O clichê, a frase feita, é o porto seguro do jogador de futebol. Fico impressionado como, dia após dia, eles repetem as mesmas frases para os repórteres, em resposta a perguntas que, também, não mudam. Esta semana, em que os times de São Paulo enfrentaram algumas dificuldades, foi um festival. Vejam alguns exemplos:
“Estou aqui para contribuir e ajudar a equipe”, disse Marcão, ao ser apresentado como novo jogador do Palmeiras. Que novidade! Imagine se ele falasse: Estou aqui porque sou jogador de futebol e preciso trabalhar. Mais uma coisa. Li várias referências a ele como “o experiente” Marcão. Atenção: jogador com mais de 30 anos (ele tem 33) e nenhuma outra qualidade digna de nota é sempre chamado de “experiente”.
Ainda no Palmeiras, Keirrison falou uma ótima essa semana: “Aprendemos bastante hoje contra o campeão da Libertadores, eles foram malandros. Nós que somos novos, vamos tirar proveito”. Alguém pode traduzir essa frase? O que o Palmeiras aprendeu com a LDU?
Na mesma linha, a explicação de Jean para a decepção do São Paulo na estréia da Libertadores é um festival de lugares-comuns: “Libertadores não aceita erro e desatenção. É preciso estar atento durante os 90 minutos para não perder foco, senão os adversários marcam mesmo. Temos que manter a concentração em qualquer bola”. E no Campeonato Paulista não precisa ficar atento? E no Brasileiro? E na Copa do Brasil?
No Corinthians, disputar cada bola como se ela fosse a última e demonstrar humildade conta muitos pontos junto à torcida. Não há um jogador que ignore isso, desde Ronaldo até o jovem Diego, que terá sua chance esta semana. “Estou pronto para ir a campo. Sou um jogador que dá muita raça e procura fazer o feijão com arroz , dando tranquilidade à defesa”.
No Santos, também, é preciso fazer média com a torcida, como pode-se ler na declaração de Leo: “Sempre me entrego de corpo e alma aos clubes que estou defendendo. Estou trabalhando para entrar no ritmo ideal o mais rápido possível e sinto que estou evoluindo”. Imagine se Leo não se entregasse de corpo e alma?
Saindo de São Paulo, mas indo ali perto, a Belo Horizonte, não posso deixar de comentar a primeira partida de Kleber no Cruzeiro. Jogador quando estréia em um time sempre elogia a torcida e o “grupo”. É tiro e queda. Ouça o que ele disse ontem, após a sua “participação especial” de 14 minutos, dois gols e dois cartões amarelos, na vitória do Cruzeiro sobre o Estudiantes: “Acho que o time está de parabéns e a torcida deu um grande exemplo de como apoiar o time”.
Para encerrar por hoje, uma frase que mostra como o recurso ao lugar-comum na falta de algo melhor para dizer não é um truque usado apenas por jogadores de futebol. Veja o que disse Felipe Massa depois de um dia de treinos: “Hoje tivemos um bom dia de trabalho, apesar dos problemas elétricos”. Um bom dia ou um dia com problemas?
PS: Para quem se interessa pelo assunto, em novembro, escrevi no blog um post intitulado “O time deles é muito grande para cair” e outros novos clichês do futebol.

a diferenca e que o cerebro do jogador e nos pes
Nem consegui ler tudo.
Independente do que foi escrito na matéria, o blog é dele, e ele escreve o que ele quer oras, o leitor gostar ou não, será inerente às postagens para toooodo o sempre! haha
AGora, chato mesmo são esses repórteres de campo meu, acaba o primeiro o tempo, nego saindo do gramado depois de correr sem parar 45 minutos, num guenta nem respirar, tem pouquissimo tempo pra se reunir com a equipe no vestiário e ainda tem que que ficar respondendo “o que vc acha que faltou pra sair o gol no primero tempo?” … “O que vc acha q vcs precisam fazer pra melhorar no segundo tempo e sair daqui com os 3 pontos?” …”Aquele lance do jogador tal , vc ali de dentro do campo, acha q foi falta mesmo?” —– AVE MARIA SENHOR… !!!
