Tysons,Gracies, Belforts, e toda essa tribo chegada no uso dos bíceps como modo de vida,aqui vai a sugestão útil: PROCUREM ACULTURAR-SE MAIS, LEIAM, ESTUDEM FAÇAM ALGO EM PROL DO PRÓXIMO E DA HUMANIDADE.Usem mais a cabeça, (sem ser para dar cabeçada rs rs ).
    A vossa dita “arte” como muitas outras análogas(luta greco romana) vai desaparecer e será apenas lembrada em livros como algo péssimo,estúpido e sem utilidade para a cultura desenvolvimento e formação do ser humano.

  52. A filosofia da luta, a “arte”, o que seja, é uma coisa. Seus praticantes são outra. Errado falar que todo lutador arruma briga na balada, mas é certo que uma alta porcetagem de brigão frequentador da Vila Olímpia, em SP, e da zona sul do Rio são praticantes do Jiu-jitsu. Sei do que falo: pratico muay-thai como forma de condicionamento físico e já vi cada imbecil passando pela academia que, assim como armas, dá até a vontade, absurda, claro (ou não?), de ver esse tipo de esporte com uma regulamentação mais rígida sobre quem pode praticar.

  53. Quando meu filho começou a praticar jiu-jitsu fiquei preocupado com o que poderia ocorrer em razão de sua opção. Fui conhecer um pouco mais sobre o assunto e passei a acompanhar sua carreira um pouco mais de perto. Carreira?! Sim, carreira. Um atleta não se faz da noite para o dia. Exige disciplina, dedicação, discernimento, mas não é para todos. Depois de acompanha-lo por mais de quatro anos em competições(não foram brigas), minha esposa resolveu praticar também o jiu-jitsu. Como em toda atividade humana, percebo pessoas que usam de maneira inadequada o que aprendem no tatame, como advogados, engenheiros e médicos aparecem frequentemente nos noticiários por atitudes delituosas. O disvirtuamento dos ensinamentos é próprio do ser humano, seja em qualquer área de conhecimento ou atividade. Caso contrário eu poderia supor que quem já acessou um blog já conhece todos. É um erro que eu procuro não cometer. E viva a polêmica.

  54. Caros amigos ,acima de tudo devemos levar em conta a fundamentação filosófica presente naquilo que chamamos de arte marcial.O saudoso Grande Mestre Hélio Gracie,era com certeza um artista marcial,infelizmente seus descendentes em sua maior parte são apenas lutadores,nem mais,nem menos.Existe sim a arte marcial do Jiu jitsu,mas também existe a luta Jiu Jitsu.

  55. Vamos comentar um pouco sobre as artes marciais antigas, nos reportando ao periodo em que estilos de artes marciais chinesas, entraram em okinawa, como o estilo da garça branca, o estilo do punho do monje shaolim, o estilo do tigre negro, que foram precurssores do que hoje chamamos Karatê, em seus vários estilos. Nesta época, existiam muitos desafios em que os contendores muitas vezes morriam ou ficavam sequelados para sempre, não existia as competições esportivas como hoje em dia, com suas regras e cuidaddos especiais para não machucar o oponente. A massificação do karatê começa aproximadamente em meados de 1900, onde mestres como Itosu – Mestre de Gichin Funakoshi, Chomo Hanashiro e Kentsu Yabu, que foram protagonistas desta fase da história da divulgação, deram o chute inicial para que o Karatê se tornasse um esporte mundialmente conhecido. Como todas as mudanças têm um preço, e as vezes um alto preço, apesar da grande divulgação, e de ter sido criado métodos mais modernos para a sua transmissão nas escolas , surgiram muitas crtíticas, inclusive dentre elas a do grande Mestre Sokon Matsumura, mestre de Anko Itosu que criticou a retirada de técnicas tão importantes para a arte, conhecimentos antigos dos nossos ancestrais, técnicas poderosas, oriundas de um conhecimento antigo das ciências tradiconais chinesas, como a acupuntura, a fitoterapia, os estudos de Kyushos – pontos vitais, e outros conhecimentos da alquimia (antiga medicina) que se perderam com o tempo, tirando da nossa arte marcial o que tinha de mais precioso e sagrado, conhecimento este, que foi guardado por muitos séculos e com muito zelo por algumas famílias tradicionais de mestres de Okinawa. Hoje, a nossa arte marcial está em extinção, pois lhe foi tirada a sua essência, para termos no lugar, um mero esporte de disputas de ego, modificando o seu verdadeiro e original sentido de ARTE MARCIAL. Não acredito que esta tenha sido a intenção dos mestres, porém, o preço a pagar foi alto. Quando observo uma disputa de vale tudo e vejo um lutador profissional desferir uma série de chutes, socos, imobilizações e estrangulamentos, eu me pergunto o porquê, é uma demonstração de força, de vaidade de vantagens financeiras? Sabemos que para tirarmos um oponente de circulação, não precisariamos de tantas pancadas, apenas um toque, ou talvez uma leve pressão com a ponta dos dedos num determinado ponto de meridiano do corpo, fazendo a interrupção parcial do fluxo de sangue e oxigênio para o cerebro e não machucariamos tanto e teríamos mais eficiência na execução destas técnicas. Precisamos rever conceitos e resgatar estes valores perdidos, para termos de volta a verdadeira essência das artes marciais, aonde teríamos menos violência e mais eficiência , só aplicando estes conhecimentos, quando verdadeiramente nossa vida tiver em risco.

