A Fifa promete divulgar ainda nesta terça-feira um comunicado em resposta ao protesto do Egito relativo à marcação do pênalti que decidiu a partida contra o Brasil, na primeira rodada da Copa das Confederações.
Como se sabe, o lance ocorreu no finalzinho da partida. Daniel Alves cobrou falta pelo alto, a bola sobrou para Lúcio, que chutou em direção ao gol. A bola provavelmente ia para o fundo das redes, mas foi desviada pelo braço direito de Ahmed Al Muhamadi, saindo pela linha de fundo. O árbitro inglês Howard Webb, imediatamente, apontou escanteio a favor do Brasil – marcação idêntica à do auxiliar. Os jogadores do Brasil cercaram Webb, pedindo o pênalti. As imagens da TV mostram que, num primeiro momento, o árbitro rechaçou a reclamação, mas em seguida voltou atrás de sua decisão e, então marcou pênalti e expulsou Ahmed Al Muhamadi. Foi, então, a vez de os egípcios cercarem o árbitro em protesto (foto).
O que se passou entre a marcação inicial e a seguinte é o xis da questão. Tudo indica que Webb foi alertado pelo quarto árbitro, o australiano Matthew Breeze. Não terá ocorrido problema algum se Breeze apenas viu que foi pênalti e advertiu Webb do erro que ele estava cometendo. O que se suspeita, porém, é que Breeze teria visto a repetição do lance num monitor de tevê – que não deixa dúvidas sobre o pênalti.
O uso de imagens de vídeo para esclarecer dúvidas no meio de uma partida de futebol é uma idéia colocada em discussão já há muito tempo. Utilizado nas ligas de basquete e futebol americano, o recurso é vetado pela Fifa. O presidente da entidade, Joseph Blatter, já se manifestou mais de uma vez contrário a esta possibilidade. O uso de imagens gravadas é hoje aceito apenas em tribunais esportivos, para auxiliar na punição de agressões ocorridas em campo, mas não relatadas na súmula dos árbitros.
Na final da Copa do Mundo de 2006, o árbitro Horacio Elizondo não viu a cabeçada de Zidane em Materazzi, mas foi advertido a respeito pelo quarto árbitro, o espanhol Luis Medina Cantalejo. O técnico da França, na ocasião, acusou Cantelejo de ter recorrido a um vídeo para ver a agressão, o que obrigou a Fifa a divulgar um comunicado negando que isso tenha ocorrido. Aposto que este será o tom do comunicado que a entidade divulgará hoje sobre a polêmica marcação do pênalti contra o Egito. (atualizado às 13h54: a Fifa rejeitou o protesto dos egípcios, afirmando que Webb não recebeu apoio da tevê)
Qual é a opinião do leitor: a Fifa deveria aceitar o uso de imagens de vídeo durante uma partida para esclarecer dúvidas?
Crédito da foto: AP

Sou totalmente a favor do uso de imagem de TV para dirimir duvidas em lances duvidosos, porque assim acabaria com a injustiça que muitas vezes fazem com os árbitros. Os comentaristas e os torcedores assistem varias vezes o lance e depois comentam encima do visto e revisto, em quanto o juiz tem que apitar em cima do lance daquilo que ele acha que viu, ou deixou de ver. Aí ficam todos a criticar o arbitro, chamando do-o de ladrão, desonesto, venal e outros adjetivos nada honrosos, como se fossemos todos telepatas e tivéssemos a capacidade de saber o que se passa dentro da cabeça do árbitro. Embora eu acredite que mesmo assim ainda haverá, bem menos com certeza, lances polêmicos, pois já vi em programas esportivos vários comentaristas assistirem um lance varias vezes e depois discordarem em suas opiniões. E a torcida? Esta é apaixonada e só enxerga quando seu time é prejudicado pelo arbitro, quando é beneficiado o lance sempre é legal, independente do que o arbitro tenha apitado.
Isso daria muito mais credibilidade aos jogos , e evitaria muitas confusões ,suborno de árbitros e tudo seria as claras, estamos falando de futebol profissional , e isso é sério os clubes são empresas , perder ou ganhar faz muita diferença , no patrocínio no orçamento , na motivação e tudo mais , o quarto árbitro poderia usar o recurso em lances que poderiam desvirtuar a verdade e o resultado da partida . Se o futebol não quer evolução então coloca em campo a bola que o pelé chutava , os calções do Rivelino com, ou a chuteira do garrincha! E pode tirar tbm os fones e microfones que usam agora!
Sou contra o uso de video, mas não é por saudosismo, até porque tenho 25 anos.
O ponto é que sou contra que em um mesmo esporte, partidas sejam disputadas em condições diferentes, umas com video outras sem. O futebol tem uma dinâmica diferente do tenis ou futebol americano e acho que a paralização para ir assistir o lance no monitor tornaria o jogo muito chato. E, mais importante, mesmo assim erros continuariam a ocorrer.
Alem disso, o custo seria alto. Tem estadio que nao tem nem placar (na maioria são aqueles de madeira onde esta escrito LOCAL X VISITANTE). Sem chance de colocar telão, cameras e etc nestes estadios.
Eu acho que a FIFA so nao libera o uso deste recurso e de outros como chip, devido a intensao de manipular resultados.
Este esporte envolve milhoes e se perderem esta possibilidade vai ser muito mais dificil ganhar o dinheirinho….
Futebol esporte popular pois interessa aos poderosos e endinheirados.