“perguntem para um analista da bolsa porque a mesma caiu, podem perguntar 500 vezes nunca vai ser a mesma resposta”
Vânio, a sua comparação foi tão desacerebrada qto o tipo de jogador q vc citou …
Quando se fala de burrice, muita gente parece ofendida…
Pode acreditar! Os torcedores ficam irritados com as perguntas dos repórteres e jornalistas fracos e repetitivos, e não com o que o jogador responde. Ora, eles respondem à altura, se é que você pode entender, o que eu imagino que sim. Por exemplo: Não há pergunta mais ridícula do que esta, após uma derrota de um clube qualquer; ” E aí, fulano, o que você achou desta derrota?” O jornalista que que o jogador responda o quê? Que foi uma derrota maravilhosa? Que o clube em que ele joga é fraco?
o cara tem falta de assunto! so pode!
Mas se vocês repórteres idiotas também sempre perguntam a mesma coisa, a resposta será sempre a mesma. Ou tentam perguntar algo para apimentar os jogos, ou seja, falar algo que se o jogador concorda ele estará provocando o adversário. Acorda rapaz, os jornalistas têm que cobrar dos próprios jornalistas perguntas melhores, e os torcedorem têm que cobrar dos jornalistas matérias mais inteligentes!
Cartão vermelho para jornalista mal preparado como esse que escreveu! Depois os caras ainda querem abolir obrigatoriedade de curso de jornalismo, se fazendo curso já é ruim assim, sem curso então ….
Não devemos levar jogadores de futebol tão a sério com faz a imprensa paulista…eles são apenas jogadores de futebol; entrevista coletiva; dezenas de microfones…o que vale é FUTEBOL, ou seja, bola na rede. O resto não me interessa.
Um estudo levemente acurado desse fenômeno linguistico recorrente me fez perceber, há alguns nos, que a imprensa é má com os esportistas.
É de conhecimento geral que poucos se dedicam aos exercícios culturais (leitura, debates, discussões) na mesma medida que se dedicam às atividades físicas. A sacanagem da imprensa ocorre, especialmente, quando alguma declaração foge aos lugar comum.
Souza e Vampeta, por exemplo, eram o xodó dos diários esportivos e contribuiam sempre com os lucros destes e a animosidade dos torcedores (incapazes de perceber a bestialidade de suas discussões).
Dadá Maravilha, com suas frases inesquecíveis, passa de mocinho a vilão conforme a imprensa interpretava suas considerações. E o que dizer do Raí e do Casagrande? Habituados a fugir dos lugares comuns, mas sempre caminhando no campo minado das perguntas capciosas.
A função Fática da linguagem, a estratégia de preenchimento, o circunlóquio, a tautologia etc, são recursos legítimos que podem (e devem) ser utilizados sempre que alguém não se sentir à vontade diante de uma câmera ou um gravador.
Melhor do que reclamar das respostas, seria melhorar as perguntas! E isso, meu caro xará, dificilmente um jornalista se proporá.
Sugestões:
Pergunta padrão: “O que você espera desse jogo?”
Pergunta não padrão: “Como o time pretende anular o principal jogador adversário, o fulano?”
Pergunta padrão: “O que o técnico disse para você fazer quando entrar em jogo?”
Pergunta não padrão: “Como você vai ajudar o setor esquerdo?”
Pergunta padrão: “Sai algum gol hoje?”
Pergunta não padrão: “Você vai tocar mais a bola ou finalizar mais?”
puta ki pariu, a pior coisa qur ja li durante toda a existencia da internet.
CAMBADA DE IMBECIS, JORNALISTAS, LEITORES QUE COMENTAM E EU QUE LI ESTA MERDA TODA
[...] surge em final de campeonato, dito por jogadores: “O time deles é muito grande para cair”. No segundo, registrei uma coleção de clichês ditos em uma única semana por craques do futebol [...]