  56. Programa de debate exibido pela emissora MTV, fazendo menção a este tema extremamente controverso e preconceituado. Debate este composto por profissionais (especialistas) e expectadores contra e a favor de tais ESPORTE e ARTE…assistam! principalmente as pessoas com opniões nefastas às lutas de arte marciais, ou seja, os que nunca tiveram a oportunidade ou o privilégio de apreciar na prática uma “sessão” de aula de alguma arte marcial, com professores (mestres) de verdade preocupados em transmitir a “arte”, educando, disciplinando, socializando, preparando física e mentalmente para os desafios do dia-a-dia, enfim, assistam:

    http://mtv.uol.com.br/debate/videos/mtv-debate-vale-tudo-%C3%A9-briga-ou-esporte

    Obrigado, abraço!

  57. Ao observar os comentários feitos sobre o tema, notei que muitas dos textos aqui postados tem realmente uma colocação adequada, apenas para enriquecer, gostaria de dizer que as artes marciais não podem ser encaradas como violência, digo isso com aquelas artes em que o verdadeiro Budô (caminhdo do guerreiro) ainda é mantido e que não sofreu tanto o efeito das competições, pois, as competições tem seu lado positivo na divulgação e popularização das artes marciais, mas tambem, causaram uma castração técnica, para que alguns golpes que são realmente aqueles que definem uma situação real, não fossem usados nas competições para não causar uma morte certa e devido a segurança e integridade das pessoas que estão a competir. O tema principal envolve o Jiu jutsu uma arte marcial milenar de grande eficiência, mas que devido a uma forma distorcida de divulgação está sofrendo uma grande discriminação e tambem devido a alguns próprios praticantes da arte que não assumem uma postura marcial de guerreiro, pensando que guerreiro é aquele que desafia outro para mostrar o que sabe a qualquer custo e a qualquer uma pessoa. Desvirtuando dessa forma os principios marciais. Quando bem praticado e orientado é uma arte marcial muito eficiente e formadora de carater como as outras artes são. Infelizmente como ocorreu com a capoeira é uma arte que muitos associam a violência e que na realidade não tem nada haver. Os verdadeiros praticantes são pessoas educadas e equilibradas. Li o relato do Professor Angelo Rafael e concordo plenamente com as suas palavras e penso que as pessoas não devem generalizar e associar artes marciais com violência. Com o advento do vale tudo muitas pessoas começaram a achar que arte marcial era aquilo que viam na TV a cabo, nos DVD, mas nada disso tem haver com a essencia das verdadeiras artes marciais, onde não se pratica para ser campeão de um torneio, mas para ser campeão da vida. O verdadeiro praticante de arte marcial “luta para se aperfeiçoar, não se aperfeiçoa para lutar”.

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